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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Erros e acertos da FIFA no lançamento da Copa do Mundo feminina no Brasil Milly Lacombe Colunista do UOL 25/01/2026 12h47 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Logo oficial da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil Imagem: Reprodução/Fifa É oficial. Faltam 515 dias para que a bola role para a primeira Copa do Mundo feminina a ser disputada no Brasil. O lançamento foi em Copacabana, Rio de Janeiro, nesse domingo, 25. O amigo de Donald Trump, que é também o presidente da FIFA, estava presente. O italiano Gianni Infantino tentou falar português e fracassou. Mas parecia feliz com o evento. A cerimônia, cafona como tudo o que a FIFA faz, pelo menos teve Barbara Coelho no comando. Um acerto da Federação, entre tantos erros. Teve Formiga, Cristiane e Marta, essa por vídeo. Teve imagens em telão mostrando o talento de seleções e das jogadoras. Tudo correto até aqui. Elio Gaspari Caso Master e a exposição de condutas impróprias José Trajano Crespo mostra o total abandono no São Paulo Ricardo Kotscho Quando começar a pensar em parar de escrever Giovana Madalosso Hoje xenófobo, amanhã migrante do clima Os pontos baixos ficam com as apresentações no palco, sempre trabalhando com a exotização da nossa cultura. Mulheres em saias curtas dançando para a alegria dos muitos e muitos homens engravatados ali presentes. No palco, teve mais homem do que mulher, o que já deveria ser um sinal alerta para quem organizou essa festa. A FIFA achou que seria de bom tom homenagear os jogadores e capitães campeões do mundo, e esqueceu de chamar nossas pioneiras, as mulheres que são as responsáveis pelo futebol feminino estar onde está no Brasil. Sissi, que Infantino provavelmente não sabe quem é, deveria estar no palco. Assim como a primeira geração, assim como as que jogavam bola quando jogar bola era proibido para mulheres. Uma história que tinha que ter sido contada hoje, com todas as letras, no lançamento. Faz algumas semanas Gianni Infantino entrou para a história da forma mais vexatória possível: presenteando Donald Trump com uma inventada medalha pela paz. Presentear o deus da guerra com um prêmio pela paz já seria ridículo sob qualquer aspecto. Mas criar um prêmio apenas para lamber as botas de um autocrata facínora é subir muitos degraus na escada da estupidez. Esse é o homem que comanda a FIFA. O que esperar, portanto, de sua liderança? Apenas isso mesmo: uma cerimônia com mais homens do que mulheres para o lançamento de uma competição feminina, nossa cultura exotizada no palco, esquecimento das pioneiras e a tentativa frustrada de falar a nossa língua. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Primeiro hotel de luxo de Brasília é implodido após briga entre herdeiros Suspeita de cartel no asfalto envolve contratos de R$ 17 bi com o governo Transmissão ao vivo de Cruzeiro x São Paulo pela Copa São Paulo: veja onde assistir Carro abandonado em shopping de Goiás por 8 anos finalmente é guinchado Jogador adversário mostra tatuagem, ganha camisa de Messi e chora; veja