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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Antes de chegar ao STF, caso Mariana Ferrer vai ao CSW70, em Nova York Milly Lacombe Colunista do UOL 18/03/2026 05h30 Deixe seu comentário Mulheres de movimentos sociais fazem manifestação por justiça no caso Mariana Ferrer e contra a cultura do estupro em frente ao STF Imagem: Pedro Ladeira - 4.nov.2020/Folhapres Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O caso envolvendo a jurista Mariana Ferrer, que foi vítima de violência contra mulher em 2018, vai ser debatido durante o CSW70, um dos mais tradicionais encontros da ONU para avaliar a situação das mulheres no mundo. A Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas (Commission on the Status of Women - CSW) foi criada em 1946 com o objetivo de promover a igualdade de gênero. Ela atua até hoje como um fórum diplomático trabalhando na construção de padrões jurídicos e políticos capazes de influenciar reformas legislativas. O 70ª CSW está sendo realizado em Nova York e vai até o dia 19 de março. Já o Supremo Tribunal Federal marcou o debate da pauta para o período entre 27 de março e 8 de abril desse ano. O relator é o ministro Alexandre de Moraes e o processo faz um pedido para que o STF declare a nulidade da audiência de instrução realizada em 2020, quando Mariana Ferrer, vítima de estupro de vulnerável, foi tratada como se fosse o réu pelo juiz e pelos advogados de defesa do acusado. André de Camargo Aranha, na época acusado pelo MP de Santa Catarina, foi absolvido na primeira instância mas o vídeo com a audiência de Mariana Ferrer causou revolta junto a opinião pública e o caso, desde então, segue como um marco. A repercussão foi tamanha que motivou a criação da Lei nº 14.245, de 22 de novembro de 2021, batizada como Lei Mariana Ferrer, que alterou o Código Penal para estabelecer regras mais rígidas de proteção às vítimas e às testemunhas em processos judiciais, especialmente nos casos de crimes contra a dignidade sexual. Depois de ver sua vida virar de ponta cabeça, Mariana Ferrer se formou em direito e é uma das vozes mais ativas na luta por leis que protejam mulheres vítimas de violência de gênero. Só ela sabe de onde tirou forças para seguir lutando por justiça. Agora, tendo em seu nome uma lei que eterniza o caso, Ferrer busca o parecer do Supremo sobre o crime que sofreu. Alicia Klein CAF mancha título da Copa Africana de Nações PVC Vinicius Júnior é a estrela das oitavas da Champions Josias de Souza Vorcaro mostra disposição de cuspir no espelho Carlos Nobre Por que a AM ainda não é fonte de medicamentos Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Guardiola diz que maior desafio foi Klopp e lamenta eliminação do City Três apostas acertam Mega-Sena e levam mais de R$ 34 mi cada; veja dezenas Flávio diz que se reuniu com Moraes para pedir domiciliar a Bolsonaro Com bênção de Infantino, CAF mancha título da Copa Africana de Nações Breno é o oitavo eliminado do BBB 26, com 58,96% dos votos