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Análise dos Times

Motivo: A matéria menciona o Brasil de forma secundária, sugerindo uma queda de performance em contraste com outras seleções.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: O Japão é exemplificado positivamente através de Zion Suzuki, representando a mistura e o acolhimento.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: A França é citada como exemplo de seleção que assumiu sua negritude e se firmou na elite do futebol.

Viés da Menção (Score: 0.6)

Motivo: Assim como a França, a Inglaterra é mencionada como exemplo positivo de representatividade e força.

Viés da Menção (Score: 0.6)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Palmeiras Estados Unidos Brasil Argentina Donald Trump Messi Inglaterra Mauricio Copa do Mundo de 2026 Gabriel Magalhães Japao Franca Zion Suzuki

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O futebol é a gente Milly Lacombe Colunista do UOL 20/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Zion Suzuki, do Japão, em disputa com Gabriel Magalhães, da seleção brasileira Imagem: Alex Slitz/Getty Images Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Acabou mais uma Copa do Mundo e, com ela, a certeza de que o torneio é uma das criações mais espetaculares da humanidade. Mesmo disputada dentro de um país entregue ao fascismo, mesmo dilacerada por políticas autoritárias, mesmo com ingressos a preços impagáveis, a Copa de 2026 foi um sucesso. O futebol se impõe. O jogo é soberano. Ele sempre vence. Cento e quatro partidas, 48 seleções, 1248 jogadores. Vimos jogos que jamais esqueceremos, despedidas, novos ídolos, tristezas e glórias. Vimos países cada vez mais misturados culturalmente renascerem em campo. Enquanto o fascismo global segue erguendo muros e fechando fronteira, o jogo assume seus filhos e diz: podem vir, somos um só. Os Estados Unidos seguem sua cruzada anti-imigração enquanto destroem monumentos e pessoas com suas poderosas bombas. Mas, nos intervalos dos jogos, fingem celebrar o amor e a união entre os povos. Love, love, love. Juca Kfouri A Espanha é bi em tarde lamentável da Argentina Yara Fantoni É inadmissível Rodri ser eleito melhor da Copa Arnaldo Ribeiro Paredes é um jogador medíocre, desleal Milly Lacombe As lágrimas de Messi e de Scaloni A Copa de 2026 reuniu uma série de atletas que, como o palmeirense Mauricio, jogaram por seleções de países diferentes daqueles onde nasceram. França e Inglaterra assumiram sua negritude e, com ela, se fixaram ainda mais na primeira prateleira do futebol. Uma prateleira da qual o Brasil se atirou, mas essa é outra história. Fronteiras são invenções humanas e funcionam bastante bem apenas para que possamos ter torneios como uma Copa do Mundo, com nações disputando um título. Fronteiras não funcionam se a ideia for barrar, expulsar, excluir. O futebol fala sobre a beleza de nos misturarmos, sobre a poesia do acolhimento, sobre colocarmos em campo nossa identidade. Zion Suzuki, o goleiro que nasceu nos Estados Unidos filho de pais ganês e mãe japonesa, e que defende a seleção do Japão talvez represente de modo mais arrebatador o que podemos ser. A Copa manda para o esgoto a supremacia branca que Donald Trump e outros políticos de extrema direita tentam impor ao mundo. Eles fingem não ver, mas é impossível deixar de notar que nossa maior força vem de sermos capazes de nos misturar, de conviver, de romper fronteiras. A ideia de um mundo dominado por homens muito brancos e muito poderosos perde força quando a Copa do Mundo mostra sua cara. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora O retrato que Gilberto Gil encontra todos os dias após morte de Preta Gil Casão: 'Argentina vai ser lembrada pelos minutos finais contra Inglaterra' Com Ronaldos, Madonna anima Brasil nostálgico: amanhã vai ser melhor? PVC: 'A gente tem que redescobrir o futebol da América do Sul como cultura' Operação de guerra leva à Inglaterra relíquia esperada há 950 anos