🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

fifa copa do mundo eua los angeles gianni infantino irã donald trump nova jersey

Conteúdo Original

Futebol Fifa cede para os EUA na política, mas joga duro para lucrar mais com Copa Rodrigo Mattos Do UOL em Miami 18/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O presidente da Fifa, Gianni Infantino, entrega o Prêmio da Paz da Fifa a Donald Trump, durante o sorteio final da Copa do Mundo Imagem: Amber Searls - 5.dez.25/Imagn Images via Reuters O Irã tem que ficar fazendo bate-volta nos EUA por causa das restrições do governo de Donald Trump, o árbitro Omar Artan foi barrado de entrar no país, há restrições de entrada a torcedores de diversos países. A Fifa aceitou as imposições do governo sem protestar, alegando que não pode interferir na autonomia do país-sede. A Copa tem custos para reformas de estádios e melhorias de infraestrutura - incluindo a construção de uma cadeia. Há obrigações de instalações provisórias, de operações de segurança e transporte. Juca Kfouri A heresia de Ronaldo Fenômeno Daniela Lima Trump mente ao falar em 'Bolsonaro Jr.' Carla Araújo Lula mostra que não vai baixar cabeça para Trump Josias de Souza Trump é o artilheiro da campanha de Lula A Fifa impôs essas medidas nos acordos de cidade-sedes assinadas pela 16 localidades que recebem os jogos. Os acordos são tão favoráveis à federação internacional e garantem a entidade ter um lucro previsto de US$ 5,155 bilhões com a Copa. No final, as concessões da Fifa em relação à política não se repetem quando as medidas afetam seu bolso. As restrições diplomáticas a vistos têm como origem a política belicista e anti-migração do presidente Donald Trump. Pouco antes da Copa, o governo publicou uma lista de 50 países cujos cidadãos teriam de pagar uma garantia de US$ 15 mil para conseguir o visto. A controvérsia da mãe do goleiro Vozinha é porque Cabo Verde estava na lista. Depois, o governo dos EUA passou a trabalhar em favor do visto da mãe do jogador. Em compensação, os norte-americanos dizem ter facilitado a tirada de vistos para países como Brasil, Argentina e Colômbia, entre outros. Essa postura, que restringe certos torcedores em relação aos outros, não foi motivo de protesto da Fifa. Continua após a publicidade Assim como o bate-volta do Irã nos EUA foi aceito pelo presidente Gianni Infantino. O dirigente alegou que a participação do país na Copa era uma grande vitórias. Já no relacionamento sobre temas econômicos a postura da Fifa foi bem mais dura. Como ocorreu em outras Copas, os acordos de cidades-sede tinham diversas obrigações econômicas, e poucas possibilidades de ganhos. "A cidade-sede concorda e reconhece que a competição tem que atingir os patamares mais altos possíveis internacionais de qualidade esperados para 2026", diz o trecho de um dos "Host Agreement". As garantias eram de ter um estádio novo ou reconstruído, limpo de patrocinadores, com a viabilização de todas as estruturas provisórias, como em outros Mundiais. Qualquer patrocinador da cidade-sede tinha restrições e pré-aprovação da Fifa - não podia conflitar com os parceiros da Copa. Com isso, as cidades reclamaram de poucos bônus e muitos ônus. O "The Athletic" relatou que a cidade de Los Angeles reclamou sobre qual seria o ganho de sediar os jogos. Um representante da Fifa respondeu que botava a cidade no mapa. Falou isso para sede de Hollywood. Continua após a publicidade Por conta desse modelo, houve controvérsias como o trem de Nova Jersey que o governo do Estado aumentou consideravelmente o valor para a Copa. A passagem passou para US$ 80,00. Os relatos são de que o trem ficou vazio nos primeiros jogos. Houve ainda reclamações das cidades pelos gastos com segurança. O governo federal teve que vir com um pacote de ajuda na casa de US$ 600 milhões. Enquanto isso, a Fifa terá um gasto operacional no Mundial de US$ 2,7 bilhões. Outro valor em torno de US$ 1 bilhão será para pagar clubes pelo uso dos jogadores e prêmios a federações nacionais. Em comparação, a receita da Fifa prevista em 2026 é de US$ 8,9 bilhões. Ou seja, o lucro é de US$ 5,155 bi. A justificativa da Fifa é de que usa o dinheiro para o desenvolvimento do futebol no mundo. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Bira: 'Me gerou muitas dúvidas esse time do Ancelotti' Quem foi o destaque da 1ª rodada da Copa do Mundo? Vote na enquete infinita Homem é preso após usar IA para se passar por PM em Goiás; ex fez denúncia Lucas Faraldo: 'A principal mudança na seleção brasileira é o Endrick' Sem badalação, Kane supera média de gols de Messi, Klose e Ronaldo em Copas