Arsène Wenger, ex-técnico do Arsenal, surge como possível candidato à presidência da Fifa para desafiar Gianni Infantino na próxima eleição. A movimentação ocorre após o fracassado plano de venda de participações comerciais da Copa do Mundo, que intensificou a pressão da Uefa e de outras entidades pela saída de Infantino. Dirigentes elogiam Wenger como candidato ideal, destacando sua integridade e conhecimento da entidade, mas o ex-treinador evitou comentar suas intenções.
A Fifa vai propor um plano de US$ 6 bilhões (R$ 30,16 bilhões) para o desenvolvimento do futebol no quadriênio 2027-2030, com R$ 125,6 milhões destinados a cada federação filiada. Cerca de metade do valor virá das reservas da entidade, que superaram expectativas após a Copa do Mundo de 2026, que rendeu US$ 15 bilhões. O plano, que agrada opositores como Ceferin e Montagliani, será apresentado ao Conselho e formalizado no Congresso em março, quando ocorrerá a eleição presidencial da Fifa.
A Uefa confirmou o recebimento de um dossiê de cerca de 50 mil páginas enviado pelo Real Madrid sobre o caso Negreira, que investiga pagamentos do Barcelona ao ex-vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros da Espanha. Os inspetores de ética e disciplina da entidade europeia vão analisar o material como parte do processo aberto em 2023. O Real Madrid defende que o Barcelona seja responsabilizado esportivamente caso seja comprovada violação das normas da entidade.
A Fifa denunciou judicialmente a Uefa, acusando-a de 'campanha de desinformação' contra o presidente Gianni Infantino, em disputa envolvendo documentos judiciais na Flórida e acessos ao projeto abandonado de venda de participações da Copa do Mundo. Na resposta, Aleksander Ceferin criticou publicamente Infantino afirmando que 'o futebol não precisa de imperadores'. A tensão evidencia uma guerra institucional que se reflete nas futuras eleições presidenciais da Fifa.