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Minutos antes de um colegiado de desembargadores decidir em favor do Vasco para a partida contra o Boca Juniors ser, definitivamente, confirmada para o Maracanã , a concessionária Fla-Flu anexou na Justiça uma última manobra para derrubar a partida.
De acordo com petição ao qual a ESPN teve acesso, anexada no processo às 13h55 desta segunda - cerca de 15 minutos antes de 18 desembargadores decidirem, por unanimidade, pela manutenção da partida no Maracanã, a Fla-Flu Serviços S/A acusou o Vasco de "tentar 'emparedar' o Poder Judiciário, criando um suposto “fato consumado”".
Isso, porque, na análise da concessionária, o Vasco já havia sofrido 6 derrotas judiciais que não lhe permitiram realizar o jogo no Maracanã. E, então, ao conseguir uma liminar favorável, às 18h24 de uma sexta, iniciou a venda de ingressos imediatamente.
A decisão foi revertida horas depois, mas o Vasco já tinha vendido milhares de ingressos. Então, em vez de iniciar as providências necessárias à readequação do local da partida, o Cruzmaltino, segundo a Fla-Flu, "dobrou a aposta" e continuou a vender os ingressos como se o jogo fosse mesmo ser realizado no Maracanã.
"O Vasco trabalhou para constranger o Poder Judiciário a se curvar aos seus desígnios", acusou a concessionária. Essa atitude é absolutamente incompatível com a boa-fé. Manter a decisão é, portanto, chancelar comportamento reprovável sob todos os aspectos".
Em seus pedidos, a Fla-Flu disse confiar que a liminar obtida pelo Vasco seria reconsiderada pela Justiça. Por outro lado, informou que receberá a partida de hoje, "ressalvado o seu direito de cobrar os prejuízos advindos da realização da mesma".
Nesta segunda-feira (19), 18 dos 25 desembargadores que compõem o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) votaram contra a liminar apresentada pelo Consórcio Fla-Flu, que buscava impedir a realização da partida no estádio. Os outros sete magistrados declararam-se impedidos de participar da votação, por diferentes razões.
Fatores como o Boca Juniors estar presente no Rio de Janeiro para a partida decisiva e o fato de quase 70 mil ingressos terem sido vendidos para o duelo tiveram peso na decisão final do colegiado. Esta era a última instância jurídica disponível.
A ESPN havia trazido no último dia 15 de outubro que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) não aceitou o pedido da concessionária Fla-Flu, que tenta derrubar liminar que garante o uso do estádio na próxima semana.
A decisão acontece após manifestação na última sexta-feira (16) assinada pelo ministro Luis Felipe Salomão, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que não aceitou pedido da concessionária Fla-Flu, que tentava derrubar liminar que garantia o uso do estádio.
Na última terça, após o Vasco garantir a utilização do Maracanã por meio da Justiça do Rio de Janeiro, a concessionária Fla-Flu entrou com um processo no STJ tentando retirar novamente o jogo entre Vasco x Boca do Maracanã. A argumentação foi de que a realização da partida poderia abrir um "precedente perigoso", que permitiria que qualquer time pleiteasse realizar seus jogos no estádio.
Flamengo e Fluminense também apontaram que seria de "interesse público" que o jogo não seja realizado no local, pois comprometeria a execução de um contrato de concessão complexo, interferindo na programação de equipamentos públicos concedidos e impondo a adoção de providências operacionais que alcançam eventos, usuários, órgãos de segurança e terceiros contratantes.
Em resposta na quarta, o Vasco citou até possíveis danos à imagem do Brasil e da cidade do Rio caso o jogo saísse do Maracanã, já que mais de 60 mil ingressos já foram vendidos. Além disso, o clube teria custos elevados, uma vez que a partida poderia ser transferida a Assunção, no Paraguai, como já alertou a Conmebol.
No documento do STJ, ao qual a ESPN teve acesso, Salomão entendeu que as alegações de Flamengo e Fluminense não justificam o impedimento de cessão do Maracanã, nem que há ameaça ao “interesse público” com a realização do jogo.