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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte A guerra cujo ato inaugural foi assassinar 160 meninas dentro de uma escola Milly Lacombe Colunista do UOL 07/03/2026 10h02 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Aeroporto no Irã é atacado em meio à tensão no Oriente Médio Imagem: Reprodução/Redes sociais Estados Unidos e Israel entraram em guerra com o Irã. O pretexto é o de mudar o regime e libertar a população iraniana submetida a um governo repressivo. Não há, a essa altura, muitas pessoas lúcidas que acreditem nessa mentira, e o objetivo desse texto não é dizer o óbvio: que a guerra é uma cortina de fumaça para Trump e, para Netanyahu, um sonho antigo que visa o completo domínio daquela região. Não estão nem aí com a população do Irã, muito menos com as mulheres. O ato inaugural dessa guerra foi o bombardeiro de uma escola primária para meninas. O New York Times, o Washington Post e outros veículos fizeram uma investigação do bombardeio e concluíram que foram os Estados Unidos, e não Israel, que cometeram a atrocidade. O que, evidentemente, não pesa a favor de Israel se levarmos em conta todos os civis dentro de hospitais e escolas assassinados em Gaza. Aparentemente, o erro foi provocado pela inteligência artificial estadunidense que está traçando os alvos dentro do território iraniano. Os Estados Unidos ainda não reconheceram a autoria do bombardeio, mas terão que fazê-lo em pouco tempo. Cento e sessenta crianças entre sete e 12 anos foram pulverizadas por uma bomba de última geração lançada pelo governo de Trump. Suas mochilas ficaram por ali, para contar uma história de horror. Cento e sessenta mães jamais conseguirão seguir com suas vidas sem estarem emocionalmente amputadas da perda de uma filha. O movimento feminista iraniano - que se opõe ao regime - foi organizado mais fortemente a partir de 2022 e nomeado de "Women, Life, Freedom" (Mulheres, Vida, Liberdade) - certamente ficou consternado com a ação abjeta dos agressores. A parte da população que quer ver o Irã livre de um governo altamente repressivo não concorda com a guerra, com seus métodos ou com a ameaça de ter Donald Trump liderando qualquer tipo de transição. Rodrigo Ratier Estudo questiona vantagem de mulheres trans em jogos Josias de Souza O grande erro de Daniel Vorcaro Julián Fuks Imaginação infinita infantil faria tão bem aos adultos Paulo Camargo Caso de demissão no Fla também tem nas empresas Se o objetivo de Trump e Netanyahu era chamar a população às ruas para derrubar o regime, a ideia já fracassou. Quem está indo às ruas o faz para apoiar seu país. O assassinato de quase 200 crianças teve a capacidade de provocar um tipo de nacionalismo há anos adormecido. Um ato inaugural indizível, inominável, covarde e que vai cobrar seu preço histórico. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Trump diz que Irã se rendeu aos vizinhos por causa dos EUA: 'Perdedores' Irã diz que atacou base dos EUA no Bahrein horas após promessa de trégua Esqui alpino: Lucas Pinheiro conquista 2º ouro do Brasil na Copa do Mundo Luciana Gimenez faz ensaio de lingerie azul com almofada ousada O grande erro de Daniel Vorcaro