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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Arias, Gérson e Paquetá entre o novo Brasileirão e a bolha que vai explodir Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 06/02/2026 05h31 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Jhon Arias em aquecimento antes de partida do Wolverhampton Imagem: Reprodução/Instagram Jhon Arias custará ao Palmeiras R$ 154 milhões e mais de RS 2 milhões mensais de salários. É o que vale, em termos de salário, um jogador que custa o que custou. Não é um problema do Brasil, apenas. Se o Manchester City paga caro para contratar Erling Haaland, natural que seu salário não seja de um iniciante — mesmo que seja jovem. O Palmeiras iguala, com Arias, seu recorde de contratação mais cara da história. Vitor Roque custou os mesmos 25 milhões de euros. Gérson é o mais caro do Cruzeiro, em todos os tempos. Paquetá, o preço mais alto da história do Flamengo e também do futebol brasileiro. O recorde de transferências brasileiras pertenceu ao Corinthians, com os R$ 60,5 milhões pagos ao Boca Juniors por Carlitos Tévez. Entre 2004 e 2019, por 15 anos, Carlitos foi o recordista. Até o Flamengo pagar R$ 89 milhões por De Arrascaeta. Não se discute se Tévez e De Arrascaeta deram resultado. Muito! Daniela Lima Dino dá tiro de bazuca após torta de climão no STF Mauro Cezar Vasco chega a 4 pontos nos últimos 30 na Série A Sakamoto Lula dança com MDB e Kassab para vice em 2026 Josias de Souza Lula coloca a vaga de vice-presidente no balcão Mas as marcas foram se quebrando, a partir de 2023, por seis vezes em três anos: Gérson (Olympique de Marselha-Flamengo, 2023), Luiz Henrique (Betis-Botafogo, 2024), Almada (Atlanta-Botafogo, 2024), Vítor Roque (Barcelona-Palmeiras, 2025), Gérson (Zenit-Cruzeiro, 2026), Paquetá (West Ham-Flamengo, 2026). As dez maiores negociações da história registram três do Botafogo, três do Flamengo, três do Palmeiras e uma do Cruzeiro. Em todos os casos, incluindo Danilo, do Botafogo, o sexto mais caro, nenhum custou o que qualquer clube europeu pagaria. A inflação dos recordes é de 180% em três anos, período em que a inflação acumulada do Brasil foi de 14,31%. Já se sabe que a corrida inflacionária é resultado do dinheiro dos sites de apostas e dos contratos de televisão. Mas já há seis clubes da Série A sem patrocínio máster: Bahia, Coritiba, Grêmio, Internacional, Santos e Vasco. O dinheiro não será igual para sempre. A Fictor acaba de rescindir seu contrato com o Palmeiras. O grupo financeiro pagava R$ 30 milhões por ano. Ninguém seria louco de dizer que não é bom trazer de volta ao Brasileirão jogadores como Jhon Arias, Gérson ou Lucas Paquetá. Todos são ótimos. Mas a virada do futebol do Brasil será quando se conseguir manter por mais tempo talentos promissores como Estêvão, Endrick, Vinicius Júnior e Rodrygo. Os salários serão altos para mantê-los aqui. Mas sem pagar pela rescisão dos contratos. E com valores que poderão ser muito mais altos nos dias em que desejarem sair, mais perto dos 25 anos de idade. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Mulher dada como morta pelo Samu tem alta após 19 dias internada Crias do Terrão dão show em vitória do Corinthians sobre o Capivariano Dinâmica de Risco e Contragolpe: como será formado 4º Paredão do BBB 26 EUA dizem ter bombardeado embarcação no Pacífico Oriental; 2 morreram Coritiba vira no Mineirão e deixa Cruzeiro na lanterna do Brasileiro