🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palmeiras

Principal

Motivo: O texto exalta a qualidade do jogador Leivinha e o time do Palmeiras dos anos 70, considerando-o um dos melhores já vistos, com elogios explícitos.

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: O autor menciona ser corintiano e lamenta a derrota do time na final do Paulista de 1974, indicando uma torcida que causa um leve impacto negativo em relação ao seu time.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Corinthians Palmeiras Oswaldo Brandão Ronaldo Ademir da Guia Milton Neves Seleção Brasileira Walter Casagrande Jr. Rivellino César Leivinha Brito

Conteúdo Original

Opinião Esporte Leivinha foi mais do que um ídolo para mim, foi a minha grande referência Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 04/06/2026 16h29 Deixe seu comentário Resumo Leivinha durante partida contra o Zaire na Copa do Mundo de 1974 Imagem: VI-Images via Getty Images Leivinha foi mais do que um ídolo para mim, foi a minha grande referência. Fiquei jogado e bastante triste quando li na coluna do Milton Neves que um dos meus grandes ídolos do futebol havia morrido. Leivinha foi um jogador sensacional, tanto que foi chamado, em determinado momento, de Pelé Branco. Josias de Souza O milagre da multiplicação do voto evangélico José Fucs O fetiche da esquerda em definir 'extrema direita' Marco Antonio Sabino Ronaldo Caiado é um xerife desarmado Ricardo Kotscho Insistência com Messias é erro político de Lula Um camisa oito elegantíssimo, que se movimentava com muita classe com suas passadas largas. Aliás, o Palmeiras da primeira metade dos anos 1970 foi um dos melhores times que vi jogar, com uma incrível coincidência em ter um camisa oito (Leivinha) junto com um camisa dez (Ademir da Guia) que desfilavam em campo. Leivinha tinha um senso de posicionamento, um tempo de bola e uma impulsão parada que vi em poucos jogadores na minha vida até agora. Claro que os cruzamentos eram muito bem feitos, mas ele estava sempre atrás do zagueiro e, sem pegar distância, saltava mais alto e cabeceava com uma perfeição invejável, com muita força, parecendo verdadeiros chutes. Mas o mais importante era que Leivinha era muito gente boa, educado, inteligente, de ótima conversa e muito simpático. Mesmo sendo um garoto corintiano, além de Rivellino, que é o meu ídolo máximo, tive desde criança também Leivinha e César, a dupla de área do Palmeiras, como ídolos. Continua após a publicidade Na final do Campeonato Paulista de 1974, quando saiu o cruzamento para a área, já fiquei tenso, e não deu outra. Leivinha subiu pelas costas de Brito e ajeitou para o ponta Ronaldo marcar o gol do título em cima do Corinthians, e chorei junto com meu pai. Mas só fiquei triste pela derrota do Corinthians, não pelo talento de Leivinha, a quem admirava muito. Vi vários jogos da seleção brasileira com ele como camisa oito ou como centroavante. Fiquei triste quando ele se machucou na Copa de 1974, na Alemanha, porque queria vê-lo jogar. Quando li o título do texto de Milton Neves, 'Morre Leivinha, craque de um Brasil que produzia aos montes', senti um baque, um susto, uma tristeza imensa. Um dos maiores elogios que recebi foi de um treinador dos mais vencedores e, para mim, o melhor da história de Corinthians e Palmeiras, Oswaldo Brandão. Continua após a publicidade Sim, brigamos e não nos demos bem, mas isso não o impediu de me dizer, no vestiário de um jogo entre a seleção paulista da capital e a do interior, o seguinte: "Garoto, fico te observando e me lembro de Leivinha quando era jovem também, principalmente do jeito que você cabeceia. Procure observar os vídeos dele que você irá melhorar ainda mais." Respondi: "Poxa, muito obrigado, Brandão, mas sempre olhei Leivinha cabecear e me espelhei nele para fazer isso." Pois bem, Leivinha era muito mais do que um ídolo para mim: era uma referência, um professor, um cara para se observar e com quem aprender. E aprendi a saltar com muita impulsão, parado, e sempre me posicionando atrás do zagueiro, usando o tempo de bola. Continua após a publicidade Com um professor como Leivinha, não tinha como não aprender direito. Lamentei muito. Meus sentimentos aos familiares e amigos. Nunca esquecerei, como nunca esqueci até agora, a existência de um jogador brilhante como Leivinha. Muito obrigado e um beijo, camisa oito. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Ataque dos EUA ao Pix: o blefe dos números e o 'mau exemplo' do Brasil Por que a pequena Saint-Barth virou a 'ilha dos bilionários' no Caribe MPF abriu investigação sobre suposta pressão do Master na cúpula da CVM Caiado é um xerife desarmado Fora de viagem, Neymar terá programação de treinos e fisioterapeuta próprio