Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Reportagem São Paulo: peça-chave em investigação indica que não irá colaborar Pedro Lopes Colunista do UOL 25/02/2026 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Camisa de evento de 2022 no São Paulo com patrocínio de Adriana Prado Imagem: Reprodução O depoimento - ou na verdade, o não depoimento - de Rita de Cássia Adriana Prado à Polícia Civil ontem indicou que a intermediária, que é uma peça-chave nas investigações que pairam sobre o São Paulo, não irá, nesse momento, colaborar com as apurações. Adriana Prado, como é chamada, optou por permanecer em silêncio - um direito garantido pela Constituição Federal. Havia uma grande expectativa, frustrada, em torno das informações que ela poderia trazer ao processo. Primeiro pelo óbvio: Adriana foi a locatária de camarote clandestino no Morumbis, gravou os ex-diretores Douglas Schwartzmann e Mara Casares admitindo a irregularidade do negócio e depois vendeu os áudios à oposição. Graciliano Rocha Como relatório sobre IA levou caos à Bolsa de NY Milly Lacombe Hóquei dos EUA transforma ouro em vergonha Casagrande Uma Aurora Boreal futebolística encanta Milão Thais Bilenky Derrite nomeia projeto de Lei Raul Jungmann Mas isso é apenas o começo. A operação de busca e apreensão realizada pela força tarefa da Polícia e do Ministério Público no último dia apreendeu um caderno de anotações pertencente à Adriana. Há indícios de que a relação dela com dirigentes do São Paulo e a própria exploração de espaços paralelos em shows ia além da gravação. Nas negociações com oposicionistas a Casares, Adriana também indicou, mais de uma vez - algo que ela agora nega - ter mais material e informações danosas ao grupo político do ex-presidente Julio Casares do que o que se tornou público até hoje. Há ainda vários sinais de uma relação mais antiga e profunda com a família Casares e com o próprio São Paulo. Adriana financiou e patrocinou eventos dentro do clube, a maior parte deles organizada por Mara Casares. A coluna publicou em janeiro registros de alguns, que incluíam a marca da empresária, especialista em intermediação de shows, em camisetas usadas por cartolas dentro do clube, em mais de uma ocasião. Essa relação vem desde pelo menos 2022, e se estende até ao filho de Julio Casares, Julinho. Adriana e Julinho foram réus em um mesmo processo, envolvendo uma disputa em torno de um gato de raça, que pertencia a Adriana e foi alvo de uma matéria no programa de Julinho, especializado em pets. Na época, Julinho negou ter relação com Adriana, mas ela já patrocinava e fazia negócios com Mara, sua mãe, dentro do São Paulo. O São Paulo é hoje alvo de três inquéritos criminais: o caso do camarote, os depósitos em dinheiro vivo na conta do ex-presidente Julio Casares e possível corrupção em contratos do clube social. Continua após a publicidade Adriana mantinha relação antiga com a família Casares, é pivô do caso camarote e participava e patrocinava vários eventos no social. A expectativa é a de que fosse capaz de fornecer aos investigadores várias respostas. Por enquanto, o silêncio - que não deixa de ser, por si só, uma forma de resposta. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Pedro Lopes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Trump comemora 'fronteira segura' e chama Venezuela de 'nova amiga' dos EUA Câmara endurece lei contra facções, mas tira dinheiro da segurança pública Maxiane é a sexta eliminada do BBB 26, com 63,21% dos votos AC/DC eletrifica MorumBIS, em SP, com clássicos eternos e riffs recentes Promessa do taekwondo brasileiro, Cauã Batista morre aos 18 anos