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Esporte Corinthians vê avanço mesmo após juiz rejeitar plano de pagamento da dívida Livia Camillo e Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo 19/11/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia O Corinthians avalia como positiva a nova determinação da Justiça sobre o seu plano de pagamento dentro do Regime Centralizado de Execuções (RCE). Embora o juiz Guilherme Lamêgo, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, tenha rejeitado formalmente o plano apresentado, o advogado Júlio Mandel, responsável pelo caso, entende que a decisão consolida avanços importantes e mantém o caminho aberto para a futura homologação. Na prática, o magistrado não homologou o plano, mas prorrogou por mais 60 dias a suspensão das execuções individuais contra o clube, reconheceu a legalidade de pontos centrais defendidos pelo Corinthians e determinou ajustes que, segundo Mandel, já estavam dentro da lógica proposta. Sakamoto Prisão de dono do Master afeta chapa Tarcísio-Ciro? Juca Kfouri Valeu só por Estêvão que aos 18 joga como líder Dora Kramer Apaixonados políticos são minoria que só faz barulho Josias de Souza Vorcaro sonhou com a invulnerabilidade A decisão protege o Corinthians por mais 60 dias e dá margem para aprovar o plano. As principais cláusulas foram mantidas Júlio Mandel, em contato exclusivo com o UOL Por que o Corinthians vê a decisão como positiva A determinação judicial, apesar de exigir ajustes, foi crucial para manter de pé o processo que resguarda o clube de penhoras imediatas. O juiz não encerrou o caso e concedeu ao Corinthians a oportunidade de se adequar aos parâmetros legais, reforçando a segurança institucional. Diferentemente de uma recuperação judicial, eventuais falhas de execução não resultam automaticamente em falência. No aspecto financeiro, houve um entendimento relevante sobre o comprometimento das receitas. A Justiça definiu que o clube deve destinar 20% do faturamento ao pagamento das dívidas — percentual superior aos 4% a 8% previstos no plano —, mas autorizou que o Corinthians deduza desse total valores já utilizados para quitar obrigações antigas, como débitos trabalhistas e fiscais. Isso evita um impacto mais severo no fluxo de caixa. Outro ponto estratégico foi a manutenção do mecanismo que permite o uso de recursos da venda de jogadores para quitar dívidas com desconto. O juiz validou o modelo que prioriza credores que aceitarem maior deságio, tornando-se ferramenta importante para reduzir o passivo total ao longo do tempo. O planejamento de longo prazo também foi preservado. O tribunal rejeitou pedidos de credores para encurtar prazos e confirmou que o plano pode considerar um horizonte de até dez anos, garantindo fôlego para reorganização financeira. Continua após a publicidade Por fim, a prorrogação das suspensões de cobranças individuais por mais 60 dias assegura que a diretoria faça os ajustes exigidos com estabilidade, sem risco imediato de bloqueios judiciais em um momento financeiro crítico. Pontos rejeitados não causam grande impacto Os itens invalidados pelo juiz tratam de dispositivos considerados periféricos pela defesa corintiana: A cláusula de "credores parceiros", que criava prioridade para fornecedores ou empresas que contribuíssem com o clube; O prazo de dois anos para uso de recursos obtidos com venda de atletas em leilões reversos — reduzido para 30 dias; Regras sobre depósito ou pagamento em caso de credores sem conta bancária informada. Continua após a publicidade Segundo Mandel, esses pontos não compunham o núcleo do plano e não comprometem seu funcionamento. O plano não foi rejeitado. A Justiça aceitou praticamente tudo o que propusemos. O que caiu eram pontos acessórios Júlio Mandel, ao UOL O que acontece agora? O Corinthians tem dez dias para comunicar ao juiz se aceita as condições impostas. Caso concorde, o plano segue para homologação. Se discordar, o processo pode ser extinto e as execuções individuais retomadas. Também é possível recorrer a instâncias superiores. Nos bastidores, porém, o sentimento é de confiança. Entenda o que a RCE representa para o Corinthians O Regime Centralizado de Execuções permite que o Corinthians organize o pagamento de dívidas cíveis em um único processo, com regras específicas previstas na Lei da SAF. Continua após a publicidade O plano de pagamento apresentado pelo clube enfrentou oposição de alguns credores, como o empresário André Cury. A decisão mais recente não encerra o processo, mas determina ajustes e estende por mais 60 dias a proteção judicial enquanto o Corinthians adapta o plano às exigências definidas pelo magistrado. O juiz reafirmou que 20% das receitas recorrentes devem ser destinadas ao pagamento das dívidas, permitindo deduções apenas se o clube comprovar quitação de obrigações fora do RCE — como pendências na Fifa, CNRD, Profut e Caixa, relacionadas ao financiamento da Neo Química Arena. O processo segue ativo e encaminhado para possível homologação. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Em derrota do governo, Câmara aprova PL Antifacção sem mudanças pedidas Ninguém acerta Lotofácil e prêmio sobe para R$ 5 milhões; confira dezenas Caso orixá: MP pede imagens de câmeras de PMs após ação em escola em SP Ex-jogador Jô é preso pela quarta vez por não pagar pensão alimentícia Live com questões do Enem: estudante afirma que 'não fez nada errado'; veja