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Análise dos Times

Palmeiras

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Motivo: O artigo é uma opinião de um conselheiro sobre a gestão e a necessidade de modernização democrática dentro do Palmeiras, não avalia o desempenho esportivo em si.

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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Conselheiro de oposição pede 'modernização democrática' no Palmeiras Alicia Klein Colunista do UOL 15/12/2025 12h00 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Leila Pereira vota durante eleição presencial do Palmeiras Imagem: Flavio Latif/UOL Diante da movimentação por um terceiro mandato da presidente Leila Pereira, a oposição palmeirense tenta se articular para chacoalhar as estruturas políticas alviverdes. Às vésperas da reunião do Conselho Deliberativo, que ocorrerá amanhã (16), Luiz Fernando Marrey Moncau, conselheiro em segundo mandato, eleito pelo Ocupa Palestra, enviou à coluna o seguinte artigo. O espaço está aberto para todos os conselheiros e conselheiras do clube. Palmeiras de Todos: Por uma agenda de modernização democrática na SEP Amanda Klein Cassações de Eduardo e Ramagem testam Câmara Diogo Cortiz IA já muda a cabeça e o voto das pessoas Josias de Souza Aliados expõem na rua tática de Lula para 2026 Daniela Lima PGR vê corrupção no 1º caso sobre emendas Enquanto a Sociedade Esportiva Palmeiras ainda disputava títulos, a discussão política do clube foi desviada para a pauta retrógrada da ampliação da reeleição presidencial - um caminho que comprovadamente não beneficiou nenhum clube. É imperativo que o Palmeiras e suas forças políticas despertem para rejeitar e enterrar qualquer desvio golpista. Mas mais do que isso, é fundamental mostrar que existe uma outra agenda para o clube. Uma agenda que pode aprofundar a modernização, a profissionalização e a democratização do Palmeiras. O futuro da SEP precisa ser regido por processos sólidos e transparentes, e não depender de qualquer indivíduo (seja quem for). Essa agenda, que chamo de uma agenda de modernização democrática, precisa congregar todos aqueles que buscam gestões profissionais e transparentes, isolando quem ainda usa o futebol para avançar interesses pessoais. O Palmeiras não precisa de remendos estatutários para beneficiar indivíduos, mas sim de uma estrutura que o prepare para as próximas décadas. O caminho para essa modernização se apoia em pilares básicos e não é necessário reinventar a roda: mais profissionalização, mais transparência, melhor governança, mais democracia e participação, e mais responsabilidade e fiscalização, detalhados abaixo: 1. Mais profissionalização O estatuto da SEP deve impor que todos os departamentos que servem ou auxiliam o futebol profissional (Marketing, Jurídico, Comunicação, Compliance, Relações Institucionais, etc.) sejam comandados por profissionais de mercado, empregados do clube. O sucesso recente do futebol se deu após essa transição; é o momento de estender essa profissionalização a toda a estrutura institucional. Continua após a publicidade 2. Mais transparência Transparência deve ser uma obrigação estatutária. Todos os atos de gestão devem ser documentados e publicizados de forma razoável. Atas de reuniões do Conselho e do COF devem estar acessíveis (excluindo informações estratégicas). A publicação de balancetes mensais deve ser uma obrigação, não uma prática discricionária do gestor. 3. Melhor Governança A governança implica aprimorar as regras dos poderes do clube. O Palmeiras precisa de um código de ética para o Conselho, um regimento interno e regras eleitorais claras. A ausência dessas normas permitiu problemas como a distribuição personalista de presentes e o abandono de urnas eletrônicas. Melhorar a governança significa também ter regras para evitar conflitos de interesses, especialmente se gestores decidirem investir, adquirir ou fazer negócios com outros clubes de futebol, garantindo a proteção do sigilo de negócios e das metodologias de trabalho da SEP. Significa também ter um departamento de compliance independente, canais de denúncia anônima e auditoria interna desconectada das forças políticas do clube, bem como impedir que conselheiros que atuam como diretores votem nas contas da gestão de que participam. 4. Mais democracia e participação Continua após a publicidade Avançar na democracia exige incorporar o sócio-torcedor Avanti em processos de decisão. Implica também ampliar o colégio eleitoral, garantindo que mais mulheres possam votar e ser eleitas, conforme já proposto em 08 março de 2024 por conselheiros e conselheiras da oposição. É essencial revisitar o papel e o tamanho do Conselho Deliberativo, que hoje essencialmente chancela decisões da gestão. Com 300 cadeiras, sendo 120 vitalícias (quase metade), sua estrutura está desproporcional. Seria um avanço reduzir o número total de cadeiras (para 200 ou 100), e limitar a representação vitalícia a um máximo de 25%. Outra medida a ser discutida seria destinar 25% dessas cadeiras ao sócio-torcedor Avanti, ou criar um conselho específico para que o gestor preste contas sobre o futebol ao sócio-torcedor. Por que não? 5. Mais responsabilidade A responsabilidade por atos de gestão é crucial e o Palmeiras pode seguir outros clubes, estabelecendo que administradores podem responder com seus próprios bens por prejuízos causados à instituição. De igual forma, a responsabilidade fiscal também pode ser estabelecida em estatuto, prevendo a punição gestores que venham a sonegar tributos e, inclusive, impedindo que assumam novos cargos de gestão no clube. Existe um caminho para continuar a modernizar a SEP e este caminho não depende da eternização no poder de qualquer indivíduo. Regras de alternância de poder existem para formar novas lideranças, oxigenar o clube e evitar que grupos se enraízem no poder. Perpetuar reeleições é seguir o caminho que deu errado no Palmeiras e em todos os clubes. O sucesso recente da SEP, aliás, tem origem em uma fórmula diametralmente oposta: organização e a pressão por mais democracia e pelo voto direto dos associados. Para que essa agenda de modernização democrática avance, as lideranças políticas e institucionais precisarão exercer seus papéis com altivez. Será necessário um realinhamento político em torno de uma visão de futuro mais moderna e democrática. Sabemos que o Palmeiras é de todos e não tem dono. Sua política estará à altura de sua grandeza? Continua após a publicidade Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Difícil manter a ereção? Veja 7 sinais que antecedem a disfunção erétil Chico Barney: Números não dão conta do tamanho de Dudu Camargo em 2025 'Zambelli perdeu direitos políticos quando foi condenada', diz jurista Gilmar Mendes vota contra marco temporal para terras indígenas PM é preso suspeito de matar esposa enfermeira em Alagoas