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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Aporte de Textor no Botafogo tem juros altíssimos porque plano não é pagar Pedro Lopes Colunista do UOL 11/02/2026 05h30 Deixe seu comentário John Textor, dono da SAF do Botafogo, antes de jogo contra o Corinthians Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF Carregando player de áudio Ler resumo da notícia O aporte de US$ 20 milhões (R$ 103,9 milhões e que, nos próximos meses, deve totalizar US$ 50 milhões, cerca de R$ 259,8 milhões) trazido por John Textor ao Botafogo e usado para levantar o transfer ban causou grande polêmica dentro da SAF e do clube social em virtude dos juros altíssimos. A coluna não teve acesso às taxas, mas ouviu de fontes, inclusive as favoráveis ao negócio, que de fato são extremamente altas. Além disso, o empréstimo amarra como garantias receitas de vendas de jogadores. Os termos do negócio causaram a ruptura entre Textor e o ex-CEO da SAF Botafogo Thairo Arruda, além de apreensão no clube. As taxas são altíssimas, quase impagáveis, porque o plano hoje é não pagá-las: a estratégia de Textor no Botafogo não passa pelo pagamento desses empréstimos com juros. Isso não tem, entretanto, nada a ver com calote. Juca Kfouri O Flamengo foi Flamengo no Barradão Alicia Klein Contra o Vitória, Flamengo tem mais sorte que juízo Josias de Souza STJ e STF enfrentam temporal inédito e corrosivo José Paulo Kupfer Inflação de janeiro confirma espaço para BC cortar juros Os aportes foram feitos pelos investidores Hutton Capital e GDA Luma. O segundo, como já revelou a coluna, é especializado em reestruturação de "ativos podres" - instituições endividadas - e tem interesse em assumir controle dos clubes de futebol hoje dentro da Eagle, empresa de Textor. Esses empréstimos feitos por Hutton e GDA são o primeiro passo em uma operação para isso que aconteça - por isso, são conversíveis em "equity", participação acionária. Na prática, ao invés de devolver o dinheiro com juros, Textor e o Botafogo podem, no futuro, pagar essa dívida com ações. Os investidores passariam a ser acionistas ou até donos da SAF. Os investidores por trás do aporte, apurou a coluna, têm interesse em se tornar acionistas e controladores da Eagle, trazendo de volta para o ecossistema o Lyon. Com o avanço de operação, eles ficariam em posição de negociar a saída da Ares e da Iconic, acionistas da Eagle que brigam com Textor pelo controle da empresa e cobram, juntos, do americano, cerca de US$ 550 milhões (R$ 2,85 bilhões). Os juros altos no empréstimo são a semente dessa complexa operação. A coluna ouviu de fontes ligadas às negociações que, hoje, os adversários de Textor na Justiça estariam mais dispostos a buscarem junto ao americano essa saída. É uma informação não confirmada nem pela Ares nem pela Iconic. Dentro desse contexto, os aportes a juros altos oferecem a Textor mais uma camada de proteção. A partir de agora, caso alguém consiga afastá-lo da SAF e do Botafogo, herdará junto com os ativos essa dívida, que, diante dos juros altos, tende a crescer de forma galopante. Como ponto de diálogo e com os novos investidores que ele próprio trouxe, ele acaba se tornando parte quase que inegociável da solução. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Pedro Lopes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora O Flamengo foi Flamengo Suspeito de sequestrar Nancy Guthrie é detido, diz polícia Babu provoca Jonas enquanto Sarah deixa BBB: 'Tenta na próxima, playboy' Flamengo vence Vitória com pênalti defendido por Rossi e gols fatais Trindade, Juliette e rival de Ana Paula: a trajetória de Sarah no BBB 26