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Análise dos Times

Motivo: Clube citado na legenda; crítica indireta via seu presidente Bap, retratado como líder da pressão pró-bets e alvo de sarcasmo.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo Brasil Paquetá Governo Bap Bets

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Clubes apostaram errado e agora querem seu dinheiro de volta Milly Lacombe Colunista do UOL 30/09/2026 10h21 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF Os clubes se uniram. Demorou, mas aconteceu. Querem a volta das bets. Argumentam com números, apresentam a perspectiva de um futuro sombrio, dizem que não poderão arcar com compromissos estabelecidos anteriormente. Tinham uma reunião com o governo para tentar encontrar saídas, mas decidiram não comparecer. Preferiram se reunir para pensar em como sensibilizar a população com o drama das planilhas que ficarão no vermelho. E o Paquetá, Brasil? Como vai receber o salário? Ninguém liga? Dirigentes mobilizam-se para colocar suas torcidas em rota de colisão com o governo que decidiu acabar com as apostas online. O tempo que poderiam usar para pensar em alternativas financeiras eles gastam com o mimimi. Gostam de dizer que são grandes gestores, mas na hora de provar, correm para longe. Ser bom gestor com os bilhões das bets é fácil. Quero ver ser bom gestor na crise. É uma crise, sem dúvida. É uma crise social, de saúde e financeira. Para o torcedor e para a torcedora que se endividaram. O endividamento é o maior problema social da atualidade. Os clubes não parecem ligar para a crise que afeta o seu patrimônio: a torcida. Querem saber da grana que entra para eles e que sumiu da noite para o dia. Narrativas em Disputa Reta final das campanhas tem fé, moral e costumes José Saad Neto Veto a bets: quem ocupará a maior vitrine do Brasil? Aline Sordili Brasil está entre prioridades de universidades dos EUA Carlos Affonso Em nome da padroeira, STF pode criar precedente O que nos leva a perguntar: o que as bets fizeram pelo futebol brasileiro? Seu time está melhor do que antes? O ingresso ficou mais barato? Assistir pela TV ficou mais acessível? A camisa oficial agora tem um preço popular? O que mudou na sua vida desde que as bets invadiram o território? As bets eram um castelo de areia e os excelentes gestores optaram por ignorar os riscos de elevar seus orçamentos ao ritmo das ondas criadas pelas casas de apostas. Era um risco alto acreditar em uma indústria tão volátil e tão ligada a coisas obscuras; assim como é um risco alto apostar. Os clubes apostaram errado e agora pagam o preço - assim como fizeram muitos de seus torcedores que estão em situação de desespero. Planilhas não veem o colapso social que se instalou no Brasil. Não há número que justifique a volta das bets. Não tem Paquetá, não tem 400 milhões, não tem chororô de influenciador que perdeu sua renda. Os números são devastadores. Suicídios, famílias destruídas, aumento da violência contra a mulher. Mas e o Paquetá com isso, os clubes querem saber. Continua após a publicidade Quem será o primeiro gestor a se engrandecer e dizer: vamos atrás de alternativas. Não queremos mais bets porque compreendemos que a crise social é imensa. Vamos buscar saídas e vamos cuidar da nossa torcida. Haverá alguém ou ficarão todos sob as asas de Bap fazendo sim senhor para todas as asneiras que ele diz? Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Sucessor do Mounjaro faz pessoas com diabetes perderem até 25% do peso RealTime Big Data: Diferença entre Paes e Ruas chega a 6 pontos no Rio Meio/Ideia: Lula e Flávio aparecem empatados tecnicamente em 1º e 2º turno Dino manda PF investigar ataques religiosos, após polêmica com N. Senhora Grupo de zap para organizar encontros reunia Vorcaro, Ciro, Motta e Faria