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Só para assinantes Assine UOL Reportagem São Paulo: sem ser citado, Casares pede acesso a inquérito sobre camarote Pedro Lopes Colunista do UOL 07/01/2026 18h23 Deixe seu comentário Julio Casares, presidente do São Paulo, no CT da Barra Funda Imagem: Reprodução/Instagram Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Mesmo sem ser diretamente mencionado no áudio que deu origem à investigação, e sem figurar como um dos investigados, o presidente Julio Casares peticionou pedindo acesso ao inquérito que apura o possível esquema de venda de camarote clandestino no São Paulo. O pedido aconteceu ontem, horas depois da publicação pelo UOL da matéria que revelou detalhes de outra investigação, apontando expressivos recebimentos em dinheiro vivo nas contas de Casares durante 29 meses de sua gestão. Os inquéritos são distintos, mas tramitam ambos no Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), e são presididos pelo delegado Tiago Fernando Correia. Casares é representado em ambos pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine. Reinaldo Azevedo Não há chance de rever liquidação do Master Carla Araújo Médicos reavaliarão remédios de Bolsonaro Alexandre Borges Apoio e omissão com chavismo tira votos de Lula Julio Wiziack Itaipu destinará R$ 1,5 bilhão para manter tarifa A coluna contatou a defesa de Casares, que explicou que pretende demonstrar o mais rápido possível que o presidente não teria qualquer envolvimento ou mesmo conhecimento do caso dos camarotes. O episódio do camarote tem como personagem central Mara Casares, diretora licenciada do São Paulo e ex-esposa de Julio. Ela aparece em um áudio ao lado do então diretor adjunto da base Douglas Schwartzmann, em conversa telefônica com uma terceira chamada Adriana Prado. No diálogo, fica claro que Adriana teria alugado via Mara um espaço no Morumbis, e comercializado como camarote. Os próprios dirigentes usam o termo "clandestino" ao se referirem ao espaço, e mostram enorme preocupação com a possibilidade de que operação se torne pública. O espaço em questão fica próximo da sala do presidente no estádio. Mara também aparece na investigação que analisou as movimentações financeiras da familia Casares. Ao longo dos 29 meses investigados, Julio pagou 104 boletos bancários em nome da sua ex-mulher. Mara Casares e Douglas Schwartzmann foram afastados das duas diretorias, e respondem a uma sindicância interna no São Paulo. Já Casares terá um pedido de impeachment analisado pelo Conselho Deliberativo do clube no próximo dia 14 de janeiro. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Pedro Lopes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Petróleo da Venezuela deve servir aos interesses dos EUA, diz vice de Trump Corinthians encaminha acordo com Santos Laguna, mas clube impõe condição Repressão continua na Venezuela, agora com a bênção dos Estados Unidos 'Ficamos traumatizados', diz irmã de mulher eletrocutada na piscina em AL Moraes anula sindicância do CFM sobre Bolsonaro: 'Total ignorância'