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Análise dos Times

Ponte Preta

Principal

Motivo: O artigo foca em uma disputa interna pela presidência do clube, apresentando os fatos de forma neutra, sem tomar partido entre os conselheiros e a gestão atual.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Ponte Preta Rodrigo Santana Luiz Antônio Alves Torrano Torrano Marco Antônio Eberlin Eberlin Tagino Alves dos Santos

Conteúdo Original

Após derrota para o CRB, Rodrigo Santana deixa a Ponte Preta Um grupo de oito conselheiros da Ponte Preta entrou com uma ação na Justiça nesta terça-feira (26) pedindo o afastamento imediato e a destituição definitiva de Luiz Antônio Alves Torrano da presidência do clube. O processo foi protocolado na 5ª Vara Cível da Comarca de Campinas com base em supostas irregularidades na condição associativa de Torrano, apontadas como incompatíveis com o Estatuto Social da Ponte Preta. A ação é conduzida pelos advogados João Felipe Artioli e Reginaldo Ezarchi. + ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! A reportagem do ge entrou em contato com a assessoria da Ponte para ter uma posição oficial do clube sobre o assunto e aguarda o retorno para atualizar a matéria. 1 de 3 Torrano durante a posse como presidente da Ponte — Foto: Marcos Ribolli/ PontePress Torrano durante a posse como presidente da Ponte — Foto: Marcos Ribolli/ PontePress O que diz o processo O principal ponto levantado na ação é que Torrano não poderia ocupar a presidência por não cumprir os requisitos básicos de elegibilidade previstos no estatuto do clube. De acordo com os advogados, Torrano, eleito presidente no início de dezembro de 2025, pediu sua exclusão do quadro de conselheiros em 2021, em caráter definitivo. O pedido foi aceito pelo então presidente do Conselho Deliberativo da Ponte Preta, Tagino Alves dos Santos. - Torrano jamais poderia ter sido conduzido à presidência, uma vez que foi excluído dos quadros associativos do clube a pedido próprio, de forma irrevogável - afirmou o advogado João Felipe Artioli. Após essa saída, outro conselheiro assumiu a vaga, o que, segundo a ação, confirma que a exclusão foi efetivada na prática. Retorno considerado irregular A ação também questiona o retorno de Torrano ao quadro associativo, ocorrido em janeiro de 2023 durante reunião do Conselho Deliberativo. Segundo os autores, a reintegração aconteceu sem um pedido formal do próprio Torrano — o que seria obrigatório — e sem que ele estivesse presente na reunião. A solicitação teria sido feita pelo então presidente da diretoria alvinegra, Marco Antônio Eberlin - hoje vice-presidente e diretor de futebol da gestão de Torrano, sem procuração ou autorização formal. Outro ponto destacado é que o estatuto da Ponte prevê um prazo mínimo de três anos para que um associado excluído possa retornar ao clube — período que não teria sido respeitado no caso. 2 de 3 Torrano ao lado de Eberlin — Foto: Marco Ribolli/Ponte Press Torrano ao lado de Eberlin — Foto: Marco Ribolli/Ponte Press A ação reforça ainda que, mesmo após eventual retorno, Torrano não preencheria outro requisito essencial para concorrer à presidência: o tempo mínimo de vínculo associativo contínuo. O Estatuto da Ponte Preta, atualizado em 2023, exige que candidatos ao cargo máximo da diretoria executiva tenham pelo menos 12 anos consecutivos de associação. Como houve interrupção entre 2021 e 2023, a defesa dos conselheiros sustenta que Torrano só poderia se candidatar novamente a partir de 2035. Impacto na estrutura do Conselho Outro ponto levantado é que a reintegração de Torrano como conselheiro nato titular teria causado distorções na ordem interna do Conselho Deliberativo. Segundo os advogados, o estatuto prevê uma sequência objetiva para preenchimento das vagas, que teria sido alterada de forma irregular com o retorno direto ao posto anterior. O texto da ação cita inclusive uma decisão judicial antiga, movida pelo próprio Marco Antonio Eberlin, que reconheceu a necessidade de seguir criteriosamente essa ordem estatutária. 3 de 3 Bastidores do Moisés Lucarelli estão em ebulição — Foto: Marcos Ribolli Bastidores do Moisés Lucarelli estão em ebulição — Foto: Marcos Ribolli Por que a ação foi movida agora? Apesar de Torrano ter assumido a presidência em janeiro, a ação foi apresentada apenas agora, cinco meses depois. Segundo os autores, houve dificuldade para obter documentos e informações internas do clube, atrasando a formalização do processo. O que os conselheiros pedem Além do afastamento imediato e da destituição definitiva de Torrano, a ação solicita: Anulação da candidatura do presidente Declaração de irregularidade de sua condição associativa Nomeação provisória do vice-presidente Marco Antonio Eberlin como presidente Reorganização da lista de conselheiros natos, respeitando a ordem estatutária Quem assina a ação O pedido é assinado pelos conselheiros: Joaquim Ferreira; Décio Sirbone Jr.; Maurilei Pereira; Leonardo Gomes Pereira; Gustavo Valio; Eduardo Matias; Angelo Scaglione; Nivaldo da Paixão. Desses, Gustavo Valio é conselheiro eleito pela chapa liderada por Eberlin e que conduziu Torrano à presidência, mas rompeu com a atual administração. Já os demais são conselheiros natos ou contribuintes. Cenário caótico A ofensiva judicial contra a atual gestão acontece em meio a um cenário de forte turbulência dentro e fora de campo na Ponte Preta. O clube atravessa uma grave crise financeira, com atrasos salariais recorrentes que atingem jogadores, comissão técnica e funcionários desde meados de 2025 - alguns casos chegam há mais de 11 meses. Em matéria especial exibida recentemente pelo Esporte Espetacular , um ex-jogador, integrante do elenco campeão da Série C de 2025, afirmou, sob condição de anonimato, que colegas precisaram buscar outras fontes de renda para se manter, chegando a trabalhar como motorista de aplicativo após os treinos. Ponte Preta agoniza na série B com dívidas e processos na justiça Além dos salários atrasados, a Ponte Preta acumula dívidas com fornecedores e enfrenta uma sequência de ações judiciais. Uma padaria de Campinas processa a Ponte cobrando uma dívida de R$ 53.280,14 por falta de pagamento desde maio de 2025 em relação a serviços prestados no fornecimento de alimentos - sobretudo pães. + CLIQUE AQUI e leia mais sobre a Ponte O ambiente conturbado se reflete no desempenho esportivo. Após o título da Série C em 2025, o clube foi rebaixado no Campeonato Paulista e amarga a vice-lanterna da Série B, com sete pontos em 30 possíveis. A sequência de quatro derrotas seguidas e também os problemas extracampo levaram o t écnico Rodrigo Santana e deixar o cargo na última segunda-feira. A diretoria busca um substituto para estrear contra o Botafogo-SP, na próxima segunda-feira, no Majestoso.