Uma investigação do UOL revelou que a venda irregular de um medicamento injetável, conhecido como 'caneta emagrecedora', foi indicada pelo médico Eduardo Rauen a jogadores do São Paulo. O fornecedor do produto, identificado como Altemir Bernardes, comercializava o medicamento sem autorização da Anvisa, caracterizando contrabando ou descaminho. O clube paulista rescindiu o contrato com o médico e abriu apuração interna.
O médico nutrólogo Eduardo Rauen, do São Paulo, aborda as divergências no departamento médico do clube em 2025, defendendo o uso do medicamento Mounjaro para atletas e explicando a metodologia científica por trás de seus tratamentos. Ele esclarece que os problemas de lesão no clube são preexistentes à sua chegada e que seu trabalho visa melhorar a composição corporal e o desempenho dos jogadores.
A matéria investiga os bastidores de uma crise no departamento médico do São Paulo em 2025, marcada por divisões internas, desconfiança e a controversa prescrição do medicamento Mounjaro. A situação culminou em demissões e mudanças para 2026, buscando reestruturar um setor que perdeu sua identidade de referência.
O São Paulo emitiu um comunicado oficial negando irregularidades no uso do medicamento Mounjaro por dois jogadores do elenco principal. O clube afirmou que a prescrição foi pontual e individualizada, refutando a polêmica de que o remédio seria a causa do alto número de lesões na temporada. A nota também destacou a regularização do medicamento pela Anvisa e a expertise dos profissionais envolvidos.
O jogador Neymar Jr. teve a parceria de exploração de imagem com a empresa Unikka Pharma suspensa pela NR Sports, que gerencia sua carreira. A Unikka Pharma é investigada pela Polícia Federal na Operação Slim por suspeita de produção e venda ilegal de medicamentos com tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. A suspensão impede novas ativações de marketing, mas não é uma rescisão, podendo haver novas decisões conforme a investigação avança.