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Análise dos Times

Palmeiras

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Motivo: A autora lamenta a saída de Veiga, mas reconhece a gestão empresarial do clube, sem criticar diretamente suas decisões de negócio.

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Raphael Veiga, o ídolo raro que o Palmeiras deixou partir Alicia Klein Colunista do UOL 03/02/2026 14h51 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Raphael Veiga se despediu do Palmeiras como um dos maiores ídolos da história do clube Imagem: Equipe RV "Era amor antes de ser profissão." Em um emocionante vídeo para as redes sociais, Raphael Veiga se despediu do seu clube do coração. Com a voz embargada e a promessa de voltar. Depois de mais de uma década como regente, artilheiro multicampeão e ídolo, chegou a hora de buscar espaço noutro lugar. Como a rapadura, o futebol é doce, mas não é mole. Nem o menino que sempre vestiu verde, que soprava velinhas em bolos com o escudo do Palestra, que prometeu honrar o pedido sussurrado pelo avô numa cama de UTI, nem ele fica para sempre. A lógica do sucesso, do capital, do protagonismo alcança até os mais genuínos. Daniela Lima Pesquisa: Lula lidera ranking de relevância digital Sakamoto PM 'assassina' o português na escola em São Paulo Ricardo Kotscho Castro conseguiu se esconder de escândalo Alexandre Borges Israel não reconheceu 70 mil mortos em Gaza Sua partida parece preconizar não apenas o fim de uma era no Palmeiras, como o fim de uma era no futebol. Não só pelos atletas que partem cada vez mais cedo, mas pelos clubes que operam cada vez mais como empresas: guiados por planilhas, desprovidos de alma e paixão. Obrigada pelos serviços prestados, está aqui um vídeo protocolar para o Instagram, seja feliz e volte sempre. Mesmo ciente da evidente queda de produção, o incômodo da torcida talvez passe por isso: pô, vão deixar o cara ir embora assim? Depois de tudo que ele fez por nós? Convençam-no a ficar! No mínimo, ofereçam a todos os envolvidos uma despedida daquelas de despedaçar o coração, de fazer todo mundo voltar para casa com a cara inchada de tanto chorar. Mostrem que, como Veiga disse, cada um levará consigo um pedaço do outro. Mas não. Aqui, ninguém é maior que ninguém. As regras se aplicam a todos. Saem as lágrimas, o suor e os títulos conquistados, entram as cenas ensaiadas, as frases motivacionais e a análise de desempenho. A tristeza é maior pela certeza de que haverá cada vez menos ídolos como Veiga. Jogadores fazendo história no clube pelo qual nasceram apaixonados, com um vínculo visceral dentro e fora de campo. Um cara ou uma mina para quem aquela camisa carrega o mesmo peso que para a galera da arquibancada. Que atropela um rival no Dérbi porque sabe o que um Dérbi significa. Que dorme abraçado à maior taça porque aquele era seu sonho de garoto. Que torce tanto quanto joga. Veiga é raro. E nunca será esquecido por quem verdadeiramente importa: a sua família Palmeiras. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Resumo novela 'Três Graças' da semana: confira capítulos de 4/2 a 14/2 Jabuti assusta suspeito de roubo baleado em tiroteio no Morumbi, em SP Brigido é o terceiro eliminado do BBB 26, com 77,88% dos votos Palmeiras oferece R$ 154 milhões por Arias e confia que baterá Fluminense Tesão demais para esperar: transamos gostoso na cadeira de praia