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Análise dos Times

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Gabriel Bortoleto é a esperança brasileira na Fórmula 1 O tópico de maior preocupação entre equipes e torcedores durante a pré-temporada da Fórmula 1 foi o sistema de recuperação de energia , e duas peças importantes da McLaren acenderam alertas para o campeonato de 2026: o chefe de equipe Andrea Stella e o piloto Oscar Piastri, que prevê “muitas anomalias” para o ano neste aspecto. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp Veja os números da 2ª rodada de testes da F1 2026 Análise: pré-temporada mostra erros e acertos da nova F1 1 de 2 Oscar Piastri nos testes de pré-temporada da F1 no Bahrein — Foto: Sona Maleterova/Getty Images Oscar Piastri nos testes de pré-temporada da F1 no Bahrein — Foto: Sona Maleterova/Getty Images A grande mudança no regulamento desta temporada deu maior protagonismo à parte elétrica dos motores : agora, ela representa cerca de 50% da potência total do componente, com a outra metade reservada para o motor à combustão. Além disso, a potência elétrica subiu de 120kW para 350kW. Na prática, os pilotos estão tendo que recuperar muito mais energia do que na temporada passada, o que gerou críticas dos multicampeões Lewis Hamilton e Max Verstappen – o holandês chegou a classificar o novo carro como um “Fórmula E com esteroides”. A dificuldade na recuperação de energia pode ser ainda maior em pistas com poucas zonas de frenagem. Com isso, Piastri acredita que a F1 2026 pode ter anomalias em locais com essas características - incluindo o GP da Austrália, em Melbourne, que abre a temporada no dia 8 de março. – A situação é muito diferente em comparação com as pilotagens que eu fiz no simulador. Em algumas pistas, vamos ter problemas com a recuperação de energia em comparação com o Bahrein, onde testamos – disse Piastri, acrescentando: – Dependendo de onde você fizer o ajuste ideal, talvez não precise fazer muito superclipping (cortar a potência elétrica nas retas) ou lift and coast (tirar o pé antes de frear). Mas em Melbourne, se você não fizer isso, sua energia vai se esgotar muito rapidamente. Tudo depende do traçado da pista. Jedá (Arábia Saudita) é similar, uma pista com muitas retas ligadas a curvas rápidas, vai ser muito difícil de obter energia lá. As maiores anomalias vão acontecer em locais como esses – concluiu. 2 de 2 Oscar Piastri terminou a F1 2025 na terceira posição — Foto: Clive Mason/Getty Images Oscar Piastri terminou a F1 2025 na terceira posição — Foto: Clive Mason/Getty Images A visão de Piastri é compartilhada por Andrea Stella. O gestor da McLaren espera, inclusive, mudanças na ordem de forças das equipes de acordo com as características de cada pista. De acordo com ele, a dificuldade de gerenciar energia nos primeiros testes em Barcelona foi maior do que a encontrada no Bahrein. – Acho que em 2026 nós teremos que olhar as características dos circuitos, inclusive em relação ao quão fácil é um circuito para os requisitos da unidade de potência. – Na verdade, Barcelona foi relativamente exigente em termos de equilíbrio entre uso e recuperação. No Bahrein, foi mais fácil porque você passa tempo suficiente freando. Basicamente, você faz toda a recuperação na frenagem, não é preciso fazer nada especial, como tirar o pé do acelerador, por exemplo, para aumentar o tempo em que você recupera energia da unidade de potência – explicou. Modo híbrido dos motores da Fórmula 1 No caso da Austrália, a expectativa de Stella é de mais dificuldade em relação ao gerenciamento de energia, já que o circuito de rua de Albert Park também apresenta poucas zonas de frenagem. – Na Austrália voltamos a um circuito em que será um pouco mais difícil. Então lá será um pouco mais complicado. Acho que veremos os pilotos mais ocupados em termos de estilo de pilotagem, para garantir que a unidade de potência seja explorada – tanto na recuperação quanto no uso da energia – de maneira eficiente. E quando falamos em eficiente, significa eficiente por um longo período – completou. A dificuldade dos pilotos em relação ao gerenciamento de energia está sendo avaliada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Embora tenha rechaçado mudanças imediatas no regulamento, a entidade anunciou na semana passada a realização de checagens técnicas durante os testes de pré-temporada, que se encerraram na sexta-feira (20). A expectativa é de que novas revisões aconteçam assim que mais dados ficarem disponíveis. "Maior revolução técnica da história"; veja como serão os motores da Fórmula 1 em 2026