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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Você sabia que jogadores de futebol estão sendo assassinados no Equador? Alicia Klein Colunista do UOL 23/10/2025 13h18 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Carregando player de áudio Ler resumo da notícia É possível que você saiba detalhes sobre a saga Endrick x Real Madrid. Que tenha lido alguma coisa sobre o roubo ao Louvre. Ou ouvido algo sobre a última barbaridade de Donald Trump. Mas o que você sabe sobre nossos vizinhos? Sobre o que está acontecendo aqui ao lado, no futebol equatoriano? Sabia que um ex-atleta do Santos sofreu uma tentativa de assassinato, que foi apenas uma de cinco — pelo menos — sofridas por jogadores naquele país? Eu não sabia. E eu vivo disso. Nosso interesse pelos Estados Unidos e Europa caminha de mãos dadas com a ignorância sobre nosso próprio continente. Daniela Lima Lula arroja para projetar poder em momento crucial Sakamoto Flávio imita Eduardo e comete traição Nelson de Sá Plano chinês é vencer a guerra tecnológica José Paulo Kupfer Bolhas mantêm mercado financeiro em suspense Felizmente, ainda há quem peleje na busca incansável pelos fatos e as histórias que também importam, e muito. Reproduzo aqui o trecho inicial de uma newsletter do Puntero Izquiero, que vocês podem assinar no Substack . Agradeço publicamente a generosidade dos colegas em permitir a divulgação nesta coluna. Precisamos de mais textos como este. O FUTEBOL SANGRA E MORRE NO EQUADOR Jogadores assassinados e ameaças crescentes expõem o futebol equatoriano à violência e suspeitas de manipulação de resultados Na manhã da última quinta-feira, o atacante equatoriano Bryan Angulo, ex-Santos e atualmente na LDU?Portoviejo, da segunda divisão do Equador, chegava em carro para mais um dia de treino em Portoviejo (província de Manabí). Junto a alguns companheiros de equipe, o clima dentro do veículo era de descontração até homens do lado de fora abrirem fogo contra o automóvel que levava os jogadores. Angulo foi baleado e segundo comunicado do clube, prontamente hospitalizado. Segundo os boletins médicos mais recentes, o estado de saúde do jogador é considerado estável. No mesmo texto, o clube alertou que vários de seus jogadores foram ameaçados previamente à partida marcada para o dia seguinte contra o Búhos ULVR, na disputa pelo acesso à primeira divisão equatoriana. Continua após a publicidade Infelizmente este incidente não é um caso isolado. Segundo a imprensa do país, outros quatro ataques contra jogadores de futebol foram registrados neste ano. No dia 11 de setembro, um ataque armado em Manta, cidade na costa do Equador com forte presença de rotas de tráfico, deixou quatro mortos, entre eles o jogador de 23 anos Maicol Valencia, do time Exapromo Costa F.C. (segunda divisão). Ele havia sido apresentado ao clube no mesmo dia do assassinato. Segundo a polícia, homens armados usando uniformes que imitavam policiais invadiram o hotel onde as vítimas estavam hospedadas. Além de Valencia, outro jogador do clube ficou ferido. A motivação desse atentado ainda não foi oficialmente esclarecida, mas o modus operandi levanta indícios de execução ou retaliação em contexto de crime organizado. Pouco mais de uma semana depois, na noite de 19 de setembro, Harold Jonathan "Speedy" González, 31 anos, foi assassinado dentro de sua própria casa em Esmeraldas, província que o formou e onde ainda mantinha laços familiares e comunitários. Testemunhas e reportagens locais explicaram que homens armados invadiram a residência durante uma reunião e dispararam contra todos os presentes. Além de González, outras pessoas morreram ou ficaram feridas no episódio. Nas horas e dias seguintes, circulou a informação de que o jogador já havia sofrido ameaças e que, semanas antes, seu carro havia sido alvejado, indícios que, para colegas e dirigentes, transformam o crime em algo mais do que um episódio isolado de violência urbana. Para o futebol equatoriano, esses episódios representam são sintomáticos da escalada da violência no país. Em outubro deste ano, o jornal espanhol El?País reportou que o Equador sofreu uma sucessão de ataques com explosivos em um curto período: por exemplo, um carro-bomba em Guayaquil que deixou um morto e mais de 20 feridos, além de outros atentados em rodovias entre Guayaquil e Cuenca. O governo atribuiu os eventos a grupos criminosos como a facção Los?Lobos, em resposta aos recentes operativos estatais. Continue lendo aqui e apoie quem se importa com a América do Sul. Continua após a publicidade Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 95 milhões; veja dezenas sorteadas STF forma maioria para permitir nomeação de parentes em cargos políticos O que faz algumas pessoas morderem parte de dentro da boca com frequência? Sete apostas acertam Lotofácil e ganham R$ 1,3 milhão; veja números Após mais de 50 dias internado, morre jovem que bebeu gim com metanol em SP