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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Perguntem ao corintiano se prefere 'ajustar contas' ou gritar 'é campeão' Julio Gomes Colunista do UOL 22/12/2025 07h46 Deixe seu comentário Matheuzinho, do Corinthians, provocou o Vasco após título da Copa do Brasil Imagem: Reprodução/X Carregando player de áudio Ler resumo da notícia O Corinthians está afundado em dívidas, não pagou o estádio - que já lhe rendeu muitos dividendos esportivos, diga-se -, atrasa salários, não paga os clubes de quem "compra jogadores". E é campeão paulista e da Copa do Brasil. Um ano perfeito para as atuais possibilidades do clube. Ganhou os dois títulos que podia ganhar, e em ambos passou pelo Palmeiras, o grande rival, que nada em um mar de tranquilidade financeira. No meio deste "ano perfeito", teve impeachment de presidente, transfer ban, demissão de técnico, crise com jogador estrela que joga quando quer. Daniela Lima Pressão de Fachin no STF por código amplia divisão Juca Kfouri São Paulo amanhece em preto e branco Mauro Cezar Título do Corinthians torna pior o ano do Palmeiras Josias de Souza Dino exibe pré-estreia do show de 2026 Nós, que temos a obrigação de analisar o futebol de forma ampla e distante da paixão do torcedor, pregamos a necessidade de fazer as coisas de forma séria. Possivelmente os torcedores estejam cada vez mais notando que a profissionalização é o melhor caminho para as conquistas. Mas o futebol permite tudo, o mata-mata, especialmente, permite o infinito. Perguntem, pois, aos corintianos, se nesta segunda-feira eles preferem "gestão profissional" ou gritar "é campeão". Todos sabemos a resposta. Esta é a maravilha e também o problema do futebol. Os títulos são o objetivo final da esmagadora maioria das pessoas que se importam com o futebol - e que, no fim, são os que consomem o esporte e permitem que a indústria gire tanto dinheiro. Portanto, conquistas mascaram tudo. Mascaram erros, picaretagens, caminhos tortos. O dirigente que destruir as finanças do clube, mas ganhar títulos, ira agradar à maioria. Não é muito diferente do político que rouba para caramba, afunda uma cidade em dívidas, mas constrói um hospital ou uma ponte ou faça qualquer coisa que tenha uso prático para as pessoas. Nós, no Brasil, valorizamos o resultado e não estamos muito dispostos a passar por processos longos. Somos um povo que prefere o "aqui e agora", somos avessos a planejamento e paciência. Um prato cheio para a dinâmica do futebol. Se fôssemos sérios, criaríamos mecanismos, com bons prazos, para que os clubes de futebol pudessem estar todos na mesma página. Uma página diferente, de seriedade e responsabilidade com o dinheiro que gerem. Mas não, claro que não. Alguns se organizaram por conta própria, outros jogaram a toalha e se entregaram a compradores, outros vivem no castelo de areia do mecenato, outros seguem simplesmente gastando mais do que podem, devendo montanhas de dinheiro que nunca chegarão aos cofres públicos. Continua após a publicidade O Athlético-PR, organizado e solvente, achava uma sacanagem, 15 anos atrás, o Flamengo comprar jogador, endividado como estava, e ganhar campeonato. Hoje, é o Flamengo qeu acha uma sacanagem o Corinthians ganhar campeonato. E assim seguimos e seguiremos. Cada um olhando para o próprio umbigo, vivendo o "aqui e agora". E o futuro a Deus pertence. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Julio Gomes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora As conexões da falida Buritirama com banqueiro Daniel Vorcaro São Paulo amanhece em preto e branco Ações contra pré-candidatos da direita ao Senado põem STF na mira em 2026 Árbitro da CBF, pastor e dentista: a folha de R$ 17 mi da Assembleia de RR Com Rodoanel, Tarcísio inicia entrega de obras atrasadas de gestões do PSDB