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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Futebol masculino e feminino do Brasil vivem dia de brutais diferenças Alicia Klein Colunista do UOL 03/10/2026 18h34 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Bia Menezes, do São Paulo, comemora gol marcado contra o Corinthians na final do Brasileiro Feminino Imagem: Marco Miatelo/Marco Miatelo/AGIF Não gosto de comparar o futebol feminino com o masculino, por diversas razões. Hoje, abrirei uma exceção. De manhã, alguns dos jogadores mais privilegiados do país disputaram uma partida sonolenta, para não dizer embaraçosa, contra a Índia. Ao marcar o primeiro gol, com enorme contribuição do goleiro adversário, Estêvão baixou a cabeça e mal celebrou. Como se já tivesse uma história imensa com a camisa da Seleção, como se fizesse pouca diferença estar lá. Sim, o amistoso era medíocre. Era, também, a oportunidade de construir saldo com a Amarelinha, mostrar serviço contra um time fraquíssimo e tentar empolgar uma torcida frustrada com o desempenho das últimas duas décadas. O que testemunhamos nessa Data Fifa foi um time masculino indolente, sem entrosamento, com pouco brilho e ainda menos ânimo. Muniz Sodré Sobre o afeto que se encerra Danilo Lavieri Ancelotti insiste no mesmo erro de antes da Copa Josias de Souza Lula usa arma de 2022 pela volta de fator democrático Hélio Schwartsman Onde foi parar a festa da democracia? À tarde, um cenário completamente diferente. Assine UOL Play e assista aos jogos do Brasileirão Feminino ao vivo Na partida de volta da final do Brasileirão Feminino, o que encontramos foi vontade. Gratidão. Talento. Esforço. Técnica. Entrega. Um jogão de bola. Sem gente rolando no chão. Sem chororô. Sem rodinha na arbitragem. Sem mimimi. Com uma recepção digna de campeãs desde a chegada do ônibus e diante de um público recorde no Morumbis (quase 50 mil presentes), as Soberanas finalmente puseram fim ao reinado corinthiano, evitando o heptacampeonato consecutivo das Brabas. O clube não vencia uma competição nacional desde 1997, quando Sissi e companhia derrotaram a Portuguesa no gramado pavoroso do modesto Joaquinzão, em Taubaté. O São Paulo marcou cedo com Bia Menezes, Juliete empatou rapidamente depois de saída errada de Carlinha e Crivelari teve um gol bem anulado por impedimento. Tudo no primeiro tempo. Na etapa final, Carlinha se redimiu: caiu no canto certo, encaixou o pênalti batido pela veterana Gabi Zanotti e evitou a virada alvinegra. Com a vitória histórica na ida e um empate suado na volta, as Soberanas garantiram um título importantíssimo para o clube e para sua torcida, que não vem tendo muitos motivos para festejar. Atletas, comissões, dirigentes, jornalistas, torcedores, o evento carregou um mar de gente emocionada pelo seu tamanho. Vendo o futebol feminino finalmente receber parte do reconhecimento que merece. Vendo mulheres que finalmente estão conseguindo ganhar a vida com o futebol e que trabalham fervorosamente para não perder nenhuma oportunidade. Vendo jogadoras finalmente ovacionadas por um estádio cheio e pulsante. O mínimo, que a gente recebe como tanto. Continua após a publicidade Na hora do cara e coroa, a árbitra Daiane Muniz falou às capitãs: "Eu quero que vocês se sintam merecedoras de tudo isso que está acontecendo aqui. Esse capítulo lindo do futebol feminino é só uma prévia do que a gente vai fazer o ano que vem em casa". Merecedoras. Porque nem sempre nos sentimos, ou nos permitem sentir. Ao contrário dos jovens sonolentos e milionários da seleção masculina. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Carlos Bolsonaro exclui irmão Jair Renan de 'colinha' de votos em SC Gilmar Mendes recebe pedido para anular votos de Deltan Dallagnol ao Senado Pesquisa Palver para presidente no 1º turno: veja intenções de voto atualizadas Nova Zelândia e Austrália iniciam votação de brasileiros no exterior Quaest: Cleitinho tem 54%, e Patrus, 23%, dos votos válidos em MG