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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Neymar não tem companheiros na seleção brasileira. Ele tem súditos Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 26/05/2026 13h07 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Neymar, da seleção brasileira, em jogo contra a Bolívia pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 Imagem: Pedro Vilela/Getty Images O maior problema dessa seleção brasileira é a falta de personalidade coletiva e individual. É um grupo sem liderança, com jogadores que mais procuram se esconder atrás do Neymar do que mostrar que são capazes de assumir a responsabilidade e dividir o protagonismo, seja dentro como fora de campo. A grande maioria deles está aliviada com a convocação do Neymar porque saem de foco, e a cobrança cairá sobre o santista. Primeiro foi o lobby para que ele fosse convocado; tanto que um deles, João Pedro, pediu o Neymar na seleção, e ele próprio ficou de fora. Agora, os jogadores estão correndo de vestir a camisa 10 e começou o lobby para que essa camisa seja do Neymar. Em breve, esses jogadores começarão o terceiro lobby, que é para o Neymar ser titular, mesmo sem condições para isso até o momento. Nessas questões, o Neymar não tem nada a ver com isso, e começo a achar que aqueles que diziam que ele não tinha companheiros à sua altura estavam com razão. O Neymar foi obrigado a assumir um papel de líder que ele não é, por submissão dos jogadores de 2015 para frente. Em 2014, o Neymar estava bem na Copa até tomar uma entrada criminosa do jogador colombiano Zuñiga, que o tirou da Copa; portanto, ele não estava em campo no maior vexame de nossa história, o histórico 7 x 1. Sakamoto Castro segue roteiro de Vorcaro e assombra Flávio Wálter Maierovitch Mendonça é ministro gangorra no caso Master Alicia Klein Camisa 10 e a submissão da seleção a Neymar Carla Araújo Para Gilmar, caso Master não impacta Gilmarpalooza O movimento que esse grupo está fazendo é o mesmo de 2018 (Rússia) e 2022 (Qatar), que é jogar a "bomba atômica" nas mãos do Neymar e se esconder para não serem notados. Com o Neymar em campo, caso a seleção seja eliminada, a responsabilidade cairá toda em suas costas, e esses caras que pediram a sua convocação e deram a camisa 10 para ele irão embora para as férias ilesos, ou pelo menos acham isso. Nem com o Neymar no auge conseguiria fazer a diferença, tendo ao lado jogadores "puxa-saco" ao invés de companheiros combatentes. Raphinha e Vinícius Jr. são aqueles mais aliviados de todos. O jogador do Barcelona já cansou de mostrar falta de personalidade com a camisa da seleção e que, quando resolve falar, sempre se complica. Em 2022, antes da estreia, disse que já havia ensaiado 10 dancinhas para comemorar gols na Copa, e todos viram a inércia de sua presença. Depois, foi que contra a Argentina era "porrada neles dentro e fora de campo", e tomamos 4 x 1, fora o baile e o olé da torcida, além do Raphinha ter tomado tapa na cara e na nuca e não ter feito absolutamente nada. O jogador do Real Madrid, até hoje, só teve apenas mínimos lampejos do que já fez pelo time espanhol e com a camisa amarela, e nunca passou de um jogador normalíssimo e mero coadjuvante. Eu nunca vi um grupo da seleção brasileira tão fraco de personalidade como esse da Copa de 2026. Eu fico pensando quando o Pelé decidiu não jogar mais pela seleção em 1971. Ele se despediu em dois jogos, e o primeiro foi dia 11 de junho de 1971, no Morumbi, para 110 mil pessoas que gritaram "PELÉ, PELÉ, PELÉ". Já no dia 18 de junho de 1971, foi a vez de 138.575 mil pessoas se despedirem e verem o Pelé dar a volta olímpica, carregado, segurando a camisa 10, com o público gritando "FICA, FICA, FICA". Depois dessa despedida, quando em 1974 a seleção seria convocada, nenhum jogador saiu pedindo a sua convocação, e o Pelé era simplesmente o Rei do Futebol e seria o maior escudo para uma eliminação. E assim foi sucessivamente durante todas as Copas que vieram. Nunca se fez lobby, e quando fizeram, não funcionou, como foi o caso do Romário em 2002. Naquela Copa, a imprensa e os torcedores queriam de todo jeito o Romário na seleção, mas o Felipão fez a escolha a favor da união e do coletivo do grupo e foi pentacampeão. Como pensar que essa seleção brasileira possa ser hexacampeã se os jogadores claramente querem se esconder atrás da presença do Neymar? Se for campeã, o Neymar será ovacionado. Mas se perder, será o culpado. E os outros? Qual deles levará o café da manhã na cama para o Neymar? Qual irá limpar suas chuteiras? Porque só está faltando isso. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora BYD lança novo SUV cupê elétrico com 531 cv e preço de Volvo; veja detalhes SOMP: por que a síndrome dos ovários policísticos precisou mudar de nome? PF cita 'vínculo estreito' de Castro com Vorcaro em aporte do RJ no Master Advogado deixa defesa de Jairo após colega infartar: 'Irresponsabilidade' Brasil atinge maior IDH da história, mas desigualdade segue, diz ONU