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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: O artigo é uma crônica pessoal do autor sobre o Corinthians, detalhando jogos, gols e o contexto da equipe na época, com forte tom de nostalgia e exaltação.

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: O Santos é mencionado como adversário em um clássico, descrito como competitivo, mas sem grande aprofundamento ou viés explícito.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: A menção ao Botafogo inclui uma invasão de campo pela torcida, um evento negativo que gerou insegurança e encerrou o jogo mais cedo, impactando a narrativa de forma desfavorável ao clube.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: O XV de Jaú é retratado como um 'ótimo time' sob o comando de Cilinho, recebendo um tom positivo, mas sem o mesmo destaque que o time principal.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: A Ferroviária é descrita como um 'ótimo time' que fez um 'grande campeonato', com um relato neutro do jogo, mas sem um viés positivo ou negativo acentuado.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Botafogo Corinthians Santos Ferroviária Walter Casagrande Jr. Sócrates Zenon Wladimir Mário Travaglini XV de Jaú Democracia Corintiana

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Novembro de 1982: quando o Corinthians fez 4 jogos e 11 gols em 7 dias Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 28/11/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Ataliba e Biro-Biro após jogo do Corinthians Imagem: J. B. Scalco/acervo PLACAR Hoje em dia se discute muito o calendário asfixiante do futebol brasileiro e a importante pausa entre um jogo e outro, com toda razão. São muitos campeonatos paralelos, e a distância entre uma cidade e outra, além da distância entre estados, gera desgaste físico, psicológico e cansaço devido às viagens. E se cobra, claro, os resultados dos jogos e o desempenho dos jogadores. Aí me lembrei de uma semana de novembro de 1982, quando o Corinthians da Democracia Corintiana teve de fazer quatro jogos, pois uma partida foi adiada por causa de um forte temporal. Alexandre Borges Sem Bolsonaro, Tarcísio terá 4 caminhos em 2026 José Paulo Kupfer Mercado de trabalho se mantém aquecido A Hora Centrão tenta contornar Bolsonaro preso por 2026 Daniela Lima Vaidade atrapalha punição a devedores contumazes Fui pesquisar quais foram esses jogos, resultados e datas para escrever essa história e me surpreendi, pois foi exatamente nessa semana, de 21/11 a 28/11 de 1982, que aconteceu essa maratona que irei contar para vocês. Tudo começou no domingo (21) com um clássico muito difícil contra o Santos no Morumbi. Naquela partida, fizemos um dos gols mais bonitos daquele ano, pela jogada incrível que criamos eu, Zenon e o Magrão (Sócrates), com ele marcando o gol da vitória. 0:00 / 0:00 Estávamos na reta final do segundo turno e em primeiro lugar, com o São Paulo na cola, buscando acabar o campeonato sem final, já que havíamos sido campeões do primeiro turno. O Santos de 1982 estava numa fase de transição e oscilava demais, mas era muito competitivo, com uma forte marcação. Continua após a publicidade Já na segunda-feira (22), viajamos para Ribeirão Preto para enfrentar o ex-time do Magrão, ou seja, o Botafogo. Apesar de termos feito uma ótima partida, o desgaste do jogo anterior e da viagem apareceu nessa vitória por 4 a 2. 0:00 / 0:00 A partida foi no estádio Santa Cruz na terça-feira (23), às 21h30, e naquele jogo aconteceu uma invasão de campo pela torcida botafoguense, colocando em risco a integridade física dos jogadores. O duelo acabou alguns minutos antes dos 90 por questão de segurança. Nesse jogo, o Magrão fez dois gols e eu e o Zenon fechamos o resultado. Para o Botafogo, marcaram Anselmo e Betão. Acabando o jogo, fomos para o hotel descansar, pois logo cedo, na quarta-feira (24), viajaríamos de volta para São Paulo de ônibus, diretamente para a concentração, que em 1982 era no Hotel Planalto, no centro da cidade, na avenida Casper Líbero. Continua após a publicidade Nosso terceiro adversário, em cinco dias, era o ótimo time do XV de Jaú, do saudoso treinador Cilinho. Num Pacaembu lotado, a quinta-feira (24) foi de festa para a Fiel, que viu nosso time dar um verdadeiro show de bola. 0:00 / 0:00 Já no primeiro tempo, fizemos três gols, dois meus e um do Wladimir. Vencemos por 3 a 1 e só sofremos um gol no final do jogo, marcado pelo Nereu. Finalmente, depois desse jogo, tivemos um dia a mais de distância para o próximo e conseguimos dar uma passada em casa e treinar um pouco na sexta-feira (25). No domingo (28), entramos novamente em campo em um dos grandes públicos do Pacaembu daquela época. Continua após a publicidade Fizemos outra grande partida, mas que foi muito difícil, pois a Ferroviária, em 82, tinha um ótimo time e fez um grande campeonato. 0:00 / 0:00 Há um detalhe interessante nesse dia, porque foi depois do jogo, no domingo à noite, que fomos ao show da Rita Lee, quando eu, o Magrão e o Wladimir subimos no palco, demos uma camisa para ela e cantamos juntos a música "Vote em Mim". Estava muito calor e, para ganharmos esse jogo, tivemos de superar o grande desgaste físico após toda essa maratona de jogos e viagens. Vencemos por 3 a 1, com dois gols meus e um do Wladimir; para a Ferroviária, marcou o ponta-esquerda Bozó. A dificuldade foi grande tanto que o primeiro tempo terminou em 1 a 1 e só fomos deslanchar mesmo depois de uns minutos do segundo tempo. Continua após a publicidade Portanto, às vezes, nos anos 80, também aconteciam esses acúmulos de jogos, mesmo existindo apenas o campeonato Estadual e o Brasileiro, e só dois times disputavam a Libertadores. Fizemos quatro jogos em 7 dias praticamente com a mesma escalação: Sollito; Alfinete, Mauro, Daniel Gonzales e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon; Ataliba (Eduardo), Casagrande e Biro-Biro (Magi). Técnico: Mário Travaglini. Claro que eram outros tempos e os jogadores queriam entrar em campo sempre; ninguém reclamava da dificuldade do calendário. O futebol era mais romântico, ninguém ganhava fortunas e os jogadores ficavam muitos anos no mesmo clube. Não é uma crítica aos dias de hoje, e sim um destaque às diferenças das épocas. Essa foi a história daquela semana de novembro de 1982, quando fizemos 11 gols e tomamos apenas 4 nessa sequência de quatro jogos em 7 dias. Claro que vale esclarecer que o futebol dos anos 80 era um pouco menos intenso e físico. Predominava mais a parte técnica, mas o time do Corinthians tinha uma intensidade acima do que era utilizada pelos times da época. Já marcávamos pressão e tínhamos muita movimentação do meio para frente. Continua após a publicidade Espero que gostem dessas histórias de hoje. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora 'A encomenda saiu para entrega': como suas compras online chegam de avião Mãe de Mel Maia morre aos 53 anos no Rio de Janeiro Celulares iPhone, Samsung e Motorola têm até 40% off na Black Friday Sem Bolsonaro, Tarcísio terá que escolher entre quatro caminhos para 2026 Britânico desaparece no mar após cair de navio de cruzeiro na Espanha