🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Vasco

Principal

Motivo: Artigo factual sobre a venda da SAF, mas destaca valores positivos de investimentos, cita otimismo de dirigentes e busca tranquilizar torcedores.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: Clube citado no contexto de investigação de conflito de interesses envolvendo a presidente Leila Pereira, com tom levemente negativo.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Vasco Palmeiras São Januário Leila Pereira 777 Partners Cade Marcos Lamacchia Almirante Participações Mário Junqueira Anresf

Conteúdo Original

Pedrinho comemora aprovação da venda da SAF do Vasco Os sócios do Vasco aprovaram nesta sexta-feira a venda da SAF para a Almirante Participações S/A, empresa de Marcos Lamacchia. Com o resultado da votação, 90% das ações da empresa que comanda o futebol vascaíno serão transferidas para a companhia controlada pelo enteado de Leila Pereira. + Após venda da SAF, Pedrinho garante: "Acabou o problema das dívidas do Vasco" Na época da venda para a 777 Partners, em 2022, a empresa ficou com 70% das ações, com 30% permanecendo com o associativo. Nesta segunda venda, o clube social fica com apenas 10% das ações. A votação entre os sócios foi a última etapa interna do clube para a entrada de Marcos Lamacchia. Antes, o Conselho Deliberativo e Beneméritos do Vasco já haviam dado parecer positivo para a venda da SAF. Isso, vale ressaltar, não quer dizer que o investidor assumirá imediatamente. Ainda resta o parecer positivo da Anresf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol), que investiga um possível conflito de interesses com o Palmeiras, já que Marcos Lamacchia é enteado de Leila Pereira, presidente do clube paulista. Dentro do Vasco, a expectativa é que a etapa seja superada em pouco tempo. 1 de 1 Marcos Lamacchia em Vasco x Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro. — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF Marcos Lamacchia em Vasco x Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro. — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF Não há prazo estabelecido para que termine a análise formal da agência. Enquanto isso, o clube começará com as etapas burocráticas, como passar os nomes dos ativos - jogadores, funcionários e qualquer elemento do dia a dia - de uma SAF para a outra. — São processos que estão em andamento. O Cade foi agora recentemente, tem também a Anresf, mas eu estou muito tranquilo. O Almirante é do Marcos Lamacchia e minha, e nós estamos separados de qualquer outro clube. Estamos tranquilos que somos Vasco da Gama e já falei que vou provar isso quando jogarmos contra o Palmeiras e vamos ganhar - afirmou Mário Junqueira, sócio da Almirante Participações. + Sócios do Vasco aprovam venda da SAF para Marcos Lamacchia No início deste mês, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) enviou um ofício ao Vasco, por meio do Ministério Público de São Paulo, solicitando informações financeiras entre o clube e a Almirante Participações. O Vasco precisa dar satisfações financeiras ao Cade até esta segunda-feira, dia 26 de outubro, informando as operações, a data de formalização da operação e o motivo de a entidade não ter sido notificada de primeira sobre a relação entre clube e Almirante Participações. A recusa, omissão ou retardamento injustificado das informações constitui infração com multa diária de R$ 5 mil, podendo ser aumentada em até 20 vezes - indo para R$ 100 mil diários - visando aumentar a eficácia da cobrança. Marcos Lamacchia promete muito trabalho no Vasco Veja todos os pontos do contrato Investimentos no futebol O investidor se compromete a aportar pelo menos R$ 500 milhões ao longo de cinco anos, em parcelas anuais de R$ 100 milhões corrigidas pelo INPC. O valor será destinado exclusivamente ao departamento de futebol, incluindo contratações, atletas e comissão técnica. A proposta também prevê investimento mínimo de R$ 120 milhões no centro de treinamento do profissional, em até dez anos, e de R$ 30 milhões na infraestrutura das categorias de base, em dois anos. Além disso, a Almirante deverá cobrir o déficit de fluxo de caixa projetado em cerca de R$ 1,5 bilhão nos primeiros cinco anos e contribuir para o cumprimento das obrigações financeiras previstas no acordo. Dívidas e garantias A Almirante ficará responsável por gerar receitas para o pagamento das dívidas da SAF e da associação, conforme as condições previstas no acordo. A proposta também estabelece a antecipação de dois anos de pagamentos previstos no plano de recuperação judicial. Outro compromisso é a realização de aportes adicionais caso os recursos disponíveis sejam insuficientes para cumprir as obrigações financeiras e de infraestrutura previstas no contrato. Esses aportes não poderão provocar aumento da participação da investidora por diluição da fatia de 10% preservada pelo Vasco. A proposta estabelece mecanismos para assegurar o cumprimento das obrigações assumidas. Entre eles, estão: Garantia de R$ 324 milhões: fiança bancária ou seguro-garantia a ser apresentado pela investidora para o passivo da recuperação judicial abrangido pela operação. Depósito judicial de R$ 27 milhões: valor já depositado para antecipação de créditos concursais do período de supervisão judicial, com destinação condicionada ao fechamento. Fiança pessoal de Marcos Lamacchia: responsabilidade solidária pelas obrigações pecuniárias da investidora e da nova SAF, nos termos contratuais. Conta-reserva: saldo mínimo equivalente a três meses das obrigações especificadas da recuperação judicial e das dívidas tributárias e extraconcursais, com previsão de recomposição. Aportes adicionais: obrigação de disponibilizar recursos para cumprir compromissos contratuais, sem diluir os 10% preservados pelo Vasco. O acordo também prevê responsabilidades por descumprimento contratual, indenizações por perdas decorrentes de violações das obrigações e multas específicas. Entre elas, há penalidade de 60% em determinadas hipóteses de descumprimento de obrigações da recuperação judicial e multa de R$ 50 milhões em caso de descumprimento de obrigações relacionadas à formalização definitiva da operação, conforme as condições previstas no documento. São Januário e estrutura da SAF O estádio seguirá como casa prioritária e exclusiva do futebol profissional do Vasco até 31 de dezembro de 2030, com pagamento anual de R$ 3 milhões. O valor cai para R$ 2 milhões caso obras impeçam a utilização do local. O estádio não está sendo negociado na venda e segue com o clube social. A proposta também assegura prioridade aos sócios proprietários na primeira onda de disponibilização de ingressos, conforme as condições previstas no acordo. A proposta prevê a transferência para a nova SAF dos ativos ligados ao futebol, incluindo contratos, direitos de atletas, patrocínios e propriedade intelectual. O clube associativo terá licença gratuita e por prazo indeterminado para usar a marca em suas atividades. Venda de ações e governança O investidor não poderá vender suas ações, e a SAF não poderá distribuir dividendos, durante dez anos. A transferência de controle após esse período dependerá do pagamento das dívidas da recuperação judicial ou da substituição das garantias por outras aceitas pelo Vasco. A conclusão da operação ainda depende do cumprimento das condições previstas no acordo, incluindo aprovações societárias e judiciais. + ✅Clique aqui para seguir o canal ge Vasco no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Vasco 🎧 Ouça o podcast GE Vasco 🎧 Assista tudo sobre o Vasco no ge, na Globo e no SporTV: 50 vídeos