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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Como lidar com o orgulho de ser brasileiro? Milly Lacombe Colunista do UOL 14/02/2026 16h11 Deixe seu comentário Lucas Pinheiro Braathen salta no pódio das Olimpíadas de Inverno Imagem: Fabrice COFFRINI / AFP Carregando player de áudio Ler resumo da notícia A cultura brasileira está no centro do mundo. A cultura latino-americana, para sermos justos. Nossa latinidade narrada com orgulho, olhos nos olhos daqueles que nos colonizam e se apropriam de quem somos em proveito próprio. Nunca fomos verdadeiramente orgulhosos de nós mesmos. Ensinados a olhar para o hemisfério norte como a criança que enxerga uma loja de doces coloridos, aprendemos a sentir vergonha de termos nascido na parte menos rica do Globo sem que nos contem que a parte mais rica só é rica porque passou 400 anos saqueando nossas terras. Mas parece que o jogo está virando e Bad Bunny é apenas uma das confirmações dessa mudança da prosa. Bad Bunny não indica um caminho, ele reafirma o espírito de um tempo. Já estamos habitando um outro mundo, ainda que os urros de dor do mundo que está morrendo possam ser escutados e sigam causando estragos. Josias de Souza Supremo precisa expor relatório da PF sobre Toffoli Milly Lacombe Como lidar com o orgulho de ser brasileiro? Juca Kfouri Lucas Pinheiro, o campeão que veio do frio Alicia Klein Lucas Pinheiro é do Brasil, de verdade A riqueza de nossa cultura, que nada tem a ver com as coisas que importamos da Europa, fala mais alto. Nossa música, nossas danças, nossas línguas, nossa comida, o Carnaval. Somos o que somos porque existimos na resistência das frestas. Lucas Pinheiro, que venceu a competição mais disputada dos Jogos de inverno, poderia ter escolhido competir pela Noruega. Mas ele quis o Brasil. Quis a nossa bandeira, o nosso hino, a nossa ginga. E agora samba na cara dos entreguistas. Os ventos mudaram. O orgulho da nossa brasilidade é real e imediato. Não existe cultura como a nossa, não existe drible como o nosso, não existe festa como a nossa, não existe feijão como o nosso, ou benzedeiras, ou Cirio de Nazaré, ou as praias do Nordeste, ou florestas como as nossas. Mas talvez não saibamos lidar com esse sentimento, tão facilmente confundido com patriotismo ou com a falsa premissa de que não desistimos nunca. Desistir não é vergonha alguma. Desistir faz parte da vida. Assim como resistir. Mas o que sabemos fazer bem demais é re-existir. O Brasil das frestas contém uma possibilidade bonita de futuro. Ser brasileiro é bacana pra caramba. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Vorcaro diz que foi cobrado a fazer pagamentos a resort ligado a Toffoli Oposição compartilha desfiles feitos em IA críticos a Lula, Janja e Toffoli Anjo Gabriela indica Alberto Cowboy para o quinto Monstro do BBB 26 Justiça manda petista se retratar sobre foto falsa de Bolsonaro com Vorcaro Virginia ganha bolsa avaliada em R$ 400 mil de Vini Jr: 'Acertou muito'