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Esporte Futebol MP pede tornozeleira para Andrés após contato com dirigente do Corinthians Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo 25/02/2026 18h31 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Andrés Sánchez, ex-presidente do Corinthians Imagem: Marcello Zambrana/AGIF O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça a imposição de tornozeleira eletrônica a Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians. Contato telefônico é o ponto central da acusação O UOL teve acesso ao requerimento do MP, que concluiu que o dirigente descumpriu uma ordem judicial ao entrar em contato telefônico com o Antonio Jorge Rachid, secretário-geral da diretoria corintiana. O promotor responsável afirma que o contato ocorreu quando Andrés já estava formalmente proibido de se comunicar com dirigentes do Corinthians. Juca Kfouri Que vergonha. Vai te catar, Bahia! Daniela Lima Justiça enfim chegou para quem quis calar Marielle Carla Araújo Condenações fecham capítulo de violência Alexandre Borges Enchentes em Minas soterram Zema O entendimento do órgão é que o secretário-geral ocupa cargo de direção e tem poder de gestão, o que o enquadra como dirigente nos termos da legislação esportiva e do estatuto do clube. Em depoimento ao MP, Rachid declarou que recebeu ligação de Andrés no período em que a proibição já estava em vigor. O secretário-geral afirmou ainda que o ex-presidente costuma ligar com frequência. O UOL procurou Andrés no dia 4 de dezembro, data da denúncia mencionada nos autos. Na ocasião, o ex-presidente do Corinthians negou ter mantido qualquer contato com Rachid durante o período de restrição judicial. A negativa de Andrés contrasta com o depoimento prestado pelo secretário-geral ao Ministério Público. Essa divergência é citada no documento como elemento que reforça a necessidade de medidas mais rígidas para assegurar o cumprimento da decisão judicial. Passaporte e ligações também entram no radar Além da tornozeleira, o MP solicita que Andrés entregue o passaporte espanhol, já que ele possui dupla cidadania. A intenção é evitar qualquer possibilidade de saída do país fora do controle judicial. Continua após a publicidade O órgão também pede autorização para acessar a bilhetagem telefônica do ex-presidente, a fim de verificar se houve outros contatos com dirigentes do Corinthians durante o período de proibição O Ministério Público ressalta que, em caso de novos descumprimentos, a legislação permite a adoção de medidas mais severas, incluindo a decretação de prisão preventiva. Outras acusações foram descartadas pelo MP O pedido do Ministério Público deixa claro que nem todas as denúncias contra Andrés foram acolhidas. O órgão descartou irregularidade na participação do ex-presidente em depoimento na Comissão de Justiça e Ética do Corinthians, por se tratar de ato administrativo interno do clube. Também foi rejeitada a acusação relacionada a um encontro com André Luiz de Oliveira, conhecido como André Negão, conselheiro vitalício do clube, fora do Parque São Jorge. Para o MP, conselheiros não exercem função executiva e não se enquadram como dirigentes. Continua após a publicidade O Ministério Público ainda analisou a informação de que Andrés teria frequentado o Parque São Jorge em dezembro de 2025. O órgão concluiu que, naquele período, ele ainda não havia sido formalmente notificado da decisão judicial, o que impede a caracterização de descumprimento da medida cautelar. Com isso, todas essas frentes foram arquivadas, restando apenas o episódio envolvendo o contato telefônico com o secretário-geral. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Nunes demite presidente da SPTuris e secretário após denúncias 'Não é gigantesca, mas é doida': veja como é a casa do ator Murilo Benício Cauly marca, São Paulo bate Coritiba e assume a liderança do Brasileirão Bahia cai para O'Higgins nos pênaltis e é eliminado da Libertadores Lotofácil sorteia prêmio estimado em R$ 1,8 milhão; confira os números