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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Segurança pública x Direitos Humanos Milly Lacombe Colunista do UOL 01/11/2025 10h24 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Cerca de 2.500 agentes das policias civil e militar participaram da Operacao Contencao nos complexos da Penha e do Alemão, Zona Norte do Rio Imagem: Egberto Ras / Agencia Enquadrar / Folhapress A imagem dos corpos estendidos no chão ainda estampam o noticiário. Homens de pele negra sem vida, sem roupa, sem nome, sem história. Bandidos, dizem os que aplaudem o massacre. Sendo bandido, tem que morrer, prega a máxima do pensamento de direita e extrema direita. Não tem nada na nossa história que mostre que matar suspeito em favela leva à segurança. Muito pelo contrário. As chacinas, conduzidas há décadas pelas polícias em favelas e periferias, nunca reduziram a violência. Apenas a eleva. O que então nos leva a seguir pedindo por matanças? Um desejo de vingança que não tem lógica nenhuma porque cinco minutos de associação de ideias nos mostra que a violência no Brasil não está sendo produzida pela população das favelas, mas por engravatados endinheirados que têm nas mãos seus planos de poder e que controlam, desde os bairros nobres, do tráfico de drogas às taxas de desemprego. José Roberto de Toledo 'Salto alto' de Lula gera pior pico de menções negativas Letícia Casado Direita se une para 2026 sem Eduardo Bolsonaro Julián Fuks Operação massacre: esse é o único nome possível Wálter Maierovitch Por petróleo, Trump quer assustar para Maduro fugir Lutar para que o direito humano seja respeitado seria lutar para que o estado entrasse nas favelas com iluminação, água encanada, centros culturais, centros esportivos, escolas, hospitais, trabalho. Direito humano pede que todos tenham a possibilidade de estudar, morar, se vestir, comer e trabalhar. Um sistema econômico que diz claramente que o desemprego é necessário - é o que diz o capitalismo em sua versão neo liberal - está jogando uns contra os outros. Como se vive sem um salário? Como se vive sem renda? Se o estado quisesse combater o tráfico ele saberia exatamente como sufocá-lo financeiramente. Sem dar um tiro. Mas a ideia não é essa. A ideia dentro de um sistema que compreende que não pode mais fazer a gestão das vidas é fazer a gestão das mortes. Chama necro-política. Não se trata de deixar ninguém mais seguro, se trata de seguir administrando quem morre, quando morre, como morre. Como a sensação da opinião pública é a de que a cada nova chacina alguma justiça foi feita, políticos se escoram nesses extermínios em busca de votos. Estamos criticando o governador do Rio mas o vice-presidente da República agiu nos mesmos termos enquanto governador de São Paulo. E Lula, ele mesmo, nunca foi um grande crítico desse tipo de ação. Olhem os números da Bahia, com seu governo do PT. A população das favelas é composta por gente trabalhadora. Pessoas metidas com o crime existem em todos os lugares, em todos os bairros, e isso não justifica que a polícia entre atirando em condomínios de luxo como o Vivendas da Barra, onde morava Jair Bolsonaro e onde foi feita a maior apreensão de fuzis da nossa história: 117. As chacinas são um teatro macabro que vendem a falsa ilusão de justiça e segurança. Mas segurança pública se faz com direitos humanos e não com extermínios. Massacres só produzem mais medo e mais insegurança; acontece que um povo amedrontado é mais facilmente dominado. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Trump reforma banheiro da Casa Branca por achar estilo 'inapropriado' Domínio brasileiro na Libertadores derruba recordes e é inédito no mundo Mulher morre ao ser baleada na cabeça em tiroteio na Linha Amarela no Rio Martina é expulsa de A Fazenda após briga generalizada em festa Com isenção de visto até 2026, China vê explosão de turistas brasileiros