🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Sao Paulo

Principal

Motivo: O artigo foca na crise interna do São Paulo e nas ações da oposição contra a presidência, com tom crítico à gestão.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

São Paulo Julio Casares Marcio Carlomagno Mara Casares Douglas Schwartzmann Harry Massis Júnior Rita de Cássia Adriana Prado

Conteúdo Original

Esporte Oposição articula destituição de Julio Casares após escândalo de camarote Valentin Furlan Colaboração para o UOL 16/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Julio Casares, presidente do São Paulo Imagem: BRUNO ESCOLASTICO/ESTADÃO CONTEÚDO A oposição do São Paulo articula a abertura de um pedido de destituição do presidente do clube, Julio Casares. O processo é considerado complexo por opositores. Destituição em pauta O UOL apurou que a decisão foi tomada na noite desta segunda-feira, em uma reunião com membros e líderes da oposição. O grupo STP (Salve o Tricolor Paulista) e outros independentes preparam a documentação para iniciar o processo — que ainda depende das 50 assinaturas. A oposição é composta por 55 conselheiros — cinco a mais que a quantidade necessária de assinaturas. Por isso, membros da oposição avaliam à reportagem que a abertura do procedimento não será problema, e sim a aprovação em 171 dos 255 conselheiros (dois terços) na casa. Reinaldo Azevedo 'Ratinho-Zema' e a volta do papo-furado Juca Kfouri O mau desempenho dos técnicos sul-americanos José Paulo Kupfer Prévia do PIB cai e mostra economia ladeira abaixo Milly Lacombe Por que gosto do dinizismo mesmo quando me dilacera A ação não envolverá o vice-presidente, Harry Massis Júnior, empresário de 80 anos. Massis está no cargo desde o início da gestão, em 2021, é sócio do clube há 61 anos e assumiria a cadeira em eventual caso de destituição. Classificação e jogos Brasileirão Como o UOL revelou, a oposição pensava em um pedido de afastamento temporário de Casares e Marcio Carlomagno, mas mudou de rota na reunião da noite de ontem. A avaliação é de necessidade de uma medida 'direta' ao mandatário, em meio ao turbilhão político que vive a gestão. Os motivos elencados no pedido são por 'administração temerária', sustentada sobre os seguintes argumentos: sucessivo descumprimento do orçamento (alta dívida do clube acima dos R$ 968,2 milhões no fim de 2024); suposta venda de jogadores abaixo do valor de mercado nas últimas janelas; suposta comercialização ilegal de ingressos por dois diretores do clube. Passo a passo para eventual destituição Fontes ouvidas avaliaram que as assinaturas correspondem à parte mais simples do processo e que o principal entrave para a aprovação do pedido seria a votação no Conselho Deliberativo, ainda favorável ao presidente Casares. Pedido de reunião extraordinária. O Conselho Deliberativo pode se reunir extraordinariamente para tratar da destituição, desde que a matéria conste na ordem do dia, por convocação do presidente do Conselho (ou substituto legal) ou por requerimento escrito de ao menos 50 conselheiros (art. 63, alíneas "a" e "b"); Prazo para convocação pelo presidente do Conselho. Caso o pedido seja feito por conselheiros, o presidente do Conselho Deliberativo tem até 30 dias para convocar a reunião junto à Comissão de Ética. A omissão gera punição prevista no Regimento Interno (art. 63, alínea "b"); Convocação pelo vice-presidente do Conselho. Se o presidente do Conselho não convocar a reunião no prazo, o vice-presidente do Conselho Deliberativo deve fazê-lo em até 15 dias subsequentes, também sob pena de punição (art. 63, alínea "b"); Convocação pelo conselheiro mais antigo. Persistindo a omissão, a reunião deverá ser convocada e presidida pelo conselheiro signatário do requerimento com a matrícula associativa mais antiga, respeitadas as formalidades estatutárias (art. 63, alínea "b"); Quórum para destituição no Conselho. O presidente eleito somente poderá ser destituído com o voto favorável de pelo menos dois terços da totalidade dos membros do Conselho Deliberativo (art. 112); Afastamento e Assembleia Geral. Aprovada a destituição pelo Conselho Deliberativo, e não havendo renúncia, o presidente do Conselho Deliberativo deve convocar a Assembleia Geral em até 30 dias para ratificação, permanecendo o presidente eleito afastado até a deliberação da Assembleia (art. 112, §1º); Possibilidade de retorno ao cargo. Se a Assembleia Geral não ratificar a destituição, o presidente eleito reassume suas funções (art. 112, §1º); Assunção do vice-presidente. Deliberada a destituição pelo Conselho Deliberativo, o vice-presidente assume a presidência, salvo se o processo for proposto contra ambos conjuntamente (art. 112, §2º). Continua após a publicidade Entenda o caso O caso veio à tona após a divulgação de um áudio, revelado pelo ge , em que Douglas Schwartzmann, diretor adjunto da base, conversa com Mara Casares — ex-esposa do presidente Julio Casares e então diretora feminina, cultural e de eventos do clube — sobre a comercialização de ingressos de um camarote para o show da cantora Shakira, realizado em fevereiro. Ambos foram afastados de suas funções. No conteúdo do áudio, Schwartzmann reconhece que a operação teria ocorrido de forma clandestina , afirma que Márcio Carlomagno — superintendente geral do clube no CT da Barra Funda, considerado internamente o "braço direito" de Julio Casares e nome forte da situação política para a eleição presidencial de 2026 — tinha conhecimento dos fatos e demonstra preocupação com possíveis punições e desgastes políticos dentro do clube. O camarote envolvido é o 3A, localizado no setor leste do estádio e registrado nos sistemas internos como "sala da presidência". De acordo com as apurações, Mara Casares teria recebido de Carlomagno o direito de uso do espaço e repassado o camarote para exploração comercial no show. A venda dos ingressos ficou sob responsabilidade de Rita de Cássia Adriana Prado, que teria arrecadado cerca de R$ 132 mil, com entradas comercializadas por valores de até R$ 2.100. A situação avançou para a esfera judicial depois que Rita de Cássia acionou uma empresa parceira, alegando apropriação indevida de ingressos sem o devido pagamento. Com o registro de Boletim de Ocorrência e a abertura de processo, Douglas Schwartzmann e Mara Casares teriam passado a pressioná-la para retirar a ação. Em contato com o UOL , Schwartzmann negou todas as acusações . O diretor afirmou que sua atuação foi pontual, que teve como único objetivo tentar evitar que um conflito entre particulares causasse desgaste institucional ao São Paulo e ter optado por um afastamento temporário para que as apurações ocorram com tranquilidade. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Mais rica do mundo, Copa do Brasil paga 400% mais que FA Cup ao campeão Mentiu para a seguradora? Nova lei endurece regras e pode cortar cobertura Grill da Oster faz hambúrguer, carne e espetinho por R$ 150; confira teste Invasão chinesa: de BYD a GWM, vendas de marcas do país asiático disparam Prêmio UOL Carros 2025 reúne e premia o melhor do automobilismo