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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: Matéria destaca descumprimentos, falta de documentação comprobatória e 'moratória de fato', com tom crítico ao clube

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Corinthians Nike Neo Química Arena Caixa Econômica Federal Ministério Público de São Paulo Carlos Leite CNRD Pixbet CBF Banco Daycoval André Cury RCE Laspro Roberto Victor Anelli Bodini Link Assessoria Esportiva Tainá Maria Leonardo de Oliveira RC Consultoria

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Reportagem MP pede que Corinthians explique R$ 26 mi à Caixa, R$ 33 mi da Nike e CNRD Pedro Lopes Colunista do UOL 28/10/2026 05h30 Deixe seu comentário Presidente do Corinthians Osmar Stabile Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Ministério Público de São Paulo voltou a peticionar à Justiça pedindo que o Corinthians dê explicações no Regime Centralizado de Execuções (RCE), o plano que reúne as dívidas do clube com empresários, agências e ex-patrocinadores. Os principais pontos são a comprovação aR$ 26 milhões que o clube diz ter pago à Caixa, R$ 32,8 milhões da Nike classificados como "operação financeira" e a situação de seus acordos na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF. O parecer, assinado pelo promotor Roberto Victor Anelli Bodini nesta segunda-feira (26), também reitera a cobrança de R$ 10,1 milhões que o clube deixou de repassar aos credores do regime. A decisão cabe à juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Sakamoto Trump tende a descartar Flávio ao vê-lo derrotado Alexandre Borges Quem não deve não teme? Lula abrigou Battisti Nelson de Sá Chineses são diferentes da esquerda brasileira Igor Gielow Fuga de Flávio vira guerra de contrainformação O regime está em risco diante de descumprimentos pelo alvinegro. Na semana passada, o clube soltou uma nota oficial afirmando que "acompanha permanentemente a execução do plano e está tratando, de forma técnica e responsável, todos os pontos relacionados aos pagamentos, compromissos financeiros, operações realizadas e receitas vinculadas ou comprometidas". Os R$ 26 milhões da Caixa O Corinthians registrou em junho um pagamento de R$ 26.034.838,02 à Caixa Econômica Federal, referente ao financiamento da Neo Química Arena, e o classificou como quitação de uma dívida anterior ao RCE. Segundo a Laspro, administradora judicial nomeada para fiscalizar o plano, esse único lançamento respondeu reduziu em quase 80%o valor que o Corinthians repassou aos credores em junho, levando a parcela daquele mês ao mínimo de 4%, ou R$ 1,9 milhão. Desde agosto, a Laspro cobra a prova do pagamento. O clube "não apresentou documentação comprobatória apta a demonstrar a efetiva realização do desembolso", escreveu a administradora. Ao explicar o caso, o Corinthians disse que os pagamentos à Caixa "correspondem a juros" e estão registrados como adiantamento à Arena Itaquera S.A., empresa que detém o estádio. O MP pede que o clube apresente os extratos da conta de origem e os balanços da Arena. Se não o fizer, pede a "glosa definitiva" do lançamento e o recálculo, para cima, da parcela de junho. Continua após a publicidade Os R$ 33 milhões da Nike Em 31 de agosto, R$ 32,775 milhões identificados como "Nike" entraram no caixa do clube e saíram no mesmo dia para o Banco Daycoval. O Corinthians lançou o valor como "operação financeira", e por isso ele ficou fora da conta do RCE. Em julho, um ingresso do mesmo contrato havia sido lançado como patrocínio e entrou na base de cálculo. Se o dinheiro de agosto fosse tratado como receita, segundo a Laspro, a parcela dos credores naquele mês subiria de R$ 7,6 milhões para R$ 14,2 milhões. O MP pede que o clube esclareça a classificação e dê aos credores acesso, sob sigilo, aos contratos com a Nike e o Daycoval. A Justiça mandou juntar esses contratos ao processo em maio, mas eles nunca foram apresentados. As dívidas na CBF A Link Assessoria Esportiva, do empresário André Cury, um dos credores do RCE, informou à Justiça o descumprimento de acordos do Corinthians na Camara Nacional de Resoluções de Disputas da CBF, e alertou sobre sanções que impedem o clube de registrar jogadores. O MP pede que o clube "esclareça documentalmente a situação do plano vigente na CNRD e informe a existência de eventuais receitas constritas ou comprometidas". Há duas parcelas de um acordo que totaliza R$ 76 milhões em atraso. Continua após a publicidade Na mesma petição, a Link pediu que um valor de R$ 10 milhões de uma das suas cobranças seja reservado. O MP concordou com a reserva, mas não com a devolução imediata. R$ 10 milhões em atraso Os pedidos se somam à cobrança principal. O Corinthians pagou só 58% da parcela referente a julho, com cerca de dez dias de atraso, e nada da de agosto, que venceu em 30 de setembro. A dívida incluída no RCE estava em R$ 238,8 milhões em setembro, segundo o último cálculo da administradora. Em 20 de outubro, o MP havia descrito uma "moratória de fato" e proposto um "prazo derradeiro" de 15 dias para o clube pagar, sob pena de perder a proteção contra cobranças e bloqueios. Dois dias depois, a Laspro informou que o Corinthians não entregou os documentos contábeis de agosto e setembro, "apesar da reiteração das solicitações por correio eletrônico", e que a lista de pagamentos no site do RCE está parada em junho. A administradora pediu prazo de cinco dias. No novo parecer, o MP reitera as medidas anteriores e pede que o clube atualize o site oficial do regime, como exige a Lei da SAF. Continua após a publicidade Credores como a Pixbet, ex-patrocinadora do clube, e a RC Consultoria, do empresário Carlos Leite, já pediram a retomada das execuções individuais e a volta de bloqueios nas contas do Corinthians. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. 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