🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Motivo: Citado como exemplo factual de campeão com estrangeiros, sem tom crítico ou elogioso

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: Mencionado como primeiro clube a estampar site de apostas, relato neutro de fato histórico

Viés da Menção (Score: 0.1)

Palavras-Chave

Entidades Principais

internacional palmeiras corinthians fortaleza endrick america cbf lula bolsonaro temer

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte A semana do arrependimento do futebol brasileiro Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 26/09/2026 08h47 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Camisa do Fortaleza: em 2019, primeiro a estampar apostas Imagem: Reprodução O Palmeiras foi campeão brasileiro de 2022 no dia 2 de novembro, com uma formação com dois jogadores de seleções internacionais: Wéverton, Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Danilo e Zé Rafael; Rony, Scarpa e Dudu; Endrick. Com este time, goleou o Fortaleza por 4 x 0 e festejou a taça conquistada, de verdade, na tarde anterior, com da vitória por 1 x 0 do América sobre o Internacional. Três meses depois, em 14 de fevereiro de 2023, a CBF reuniu os clubes em Conselho Técnico e aprovou, junto com eles, o aumento do limite de estrangeiros. De cinco para sete. Quer dizer, até três anos e meio atrás, ninguém se chocava com o fato de o Brasil permitir cinco atletas de outras seleções por clube. Subiu para sete e para nove no ano seguinte. Em três anos, o arrependimento. Se não de toda a sociedade, dos clubes que votaram a diminuição gradual até chegar a cinco em 2030, igualzinho ao que acontecia há três anos e meio. Mariana Sanches Assembleia da ONU: cenas inusitadas e humanas Julián Fuks Algumas perguntas extras para conhecer candidatos PVC Futebol brasileiro tem semana do arrependimento Luiz Henrique Matos Um manifesto pela improdutividade Em janeiro de 2023, o governo Lula começou a tentar corrigir uma distorção que vinha desde a legalização das apostas online, no final do governo Michel Temer. O processo de regulamentação começou a ser montado, o que deveria ter acontecido durante os dois primeiros anos da gestão Bolsonaro e fo adiado com prazo renovado de mais dois anos. Como Bolsonaro ficou no 0 x 0, Lula precisou regulamentar. Três anos e meio depois, com mais motivo pela crise da saúde pública, o governo veta as Bets, com a Medida Provisória assinada pelo Presidente da República na tarde de sexta-feira. Nos dois casos, ainda que as duas medidas pareçam justas neste setembro de 2026 — só um campeão brasileiro ganhou o título com cinco titulares estrangeiros — as duas são antídotos para decisões mal refletidas no passado. Era para impedir o jogo na origem, não legalizar no governoTemer, ter o diagnóstico certo e não regulamentar em 2023 no início do governo Lula? Aqui ainda cabe a explicação de que a regulamentação fez explodir o vício e as dívidas. Mas o primeiro clube brasileiro a estampar um site de apostas na camisa foi o Fortaleza, em 2019, quatro anos antes da regulamentação. Não é um erro do governo, mas é um equívoco da sociedade. A gente se espanta com o óbvio e decide proibir o jogo que, na prática, estava proibido desde o governo Dutra, em 1946! Acima de tudo está a saúde pública, na decisão do governo. Ainda que fosse necessário pensar nos contratos assinados, não dos clubes que podem cumpri-los ao rescindir pagando multas, mas das outorgas pagas há três anos para que as bets funcionassem por cinco anos. Agora está vetado, perfeito. Saúde pública em primeiro lugar. Continua após a publicidade O caso dos estrangeiros, muito menos complexo, implica apenas a má informação de parte da imprensa, que julga não haver limites na Europa, e há. Acontece que a limitação, lá, está limitada pela legislação, que dá a qualquer profissional do futebol com cidadania europeia a liberdade de jogar em qualquer lugar da Comunidade Econômica sem ser estrangeiro. Então, o limite é de três extra-comunitários por súmula no Campeonato Espanhol, por exemplo. A Espanha é a atual campeã mundial masculina e feminina. Pode ser cinco, nove, dez, dois como nos tempos do Corinthians campeão mundial de Gamarra e Rincón... Só precisa pensar bem pensado antes de tomar qualquer decisão que terá impacto na vida das pessoas no futuro. A OPINIÃO DESTE COLUNISTA SOBRE BETS Sou a favor do fim das Bets. Mas julgo que deveria haver prazo entre o anúncio da proibição e o fim dos contratos. Na Inglaterra, este prazo foi de três anos e quatro meses entre a decisão de proibir publicidade frontal nas camisas dos clubes e a entrada em vigor do veto. Lá, a decisão foi dos clubes, não do governo. Aqui, o prazo poderia ser de um ano para adequação dos contratos e das empresas. SOBRE ESTRANGEIROS Continua após a publicidade Sou a favor do limite de cinco estrangeiros. Não havia mais do que isso no Brasil até o Brasileirão 2023. Na Europa, também há limite. Na Espanha, três extra-comunitários. Isto ajudaria a trazer mais qualidade do que quantidade. Também pode ser uma das medidas, combinada com outras, a dar mais jogos aos jovens que têm condição legal de jogar pela seleção brasileira em Copas do Mundo. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Veto às bets: veja quanto cada clube do Brasileirão perde sem patrocínio MP das Bets: veja datas e prazo para saque e retirada de sites Ônibus tomba e deixa 7 mortos na região da Chapada Diamantina, na Bahia As cenas inusitadas (e humanas) de uma reunião de chefes de Estado em NY RealTime Big Data CE: Elmano tem 48% e Ciro Gomes aparece com 41%