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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Conmebol encontra solução para o racismo: punir os negros Alicia Klein Colunista do UOL 27/05/2026 13h00 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Eduardo Conceição comemora gol contra a Argentina no Sul-Americano sub-17 Imagem: Nelson Terme/CBF Como a pior atitude da Conmebol para lidar com o racismo é sempre a próxima, a vítima agora foi um atleta negro. Não só vítima de racismo, mas vítima da entidade também. Durante uma partida da seleção sub-17, Eduardo Conceição acusou o meia argentino Benítez de racismo. O árbitro não ativou o protocolo antirracismo e continuou a partida. Ao marcar um gol, a joia palmeirense imitou um macaco em protesto. Em entrevista ao GE, ele comentou o gesto: "Depois que sofri o ato, coloquei na cabeça que ia fazer o gol e fazer o macaco, responder na mesma moeda para deixá-los bravos e mostrar que não me abalei. Foi um alívio, o que eles estavam fazendo não era agradável. Quando fiz o gol, fiquei feliz". Mas por que deixar um jogador negro feliz, não é mesmo? Hoje, a Comissão Disciplinar da Conmebol decidiu punir Edu com 4 meses de suspensão. Benítez tomou o mesmo gancho, sob o mesmo artigo 149. Ou seja, a entidade entendeu que houve racismo, e aplicou a mesma pena ao agressor e à vítima. José Saad Neto Economia do pertencimento e a disputa por relevância Letícia Casado Sóstenes deve disputar Senado no lugar de Castro Wálter Maierovitch Guerra no Irã: Trump sofre para convencer eleitores Janaína Figueiredo Mercosul se aproxima de acordo com Canadá As competições sul-americanas são infestadas de racismo. Para ficar apenas em jogadores do Palmeiras, Luighi também sofreu um racismo brutal em partida contra o Cerro Porteño pela Libertadores Sub-20, em 2025. Saiu de campo chorando em apenas um entre tantos episódios, que incluem casos quase semanais de torcedores imitando macacos nas arquibancadas. E tudo que vemos de reação na prática são aquelas "cirandas do respeito" antes do início das partidas, com mensagens certamente construídas por uma genial equipe de marketing. Punições severas a torcedores, clubes, atletas? Nada. Segue o jogo. Agora, porém, veio a inovação: punir um jovem negro de 16 anos, que ousou enfrentar o racista de cabeça erguida. A Conmebol encontrou a solução para o racismo: calar as vítimas na base do medo. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Policial penal que matou namorada 'não tentou tirar a própria vida', diz MP Sanches: Trump elogiou Lula diante de Flávio e falou de obra na Casa Branca Mulher resgatada em Ilhabela respira espontaneamente, mas segue internada 'Manobra covarde', diz Hilton sobre oposição ter usado seu projeto para 4x3 Conmebol suspende joia do Palmeiras que imitou macaco em forma de protesto