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Áudio revela esquema de diretores do São Paulo para venda ilegal de camarote A Polícia e o Ministério Público estão muito perto de avançar para a próxima fase da investigação sobre os escândalos recentes que envolvem o São Paulo : o caso de corrupção do camarote 3A, a lavagem de dinheiro e a corrupção no clube social. + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp Depois de o ex-presidente Julio Casares optar pelo silêncio e não comparecer para depor, resta apenas o ex-CEO Márcio Carlomagno para ser ouvido. – Iremos ouvir o Márcio (Carlomagno), não ouvimos ainda pois não havia sido notificado pessoalmente. Será notificado. Com essa oitiva, a gente encerra essa fase, a não ser que surja um fato novo. Agora, a investigação passa a uma análise técnico-probatória, de provas periciais e provas documentais – afirmou a força-tarefa ao ge . 1 de 3
3ª Delegacia de Polícia Civil que investiga escândalos no São Paulo — Foto: Eder Traskini/ge.globo 3ª Delegacia de Polícia Civil que investiga escândalos no São Paulo — Foto: Eder Traskini/ge.globo Além dos já citados, foram convidados para depor outros envolvidos nas acusações, como Douglas Schwartzmann, Mara Casares e Rita de Cássia Adriana Prado. Também foram ouvidas, para o inquérito, outras testemunhas com ligação direta e indireta com os réus e o São Paulo . – Estamos bastante adiantados naquilo que se refere à prova oral: escuta de testemunhas e investigados. Apreendemos um celular e alguns pendrives nas buscas e estão sendo analisados. A quantidade de dados é grande – revelou a força-tarefa ao ge . A reportagem questionou sobre quem seria o dono do celular apreendido, mas a força-tarefa afirmou que tal informação era sigilosa. Os aparelhos foram obtidos durante operações de busca e apreensão. Mais do São Paulo : + São Paulo e Botafogo devem anular multas e liberar Artur e Ferraresi para jogo deste sábado + Luciano iguala marca de Ceni e se prova pilar em resgate de confiança de Dorival no São Paulo O caso está sob cuidados do Departamento de Polícia de Proteção a Cidadania (DPPC) e da terceira delegacia, responsável por casos de lavagem de dinheiro, em ação conjunta com o Ministério Público. O delegado encarregado é Tiago Fernando Correia. A força-tarefa investiga possíveis irregularidades cometidas por diretores do clube durante a gestão do então presidente Julio Casares, entre 2021 e janeiro de 2026. 2 de 3
Julio Casares, presidente do São Paulo — Foto: Pedro Hübner Julio Casares, presidente do São Paulo — Foto: Pedro Hübner São três inquéritos distintos, todos tratando o São Paulo como possível vítima. Além do caso do camarote, também são apuradas suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção no clube social, que ainda não resultaram em intimações. Em novembro do ano passado, um áudio obtido pelo ge revelou a participação de Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base do São Paulo , e de Mara Casares, então diretora feminina, cultural e de eventos e ex-esposa do presidente Julio Casares, em um suposto esquema que teria causado prejuízo ao clube. Relembre o caso O áudio obtido pelo ge cita utilização de um camarote no setor leste do estádio, identificado internamente como “sala presidencial”. Segundo arquivo, o direito de uso do espaço teria sido repassado por dirigentes a Rita de Cássia Adriana Prado, apontada como intermediária no esquema e terceira participante da conversa. Ela seria a responsável pela exploração do camarote, com ingressos vendidos por valores que chegaram a R$ 2,1 mil na apresentação da cantora colombiana Shakira, que aconteceu em fevereiro de 2025. Apenas com o camarote 3A, o faturamento estimado foi de R$ 132 mil. + Leia mais notícias do São Paulo 3 de 3
Camarote "3A" do Morumbis — Foto: ge Camarote "3A" do Morumbis — Foto: ge 🎧 Ouça o podcast ge São Paulo 🎧 + Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos