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Em entrevista na zona mista após a aprovação da venda da SAF, Mário Junqueira , empresário e presidente da Almirante Participações (empresa que lidera o processo de aquisição da SAF do Vasco da Gama em parceria com Marcos Lamacchia ), detalhou os próximos passos da gestão do clube.
Na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada nesta sexta-feira (23), os sócios estatutários aprovaram parte da transferência do controle do futebol cruz-maltino para o grupo investidor.
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A votação também chancelou a alteração no Estatuto Social do clube para reduzir a fatia mínima do associativo de 20% para 10%, permitindo a alienação de 90% das ações. O avanço marca a transição definitiva após o encerramento do vínculo com a 777 Partners, ficando a conclusão do negócio sujeita às aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf).
Ao ser questionado sobre o significado do momento histórico e a emoção de se tornar um dos proprietários do futebol do clube, Mário destacou a gratidão ao presidente Pedrinho e reafirmou a dimensão do projeto.
— Boa noite a todos. É muita emoção, né? Foi um processo bastante longo nisso aí. E a gente deve isso muito ao Pedrinho. Presidente de seriedade e de competência. Eu queria deixar aqui o meu agradecimento a ele, porque realmente foi muito importante, além de outras pessoas do Vasco da Gama. E nós estamos, como eu sempre falei, no maior projeto de futebol da América do Sul — iniciou Mário.
Sobre o planejamento prático, investimentos em contratações de peso e melhorias na estrutura de base do clube, o dirigente explicou o critério de tomada de decisões da nova gestão.
— O projeto ainda está em formação nesse aspecto. Eu sempre digo: o dinheiro é necessário, mas ele não é suficiente. Eu preciso de pessoas técnicas, um corpo diretivo e um corpo técnico muito bom. É com eles que eu vou decidir esse tipo de coisa; não sou eu que vou falar "jogador X" ou "Y", é o corpo do Vasco, técnico, que vai decidir essa coisa. E, claro, vai ter investimento em CT, vai ter investimento principalmente na base, que a gente precisa melhorar a base, né, no sentido de dar mais infraestrutura para a base. Tudo isso está nos nossos planos. Especificamente nomes eu não tenho, tá? Mas vão ser decididos com o corpo diretivo e técnico do Vasco da Gama — afirmou.
Ao abordar o andamento dos processos de fiscalização e aprovação junto ao CADE e à agência reguladora da CBF, o executivo demonstrou tranquilidade quanto aos trâmites legais.
— Isso são processos, né, que estão em andamento. O CADE foi agora recentemente. Eu acho até que tem um overlap entre ele e a RES, pelas mesmas questões, né? Mas eu estou muito tranquilo. O Almirante, do Marcos Lamacchia e minha, e nós fomos separados de qualquer outro clube, e nós estamos tranquilos de que nós somos Vasco da Gama. Eu já falei que eu vou provar isso na época. Quando a gente jogar contra o Palmeiras, nós vamos ganhar deles — ressaltou.
Indagado sobre a divisão de papéis entre ele e Marcos Lamacchia na condução dos trabalhos e na liderança da SAF do Vasco, o empresário detalhou as atribuições de cada sócio.
— O Marcos é um investidor com um aporte financeiro maior. Eu, que já sou amigo dele há muito tempo, há muitos anos, ele me convidou para participar mais diretamente da administração dessa SAF. E é isso que eu vou fazer: me apresentar a vocês sempre como presidente, e as questões diretivas vão ser discutidas com o meu sócio, mas eu vou estar mais à frente nas decisões, junto com o corpo técnico do Vasco da Gama — finalizou .
Ao ser questionado sobre o modelo de gestão executiva e o apoio político no clube, Mário explicou sua posição, revelou a presença de um CEO e destacou o papel de Pedrinho na condução do processo.
— Nós vamos ter até um CEO, mas eu vou ser o homem da associação, do Almirante, que vai estar interagindo com esse pessoal mais executivo da empresa. Isso foi algo muito importante. Eu fiz um pedido especial; o Marcos também fez. O Pedrinho é um homem corajoso; ele conseguiu fazer com que o Vasco da Gama, né, retirasse a 777 do processo. E ele é um homem de seriedade. Não tem nada contra o Pedrinho; o Pedrinho é sério. E ele foi muito importante nesse processo — iniciou Mário.
Sobre o planejamento de longo prazo, a busca por títulos e as perspectivas para 2027, o dirigente adotou um tom cauteloso, mas reforçou a ambição de mudar o patamar da equipe.
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— Eu gostaria, mas eu não posso prometer. O que eu posso prometer é trabalho, reestruturação, né, uma equipe mais forte para que a gente possa realmente disputar. Eu acredito que, ao longo dos anos, a gente chegue lá, entendeu? O que eu posso hipotecar é que nós vamos fazer muito esforço, muito trabalho para que o Vasco seja um time competitivo e que possa eventualmente chegar às finais. Quase chegamos agora, né? Vai ser muito diferente (2027). Esse negócio de zona de rebaixamento eu não quero não; nós vamos lá para cima. É isso que eu quero — afirmou.
Ao abordar a atuação diária de Pedrinho no futebol da SAF e a permanência de nomes da comissão técnica, como Adima, o executivo detalhou a influência do ex-jogador e confirmou a continuidade de Ademar nos trabalhos.
— Nós temos o Pedrinho como um grande conselheiro e sócio. Porque o Vasco da Gama é sócio da SAF com 10%. E é um homem que entende de futebol muito. Então, ele vai ter uma participação ativa conosco no conselho da SAF, eventualmente, e também como um grande conselheiro para essas definições que vocês hoje me perguntam, que ainda não estão determinadas, mas ele vai ter voz sim para nos ajudar nisso aí. — finalizou.