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Análise dos Times

Selecao Brasileira

Principal

Motivo: O artigo critica a perda da essência e identidade do futebol brasileiro, comparando negativamente as conquistas recentes com o passado glorioso, especialmente após a derrota de 1982 e o 7 a 1.

Viés da Menção (Score: -0.7)

Motivo: A Itália é mencionada como adversária na derrota de 1982, com reconhecimento de que possuía um "timaço", sem um viés específico para o time italiano.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: A Argentina é citada como exemplo de escola que se sofisticou e manteve sua distinção, mas sem um viés positivo ou negativo claro no texto.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

flamengo italia reinaldo selecao brasileira socrates zico falcao ronaldo ademir da guia pelé jorge jesus cbf lionel messi argentina carlo ancelotti vavá parreira telê santana djalma santos marcelo romário careca rivellino leandro diego armando maradona rivaldo didi nilton santos carlos alberto torres dirceu lopes cafu juca kfouri junior roberto carlos barbosa mané garrincha cerezo alfredo di stéfano filipão marinho chagas gérson tostão

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Quando o futebol brasileiro se perdeu Juca Kfouri Colunista do UOL 20/07/2026 06h00 Deixe seu comentário A Seleção Brasileira de 1982 que disputou a Copa do Mundo na Espanha. Imagem: Acervo CBF/Divulgação Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Quando, em 1982, a Seleção Brasileira perdeu para a Itália no extinto estádio Sarriá, em Barcelona, decretou-se, arbitrariamente, que o futebol-arte havia morrido. Um exagero que caía bem diante de como a derrota por 3 a 2 passou a ser chamada: a Tragédia de Sarriá. Algo assim como o Maracanazo de 1950, a ponto de um jornal espanhol ter escrito, como manchete, que "Não se entende mais este mundo; Brasil eliminado". Juca Kfouri A Espanha é bi em tarde lamentável da Argentina Yara Fantoni É inadmissível Rodri ser eleito melhor da Copa Arnaldo Ribeiro Paredes é um jogador medíocre, desleal Milly Lacombe As lágrimas de Messi e de Scaloni O time de Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo e Leandro, comandado por Telê Santana, é lembrado até hoje com mais saudades que os dois que ganharam o tetra e o pentacampeonato. E olhe que o time do penta tinha os Ronaldos e Rivaldo. A culpa foi de quem, em nossa eterna procura de culpados? Como com Barbosa, em 1950, 32 anos depois tentou-se culpar Toninho Cerezo, embora tenha sido Júnior quem cometeu o erro mais decisivo, no terceiro gol da Itália que, diga-se, tinha um timaço, longe de desafinar no quesito boniteza. Onde e quando, então, perdemos a força do futebol brasileiro, finalista em três Copas seguidas depois de Sarriá? Provavelmente quando a soberba do "quadrado mágico" de 2006 evidenciou que não mais seria possível vencer apenas com o talento. Continua após a publicidade Ser organizado, ser coletivo, ter política e profissionalismo passou a ser essencial. O mundo havia mudado, a várzea deixava de ser celeiro vítima da especulação imobiliária, o futebol na praia passou a ter horários, a miscegenação chegou também à Europa, e o futebol, principal componente da indústria do entretenimento, passou a ser tratado como negócio. Aos poucos, exportador de pé de obra, o futebol brasileiro abandonou sua essência, perdeu grande parte da magia, ao passo que outras escolas pelo mundo afora ou se sofisticaram ou mantiveram aquilo que as distinguia, como a da Argentina, embora tenha passado por seca inclemente e seja administrada por federação nacional tão corrupta e bagunçada como a CBF. Trazer Carlo Ancelotti não ajudou, ao menos, na busca de recuperar a essência, o tempo e o orgulho perdidos. É claro que ele sabe e pode formar seleção que ganhe o hexa em 2030, por mais que tenha se curvado aos péssimos usos e costumes da CBF. Reimplantar nosso modo de ser é mais difícil para quem tem a filosofia de jogo dele. Continua após a publicidade Nesse aspecto Jorge Jesus teria sido melhor escolha, depois do que ele fez no Flamengo em 2019. Mas ganhar o tetra em 1994 não devolveu os principais traços do nosso caráter futebolístico e 2002 soa hoje como último suspiro — antes da estocada final do 7 a 1. O suco de Parreira e Filipão resultou na pior catástrofe esportiva de uma equipe tradicional como a Amarelinha, apelido que também caiu no ostracismo. Cadê os Djalma Santos, Carlos Alberto Torres, Leandro e Cafu da lateral-direita? Os Nilton Santos, Marinho Chagas, Roberto Carlos e Marcelo, da esquerda? Cadê Didi, Gérson, Rivellino, Dirceu Lopes, Ademir da Guia? Continua após a publicidade Cadê Vavá, Tostão, Romário, Reinaldo, Careca? Note que os citados de 1982 e 2002 nem foram mencionados, para poupar o leitor de redundâncias. Nem Mané Garrincha nem o Rei Pelé, porque exceções das exceções, como Alfredo Di Stéfano, Diego Armando Maradona e Lionel Messi entre os hermanos. No auto-engano brasileiro gostamos de dizer que somos ou fomos o país do futebol. Balela. Fomos sim, entre meados dos anos 50 e o começo do século 21, o pais do jogo bonito, abençoado pelos deuses do estádios com gênios de geração espontânea. Esperar da CBF que está aí — submissa às medíocres federações estaduais — é ingenuidade sem tamanho. Continua após a publicidade A solução possível terá de vir dos clubes — e enquanto a maior parte deles não tiver gerência moderna, enquanto não houver entendimento nem sequer para fundar a liga, seguiremos nesta inexorável marcha à ré cada vez mais veloz, capaz de superar os limites de velocidade em nona marcha. Racionalmente, entre a derrota em 1982 e a vitória em 1994 é compreensível que haja quem escolha a primeira, embora, emocionalmente, o triunfo sempre prevaleça. Difícil de entender? Sim, mas é que em 1982 perdeu-se à brasileira e, em 1994, ganhou-se à moda europeia de então. Quem esquece o passado, sofre no presente e não tem futuro. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Operação de guerra leva à Inglaterra relíquia esperada há 950 anos 'Paredes é um jogador medíocre, desleal, que não sabe perder', diz Arnaldo Casão: 'Argentina vai ser lembrada pelos minutos finais contra Inglaterra' É inadmissível o Rodri ganhar o prêmio de melhor da Copa De vaiados a penetras: o fim melancólico de Trump e Infantino na Copa