🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: Tom crítico: título usa '171' (trapaça), aponta gasto de 38% da receita com bancos e frase 'teria fechado as portas faz tempo'.

Viés da Menção (Score: -0.8)

Motivo: Citado como contraste positivo: 'clube mais rico do país', superávit financeiro e despesas dentro do limite saudável de 3%.

Viés da Menção (Score: 0.6)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo Corinthians

Conteúdo Original

Não poderia haver uma ironia tão grande nos últimos números financeiros publicados pelo Corinthians como o item “despesas financeiras”. Isso é basicamente o que uma pessoa, uma empresa ou um clube de futebol paga para bancos, por juros de empréstimos, tarifas, operações créditos, variação cambial e multas por atrasos. Economistas consideram ideal uma empresa gastar com despesas financeiras até 3% de seu faturamento (em alguns casos é aceitável chegar nos 5%). O Corinthians relata, entre janeiro e julho, despesas financeiras de R$ 171 milhões. Isso representa um gasto diário com bancos de inacreditáveis R$ 806 mil. Os R$ 171 milhões de despesas financeiras representam 38% de toda receita líquida corintiana de R$ 448 milhões nos sete primeiros meses de ano. O que o clube gasta com bancos é maior do que qualquer das principais receitas alvinegras: a maior delas foi de patrocínios, com R$ 167 milhões. Ou seja: tudo que o Corinthians recebe pela sua marca não paga as despesas com banco. A comparação com o clube mais rico do país é cruel. O Flamengo teve superávit nas suas operações financeiras nos seis primeiros meses do ano, com receitas de transações bancárias R$ 4 milhões maiores do que despesas. As despesas financeiras rubro-negro são de apenas R$ 20 milhões, o que dá exatamente 3% das receitas do clube, o limite considerado saudável. Muita gente sonha que o Corinthians fosse uma empresa. Mas, se já fosse uma com os números atuais, teria fechado as portas faz tempo.