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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: O artigo foca em investigações e possíveis crimes envolvendo a diretoria do Corinthians, com tom crítico e de denúncia.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Corinthians Ministerio Publico de Sao Paulo CT Dr. Joaquim Grava Osmar Stabile Mega Assessoria Operacional Ltda Fernando Jose da Silva Fabio Soares Parque Sao Jorge

Conteúdo Original

Futebol MP investiga terceirização de segurança sem contrato no Corinthians Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 13/05/2026 11h35 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Parque São Jorge, sede social do Corinthians Imagem: Fábio Lázaro/UOL O Ministério Público de São Paulo instaurou um procedimento investigatório criminal para apurar a contratação, pelo Corinthians, de uma empresa de segurança sem contrato formal e sem as autorizações exigidas. O UOL teve acesso à portaria assinada nesta terça-feira pelo promotor Cassio Roberto Conserino. A investigação aponta possíveis crimes como furto de valores, falsidade ideológica e infrações tributárias. A Promotoria também não descarta incluir outros envolvidos conforme o avanço das diligências. O documento aponta indícios de irregularidades na contratação da Mega Assessoria Operacional Ltda., empresa de Fernando José da Silva, atual gerente operacional do CT Dr. Joaquim Grava — à época da contratação ele atuava como gerente operacional do clube social. Nelson de Sá Xi sobe o tom com Trump e cobra apoio mútuo Sakamoto Áudio de Flávio pode ser 'grito de liberdade' à direita Adriana Fernandes Flávio Bolsonaro, Vorcaro e o filme mais caro do Brasil Alicia Klein Quem é o culpado pela eliminação do São Paulo? Além de Fernando, a investigação também mira o diretor administrativo Fabio Soares. Ambos foram convocados para prestar depoimento ao Ministério Público no próximo dia 26 de maio, por videoconferência. Notas fiscais e pagamentos O Corinthians utilizou os serviços da Mega Assessoria Operacional entre setembro e outubro de 2025 para realizar a segurança do Parque São Jorge sem contrato formal e com base em orientações verbais. A contratação da empresa foi revelada inicialmente pelo site Sport Insider. O UOL teve acesso a documentos internos do Corinthians que confirmam o pagamento de duas notas fiscais à empresa. Os registros indicam compensações de R$ 244.627,66, em 11 de setembro de 2025, e de R$ 208.350,00, em 23 de setembro do mesmo ano. Os valores coincidem com as informações publicadas pelo Sport Insider, que apontou desembolsos totais de R$ 676 mil à empresa entre setembro e outubro de 2025. A terceira nota, no valor de R$ 223.650,00, não consta no material analisado diretamente pela reportagem. Ainda assim, o procedimento investigatório ao qual o UOL teve acesso menciona três notas fiscais sequenciais — números 1, 2 e 3 — que somam R$ 676.627,66. Para o Ministério Público, o padrão pode indicar inconsistências na prestação dos serviços e levanta dúvidas sobre a efetiva atividade da empresa. Continua após a publicidade Outros indícios apontados pelo MP A portaria afirma que, em tese, a empresa prestou serviços de vigilância armada sem autorização da Polícia Federal e sem contrato firmado com o clube. O documento também cita ausência de ordem de serviço formal, comprovação da execução dos trabalhos e capacidade técnica compatível com a atividade. Segundo o Ministério Público, o endereço registrado pela empresa corresponde a uma residência sem identificação operacional compatível com a prestação de serviços de segurança. A Promotoria ainda relaciona o caso a práticas investigadas anteriormente no clube envolvendo empresas usadas para emissão de notas fiscais consideradas irregulares. O documento também aponta relatos de que Fernando José da Silva teria sido orientado a abrir a empresa para viabilizar os pagamentos. A portaria menciona ainda a participação de integrantes da diretoria administrativa na autorização dos repasses. Ao Sport Insider, Fernando José da Silva afirmou inicialmente que criou a empresa a pedido do diretor administrativo Fabio Soares. Posteriormente, porém, apresentou uma nova versão e disse ter agido a pedido do presidente Osmar Stabile. O Corinthians sustenta que a contratação ocorreu em caráter emergencial após a invasão à sede social, em 31 de maio de 2025. O clube afirma ainda que os pagamentos correspondiam a serviços efetivamente prestados e que o modelo foi encerrado após a abertura de uma nova concorrência para contratação da empresa responsável pela segurança. Continua após a publicidade Próximos passos O Ministério Público determinou a coleta de documentos junto ao Corinthians, incluindo comprovação da execução dos serviços, identificação dos responsáveis pela contratação e detalhamento do fluxo de pagamentos. A Promotoria também marcou os depoimentos de Fernando José da Silva e de Fabio Soares Souza para o dia 26 de maio de 2026. As oitivas ocorrerão por videoconferência, com possibilidade de manifestação por meio de defesa constituída. O procedimento investigatório criminal segue em fase inicial e busca esclarecer as circunstâncias da contratação e da execução dos serviços prestados. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Impacto japonês na Haas pode complicar ida de brasileiro em 'vaga Ferrari' Com equilíbrio de poder, Xi sobe o tom com Trump e cobra apoio mútuo 'Fui fruto de uma traição': Luísa Sonza abre baú de traumas familiares Operação da Receita mira sonegação de R$ 2,5 bilhões no setor de plástico Quem mostrou serviço em teste de Abel com reservas do Palmeiras