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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Leila defende lei que causa prejuízo ao Palmeiras e gera questionamento Rodrigo Mattos Colunista do UOL 14/05/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Leila Pereira, presidente do Palmeiras Imagem: Marcello Zambrana/AGIF Em entrevista à "Cazé TV", a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, defendeu a reforma tributária que aumentou os impostos para clubes associativos para estimular SAFs, que ficaram com alíquota menor. Como clube associativo, o Palmeiras terá um prejuízo com esta legislação - o valor pode chegar a R$ 50 milhões em dois anos a depender de descontos. Não há projeto em curso no Conselho Deliberativo para transformar o Alviverde em SAF. "Te falar com toda sinceridade. Essa é a opinião da presidente do Palmeiras. Se todo mundo dá opinião, eu também tenho direito de dar opinião. Tudo que for para influenciar para que os clubes se transformem em empresa eu estou de acordo. 'Ah, as associações vão pagar mais'. Que paguem mais. Não quer pagar mais? Se transforma em SAF e 100% das ações podem pertencer ao clube. Se no futuro quiser vender uma pequena participação, o clube já se transformou em empresa. Todo o movimento para que estimulem a se transformar em SAF, acho produtivo", disse a dirigente. Nelson de Sá Xi sobe o tom com Trump e cobra apoio mútuo Josias de Souza Candidatura de Flávio vale igual o CDB do Master Adriana Fernandes Flávio Bolsonaro, Vorcaro e o filme mais caro do Brasil Helio de La Peña Hoje no Brasil, nem sabão consegue ser neutro Idealizada pelo governo federal, a reforma tributária estabeleceu que os clubes associativos terão de pagar uma carga tributária de 11,4% sobre todas suas receitas. Enquanto isso, as SAFs pagarão 6% de carga. Há ainda impostos sobre venda de atletas para as agremiações - as SAFs já tinham. Há um movimento liderado pelo Flamengo - e com participação do COB e Confederação Brasileira de Clubes - para tentar reduzir a carga tributária das associações. Um projeto de lei já foi aprovado para reduzir para 5% os impostos de associações, mas precisa passar por Senado e governo. E haverá votação de derrubada do veto do governo no Congresso. O impacto da lei em vigor é discutido por especialistas e pelo governo federal. O Ministério da Fazenda é a favor da reforma tributária e defende os vetos por entender que seria irregular permitir redução de carga tributária. E entende que haverá a possibilidade de compensação de créditos gerados pela receita. Uma receita poderia gerar um crédito fiscal, por exemplo, para um patrocinador. E que, no final, isso pode anular os impostos cobrados a mais. Mas levantamento de um escritório de tributaristas feito a pedido do Flamengo apontou um impacto de cerca de R$ 70 milhões nos próximos dois anos (2026 e 2027) em impostos a mais só para o clube rubro-negro. Baseia-se na sua receita. Os valores das taxas aumentariam nos anos seguintes. Considerando a receita projetada do Palmeiras - proporcionalmente dois terços da do Flamengo para 2026 -, o clube poderia ter de pagar algo em torno de R$ 50 milhões a mais em impostos em dois anos. As vendas de jogadores, item representativo na receita do clube, também seriam impactadas. Ao blog, o presidente do Conselho Deliberativo, Alcyr Ramos da Silva Jr, informou que o órgão ainda espera definições e regulamentações para estudar o impacto da reforma tributária para o clube. Mas ele ressaltou que não há nenhum projeto no Conselho para transformação do Palmeiras em SAF. Continua após a publicidade Assim, haveria o impacto, sim, para o Alviverde pela legislação em vigor. O conselheiro de oposição palmeirense Luiz Fernando Moncau, do grupo Ocupa Palestra, questiona se a posição de Leila Pereira atende o interesse do Palmeiras. "Opinião é dela. Na qualidade de presidente do clube, onde está o interesse do clube? Se a fala revela alguma intenção (de virar SAF) que não está sendo discutida do Conselho... Se existe um plano, não está sendo levado ao Conselho", questionou. De fato, nada chegou ao Conselho neste sentido. E lembrou que Leila Pereira já teve opinião diferente sobre o tema, dizendo que o Palmeiras não viraria SAF. "Opiniões erráticas. Dá opinião em cada momento e vale uma coisa. Dizia que não faria empréstimo e a doação virou empréstimo. Dizia que não concorreria à presidente e concorreu. Não tinha planos de transformar em SAF. Não são necessariamente os interesses do Palmeiras. A pergunta que fazemos: quais os interesses que ela tem defendido? Por que os do clube não são." Moncau estuda que seu grupo peça informações sobre o tema no Conselho. Continua após a publicidade Procurada, a assessoria do Palmeiras informou que não responderia a questionamentos sobre SAF e tributação. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Caco Ciocler usa 'patriota do caminhão' em filme: 'Parei de rir; é trágico' Agência que aproximou Vorcaro e Flávio cobrou R$ 3,5 mi para atacar BC Até R$ 65 mil: 5 SUVs bons e baratos para quem está com a grana curta Quem mostrou serviço em teste de Abel com reservas do Palmeiras Com equilíbrio de poder, Xi sobe o tom com Trump e cobra apoio mútuo