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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: Reportagem enfatiza falhas de pagamento, valores pendentes e questionamentos do perito, retratando o clube de forma crítica, ainda que com tom factual.

Viés da Menção (Score: -0.4)

Motivo: Citado apenas como credor prejudicado, em relato factual e neutro.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Apenas menção tangencial à existência de dívida, sem tom avaliativo.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

corinthians talleres pixbet nike vaidebet rce andre cury nacional atletico clube pix star nelson wilians taina oliveira

Conteúdo Original

Mais dois credores foram à Justiça reclamar de falta de pagamento do Corinthians no âmbito do RCE (Regime de Centralização de Execuções). Além do empresário André Cury e do time paulista Nacional, agora foi a vez da Pix Star e do advogado Nelson Wilians manifestarem que não receberam o que deveriam do clube. Tudo isso enquanto o perito responsável por fiscalizar o processo deu prazo para o Timão comprovar o destino de mais de R$ 10 milhões. Em petição conjunta enviada na última sexta ao tribunal, a Pix Star e Nelson Wilians apontaram que receberam uma quantia incompleta no rateio de julho. Já em agosto, a reclamação é ainda pior, já que ambos dizem que não embolsaram nem R$ 1 do Corinthians, diferentemente do que determina o RCE. Em julho, o time alvinegro devia ter pago R$ 129.096,40 ao advogado e mais R$ 499.114,22 à empresa. Porém, transferiu apenas R$ 75.320,82 para Nelson Wilians e R$ 291.206,37 á Pix Star. Ficou pendente, portanto, R$ 53.775,58 de um e mais R$ 207.907,85 de outro. Em agosto, a empresa deveria ter recebido R$ 635.767,7 , enquanto Nelson Wilians contava com R$ 164.441,99 . Até o momento, contudo, não houve qualquer pagamento desses valores, segundo destacaram as partes à Justiça. No RCE, o Corinthians admite ter uma dívida de R$ 27.829.882,28 com a Pix Star, referente a um patrocínio da Pixbet. A casa de apostas cobrava uma multa por descumprimento de um contrato que previa exclusividade no segmento. A marca era estampada no ombro da camisa do Corinthians, mas foi retirada após acordo com a VaideBet. Com isso, tanto a Pix Star quanto Nelson Wilians lembraram que "a regularidade dos pagamentos é essencial à manutenção do regime de suspensão das execuções individuais, uma vez que o artigo 23 da Lei nº 14.193/2021 condiciona esse tratamento ao cumprimento do Plano de Pagamento". O artigo mencionado fala que "enquanto o clube ou pessoa jurídica original cumprir os pagamentos previstos nesta Seção, é vedada qualquer forma de constrição ao patrimônio ou às receitas, por penhora ou ordem de bloqueio de valores de qualquer natureza ou espécie sobre as suas receitas". Assim, cobraram esclarecimentos e regularização do clube, para evitar que seja reconhecido o descumprimento do RCE, o que poderia suspender o plano de pagamentos e fazer com que as execuções individuais sejam retomadas. Em decisão publicada nesta segunda, a juíza Tainá Oliveira pediu para o administrador judicial se manifestar em 15 dias sobre as alegações. Também solicitou que o Ministério Público verifique essa e outras reclamações. Isso porque, dias antes, o Nacional Atlético Clube, de São Paulo, também manifestou ao tribunal que, em julho, deveria ter recebido R$ 173.700,91 , mas só ficou com 58,34% desse montante, já que o Corinthians pagou R$ 101.345,16 , remanescendo saldo de R$ 72.355,75 . O Timão tem uma dívida total de R$ 6.342.373,41 com o clube. Outro credor que reclamou foi o empresário André Cury. No fim de setembro, ele peticionou no tribunal dizendo que não recebeu documentos que comprovem os pagamentos das dívidas, cobrou rigor da Justiça, pediu que seja "colocada ordem" no processo e ainda voltou a cobrar o contrato da Nike com o clube paulista. Posteriormente, em uma manifestação de 63 páginas, o perito responsável por administrar o RCE enviou uma série de questionamentos e cobranças ao Corinthians na Justiça, dando o prazo de 15 dias para a manifestação do clube. Entre elas, o esclarecimento de onde estão R$ 2,5 milhões "pendurados" pelo clube que deveriam ter sido destinado a credores em julho, o rateio de mais R$ 7,6 milhões dos pagamentos de agosto, a natureza de lançamentos sem contrapartida, explicações sobre a dívida com o Talleres , exigência dos contratos com a Nike, divergências de valores e demonstrações financeiras da Arena, entre outros.