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Esporte São Paulo: Casares agenda reuniões e tenta se proteger de impeachment Gabriel Sá Colaboração para o UOL 01/01/2026 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Júlio Casares presidente do São Paulo antes da partida contra o Flamengo, no Maracanã Imagem: Thiago Ribeiro / AGIF O presidente do São Paulo, Julio Casares, iniciou uma ofensiva política nos bastidores do clube em meio ao avanço de um possível processo de impeachment. Nos últimos dias, o mandatário agendou reuniões com grupos políticos considerados estratégicos dentro do Conselho Deliberativo e da estrutura associativa, com o objetivo de "esclarecer os fatos" e reduzir resistências diante das acusações que pesam contra sua gestão. O movimento ocorre em um momento delicado da política interna do clube. O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, encaminhou a discussão sobre o pedido de afastamento de Casares ao Conselho Consultivo do São Paulo. Essa etapa antecede uma reunião formal do Conselho Deliberativo na qual o presidente poderá apresentar sua defesa. O Conselho Consultivo é formado por presidentes e ex-presidentes do clube e do próprio Conselho Deliberativo — entre eles, o próprio Olten e Julio Casares. Próximos dias serão decisivos O pedido de afastamento foi protocolado no dia 23 de dezembro de 2025 e contou com 57 assinaturas de conselheiros. Para que Olten Ayres, presidente do Conselho, fosse obrigado a dar sequência ao requerimento, eram necessárias ao menos 50 assinaturas. A reportagem do UOL apurou que existe ainda a possibilidade de que um grupo de cerca de 22 conselheiros da atual Coalizão, nome dado a união de chapas apoiadoras de Casares, se junte ao processo e solicite o impeachment do mandatário. Sakamoto Clã Bolsonaro faz plot twist oportunista e ruim de doer Casagrande Neymar e Gabriel juntos é aposta arriscada do Santos Demétrio Magnoli Difamadores de Malu são militantes políticos Mariliz Pereira Jorge A pauta do feminismo em 2026 será o homem Com o protocolo do pedido, iniciou-se o prazo legal para a convocação da reunião extraordinária do Conselho Deliberativo. Caso Olten não faça a convocação em até 30 dias, a responsabilidade passa para o vice-presidente do Conselho, João Farias Júnior, que terá 15 dias para convocar. Em caso de nova omissão, a convocação poderá ser feita pelo conselheiro signatário do pedido com mais tempo de associação ao São Paulo. A data sugerida para a reunião do Conselho Consultivo é 12 de janeiro, ainda pendente de confirmação oficial. O encontro deverá ocorrer pouco mais de uma semana antes do prazo final para que Olten convoque uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, que será destinada à apresentação da defesa de Casares e à continuidade da tramitação do pedido de afastamento. As acusações que embasam o requerimento envolvem suposta má gestão orçamentária, venda de atletas por valores considerados abaixo do mercado e uso irregular de camarote. O Conselho Consultivo, ao contrário do que foi especulado, não tem poder direto de interferência ou veto no processo de impeachment. Sua função é apenas emitir uma opinião, que será levada em consideração na discussão do Conselho Deliberativo. Para que o impeachment seja aprovado no Conselho Deliberativo, é necessária maioria qualificada de dois terços dos votos — o equivalente a 171 votos entre os 255 conselheiros. Caso esse quórum seja atingido, Julio Casares será afastado provisoriamente da presidência do São Paulo. Nesse caso, o vice-presidente Harry Massis Júnior, empresário de 80 anos, é quem assumiria a cadeira. Após a decisão do Conselho, deverá ser convocada, em até 30 dias, uma Assembleia Geral de sócios para ratificar ou não o afastamento. Nesse processo, a aprovação depende apenas de maioria simples dos votos. Casares tenta recuperar prestígio Em meio ao processo político turbulento, Casares agendou reuniões com os seis grupos políticos que compõem a "Coalizão" do São Paulo. Na primeira semana de janeiro, o presidente do São Paulo deverá se reunir com os grupos MSP (Movimento São Paulo FC), Legião Tricolor, Sempre Tricolor, Participação, Força Tricolor e Vanguarda Tricolor. Continua após a publicidade Relacionadas São Paulo reformula área de saúde e anuncia contratação de 12 profissionais São Paulo e River Plate fecham troca entre Tapia e Enzo Díaz por Galoppo São Paulo aceita, e Porto renova empréstimo de Moreira por mais seis meses O movimento é visto como uma tentativa de "esclarecer o cenário" e recuperar prestígio político. Nas últimas semanas, a Coalizão se reuniu para um bate-papo após o escândalo do camarote, em encontro que contou com as presenças de Mara Casares e Douglas Schwartzmann, ex-diretores diretamente envolvidos na polêmica. A avaliação é que o encontro "não aparou todas as arestas", e será necessário um papo individual com cada grupo para entender as pretensões e qual o grau do apoio ao atual presidente. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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