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Análise dos Times

Tupi

Principal

Motivo: A matéria foca na recuperação judicial do Tupi e na venda de seu estádio, apresentando os fatos de forma informativa, sem demonstrar favoritismo ou crítica ao clube em si. O viés é direcionado à situação financeira e legal.

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Motivo: O Santa Cruz é mencionado apenas como adversário na final da Série D de 2011, em um contexto histórico, sem impacto na análise do evento principal (recuperação judicial).

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Palavras-Chave

Entidades Principais

santa cruz tupi ricardo drubscky salles oliveira magnitude participacoes ltda augusto vinicius fonseca e silva eloísio pereira de siqueira

Conteúdo Original

É campeão! Tupi vence Santa Cruz, cala Arruda e conquista a Série D do Brasileiro O Tupi teve uma vitória expressiva nos tribunais. A Justiça homologou o programa de Recuperação Judicial, que tem como objetivo sanear as dívidas do clube de ordem trabalhista, fiscal e cível. No entanto, o Galo Carijó vai precisar se desfazer de um ativo histórico. O Alvinegro vai vender o Estádio Salles Oliveira, praça esportiva com quase 94 anos de existência. O juiz de Direito titular da Vara de Sucessões, Empresarial e de Registros Públicos da Comarca de Juiz de Fora, Augusto Vinícius Fonseca e Silva, determinou nesta quinta-feira,19 de março, a alienação do ativo, que fica no Bairro Santa Terezinha, Zona Nordeste de Juiz de Fora. O bem está avaliado em cerca de R$ 12 milhões . A dívida total do Tupi está estimada em mais de R$ 24 milhões. + Seja o primeiro a saber as notícias do esporte! Clique aqui e siga o ge Triângulo Mineiro no WhatsApp 1 de 4 Estádio Salles Oliveira será vendido para que tupi dê sequência ao regime de Recuperação Judicial — Foto: Marcelo Costa/Coast FC/Tupi Foot Ball Club Estádio Salles Oliveira será vendido para que tupi dê sequência ao regime de Recuperação Judicial — Foto: Marcelo Costa/Coast FC/Tupi Foot Ball Club A Recuperação Judicial é um passo importante para que o Tupi avance para se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol. O Alvinegro e a Magnitude Participações Ltda., que aparece como principal interessada na aquisição do clube , optaram pelo regime com objetivo de controlar o passivo da entidade. Campeão da Série D do Campeonato Brasileiro, seis vezes campeão do Mineiro do Interior e com acessos e times importantes no cenário nacional, o Tupi está em grave crise financeira , que teve origem após más administrações e que foi agravada com a pandemia da Cobid-19. Em oito anos o time teve uma derrocada esportiva e administrativa. O clube saiu da Série B do Campeonato Brasileiro e da elite do Mineiro, onde era uma das principais forças do interior, para a terceira e última divisão estadual, sem calendário nacional. Vendas do Salles Oliveira e da SAF O estádio Salles Oliveira, que foi fundado em 19 e junho de 1932, deixou de ser a casa do Tupi há décadas para se tornar uma possível salvação para aliviar as dívidas do clube. Objeto constante de penhoras por conta de processos trabalhistas , a praça esportiva foi o trunfo utilizado pelo Alvinegro para ter a Recuperação Judicial aprovada. O Tupi, que chegou até a firmar uma parceria com uma construtora de Juiz de Fora para ceder o estádio em troca do pagamento de dívidas e da construção de um novo CT em 2020, foi determinado a vender o Salles Oliveira. 2 de 4 Carijó passa por grave crise financeira — Foto: Reprodução/TV Integração Carijó passa por grave crise financeira — Foto: Reprodução/TV Integração De acordo com a decisão judicial, o Tupi fará isso através de uma UPI (Unidade Produtiva Isolada). O mecanismo é comum em recuperações judiciais de clubes de futebol. Como um clube endividado não pode se desfazer dos bens que possui para manter as garantias de pagamento aos credores, a UPI é uma estrutura que separa ativos, como marca, estádio, SAF e clube social para permitir a venda sem riscos de ações de quem tem dinheiro receber da entidade. 3 de 4 Venda do Salles de Oliveira será feita de forma aberta e só será concluída com a homologação em juízo — Foto: Leandro Colares Venda do Salles de Oliveira será feita de forma aberta e só será concluída com a homologação em juízo — Foto: Leandro Colares O estádio não vai a leilão . A praça esportiva será colocada à venda de maneira aberta e o pagamento será de forma parcelada . Assim que o Tupi receber as parcelas, o dinheiro será destinado aos credores, Todo o processo só será concluído com o crivo da Justiça. Além isso será constituída a UPI Futebol. A estrutura vai englobar os ativos relativos ao futebol para a eventual venda da SAF . As propostas serão enviadas para um Administrador Judicial, responsável por fiscalizar a empresa devedora, organizar o quadro de credores, elaborar relatórios e garante a saúde do processo para devedores e credores. A negociação também depende do crivo judicial para ser concluída e homologada. Até o momento, a única empresa que demonstrou publicamente o desejo de adquirir a SAF do Tupi é a Magnitude Participações Ltda. A companhia tem conversado com o clube desde 2024, quando o Galo Carijó aprovou a adequação do estatuto para se tornar uma Sociedade Anônima de Futebol. Tupi sana pendências e Justiça homologa RJ O processo de Recuperação Judicial do Tupi foi aceito pela Vara de Sucessões, Empresarial e de Registros Públicos da Comarca de Juiz de Fora em dezembro de 2024. De lá para cá, o clube precisou fazer adequações solicitadas pelo Administrador Judicial e acolhidas e determinadas pela Justiça para que a RJ tivesse prosseguimento. Depois de alguns credores contestarem o plano de RJ, o que é permitido neste tipo de caso, a Justiça indeferiu alguns pedidos ou homologou a desistência por parte de quem tem direito de receber dinheiro do Tupi de se opor à Recuperação Judicial, Leia as notícias do Tupi Mesmo assim, apesar de ter caminho livre para dar sequência ao regime, o Tupi precisou resolver pendências após decisão judicial de dezembro de 2025. O clube apresentou a Certidão Negativa de Débito do Estado de Minas Gerais e conseguiu a Certidão Positiva com efeito de Negativa junto à Receita Federal do Brasil. A CND relativa ao município de Juiz de Fora não foi conseguida pelo clube. O Tupi alegou que não conseguiu o documento por conta da inexistência de legislação específica do ente público que autorize parcelamento diferenciado para sociedade em Recuperação Judicial. Além disso, a Administradora Judicial apontou divergência entre a legislação municipal que rege o parcelamento concedido às sociedades devedoras e a previsão de parcelamento que consta na Lei Federal n. 11.101/2005, que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária. Assim, o juiz de Direito titular da Vara de Sucessões, Empresarial e de Registros Públicos da Comarca de Juiz de Fora, Augusto Vinícius Fonseca e Silva, dispensou a apresentação da CND. Derrocada esportiva e administrativa Ex-jogadores do Tupi-MG falam dos 50 anos do "Fantasma do Mineirão" O pior momento esportivo e administrativo do Tupi estourou na gestão de Eloísio Pereira de Siqueira, atual presidente do clube. No entanto, o cenário atual é consequência de más administrações mascaradas pelo sucesso dentro de campo. Seis vezes campeão do Mineiro do Interior — o segundo maior da história, atrás apenas da Caldense, com oito — e conhecido como o Fantasma do Mineirão , pelas vitórias diante de Atlético-MG, Cruzeiro e América-MG em 1966 (relembre no vídeo acima) , o Carijó tinha tradição a nível estadual. Porém, a partir de 2011, o Galo ficou conhecido nacionalmente. 4 de 4 Tupi-MG, campeão, Série D, 2011 — Foto: Antônio Carneiro Tupi-MG, campeão, Série D, 2011 — Foto: Antônio Carneiro Com uma grande campanha, o Tupi conquistou o acesso na Série D do Brasileirão naquele ano e chegou a decisão diante do Santa Cruz . Considerado como azarão, o time mineiro venceu os dois jogos, calou o Estádio do Arruda com mais de 60 mil pessoas e se sagrou campeão sob a batuta do experiente técnico Ricardo Drubscky (confira o especial abaixo). Veja o especial do ge sobre o título de 2011 Jogo a jogo, relembre a campanha na Série D O dia em que o Galo derrubou o Santa Cruz e calou 60 mil pessoas no Arruda "Causos" e resenhas do título mais importante da história carijó Técnico destaca título coletivo e diz: "Fizemos bonito demais" O significado da taça para os campeões brasileiros pelo Alvinegro A festa do Tupi traduzida em imagens Filho cita peso do título para Áureo Fortuna: "Apaixonado pelo Tupi" Quiz: teste o que você sabe sobre a conquista do Brasileirão É campeão! Tupi vence Santa Cruz, cala Arruda e conquista a Série D do Brasileiro Apesar do rebaixamento na Série C de 2012, onde o clube já enfrentava problemas financeiros com salários atrasados, o time conseguiu outro acesso na Série D, desta vez em 2013, quando o time do técnico Felipe Surian eliminou o Mixto-MT e conquistou a promoção. Apesar do acesso, aquela campanha ficou marcada por outro motivo. O Tupi teve um gol evitado por Esquerdinha, massagista da Aparecidense, no jogo de volta das oitavas de final. Ele invadiu o campo e impediu que o chute do atacante Ademilson entrasse. O Galo acabou eliminado em campo com o empate em 2 a 2, mas ganhou a vaga nos tribunais, por decisão do STJD (relembre o caso na íntegra) . Mário Bittencourt, atual presidente e que era advogado do Fluminense, defendeu o time mineiro. Personagens contam bastidores do gol evitado por massagista em Juiz de Fora De volta à Série C, o Tupi fez uma grande campanha na competição sob comando de Leo Condé, atualmente no Ceará. No entanto, o time foi eliminado pelo Paysandu nas quartas de final e ficou pelo caminho em 2014. No ano seguinte, o acesso veio. O time de Leston Júnior foi consistente em 2015 e conseguiu subir de divisão ao eliminar o ASA-AL (assista ao vídeo abaixo). Tupi-MG vence ASA em Arapiraca e garante retorno à Série B após 26 anos Em todas as campanhas acima, que aconteceram durante as gestões de Áureo Fortuna e Myrian Fortuna, houve dois padrões. O Tupi teve grande desempenho desportivo, mas viveu problemas financeiros sérios, com dificuldades de pagamento de obrigações trabalhistas, premiações e de sustentar o dia a dia. A partir de 2016, o que se viu foi o início de uma derrocada desportiva e administrativa. A boa campanha na Série C de 2017, onde o time perdeu o acesso para o Fortaleza, e o título do Mineiro do Interior em 2018 foram os últimos suspiros de um projeto vencedor, mas insustentável economicamente. Com isso, o Tupi fez um bate e volta na Série B e foi rebaixado em 2016, com algumas rodadas de antecipação (confira os erros que o clube cometeu) . A equipe cairia novamente de divisão em 2018, após péssima campanha na Série C. Ypiranga vence o Tupi de goleada pela série C do Brasileirão Tudo piorou em 2019. O Alvinegro foi rebaixado no Campeonato Mineiro , algo que não acontecia desde 2004, e foi eliminado na primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro. A partir dali, o Tupi ficou sem disputar a primeira divisão estadual e, sem índice técnico por não competir na elite em Minas Gerais, perdeu o calendário nacional. Após disputar o Módulo 2 por quatro temporadas, o Carijó acabou rebaixado para a Segunda Divisão do Mineiro, a terceira em Minas Gerais, em 2024, não conseguiu o acesso em 2025 e deve tentar a promoção novamente em 2026. Tupi é derrotado pelo Cruzeiro e é rebaixado no Campeonato Mineiro “