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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: A matéria foca totalmente no projeto para salvar o Corinthians, apresentando a iniciativa como uma solução promissora para a crise financeira do clube.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Corinthians Bayern de Munique Rodrigo Monteiro de Castro SAFiel Carlos Teixeira Osmar Stábile

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Como é o projeto de SAFiel para tentar salvar o Corinthians da crise Rodrigo Mattos Colunista do UOL 07/11/2025 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Um grupo de empresários e advogados corintianos montou um projeto de SAF para dar uma solução à crise financeira do Corinthians - tem sido chamado de SAFiel. Ao mesmo tempo, o objetivo é transferir a gestão do futebol da atual associação para dentro da empresa. O modelo tem inspiração no clube alemão Bayern de Munique. Ou seja, mistura acionistas corintianos que votaria nos destinos do futebol alvinegro com investidores institucionais (com o objetivo de ganhos financeiros). "A maior inspiração foi o modelo do Bayern. Os valores democráticos são do Corinthians. Clube que está sequestrado infelizmente no momento. Aí tem um elemento de urgência da torcida que está no maior nível do clube", contou o empresário Carlos Teixeira, um dos idealizadores do projeto com um grupo entre 20 e 30 pessoas. José Paulo Kupfer Analistas dizem uma coisa, operadores fazem outra PVC Santos terá 3 finais com Neymar após derrota Wálter Maierovitch Prisão terá que reeducar Bolsonaro para a sociedade Marco Antonio Sabino O que o prefeito de NY pode aprender com Nunes O projeto foi entregue ao presidente do Corinthians, Osmar Stábile, na semana passada. O objetivo é promover discussão entre sócios e conselheiros para levar a ideia adiante para ser votada no clube. Mas como funciona? O futebol e o clube-associativo seriam separados. O futebol e seus ativos passariam a pertencer a SAF. A empresa teria pelo menos 51% pertencentes a uma Holding, com acionistas torcedores e investidores institucionais. O percentual exato seria definido no processo de valuation (avaliação de mercado) do Corinthians. Dentro da Holding, haveria duas classes de ações. A primeira classe é composta só por torcedores, sócios-torcedores (há intenção de ampliar o número atual de cerca de 100 mil) e sócios-proprietários poderiam se candidatar. Poderia investir valores entre R$ 200 (1 ação) e R$ 27 milhões. Esses acionistas teriam o poder de voto real para escolher o Conselho de Administração do Corinthians, composto por 10 conselheiros. Como em sociedades anônimas, o Conselho determina as diretrizes da administração e contrata CEO, diretores de futebol, financeiro, etc. Há mecanismos para impedir que um só acionista ou grupo deles consigam ter o poder majoritário. Tanto que um sócio só poderia ter um máximo de 1,8% da SAF. Continua após a publicidade As votações para os conselheiros se dariam por meio online com cada um representando o seu capital. Do outro lado, estariam investidores institucionais, com ações preferenciais. Não teriam poder de controle sobre a gestão. Mas teriam preferência na distribuição de dividendos e de revenda. A previsão é de ter um lock-up, veto de venda, por cinco anos. O ganho possível de investidores, tanto os institucionais quanto os torcedores, seria com a valorização das ações. Dificilmente um clube dá lucro. Pelo projeto, a previsão é de captar R$ 2,5 bilhões para resolver a dívida corintiana. Desse total, R$ 1,5 bilhão viria por meio de torcedores, e outro R$ 1 bilhão por meio de investidores institucionais. O passivo total é de R$ 2,7 bilhões, mas é certo que seria possível quitar a maior parte com bem menos. Até hoje, nenhum clube no Brasil conseguiu atrair um investidor minoritário que entendesse valer a pena colocar dinheiro e não ter um controle de uma SAF. Continua após a publicidade "Você tem razão quando fala do ineditismo da proposta. Vai ser a primeira proposta deste tipo no Brasil. Temos uma convicção muito forte porque o Corinthians é um ativo sem paralelo. Flamengo tem grande torcida. Mas, quando traz o elemento econômico, o Corinthians é o maior ativo quando blindado contra a captura política", contou Carlos Teixeira. "Hoje tem R$ 3 bilhões de dívida, com R$ 800 milhões de receita. Potencial de destravar valor. Em cinco anos, a gente pode dizer que a dívida vai estar próxima a zero. Faturamento vai estar próximo de R$ 3 bilhões. A tese de valorização desta companhia é fortíssima. Olhando a indústria como um todo, essa guerra por mídia e atenção, o Corinthians tem uma pista de desenvolvimento enorme na sua frente." O projeto foi elaborado por advogados tributaristas e especialistas no modelo de SAF, como o escritório de Rodrigo Monteiro de Castro, autor da lei da sociedade empresária. Foi bancado pelo grupo de empresários e advogados que pretende entregá-lo como doação ao clube. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Loja de Suzane Von Richthofen tem par de chinelos personalizados a R$ 150 Defesa traça estratégia para evitar prisão de Bolsonaro na Papuda Mauro Cezar: Vojvoda foi ingênuo contra o Palmeiras, e Santos paga caro Santos terá três finais com Neymar depois de derrota no Allianz Parque Faxineira é morta com tiro na cabeça após entrar por engano em casa nos EUA