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Futebol MP denuncia vice do Corinthians por retirada de materiais da Nike Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 03/06/2026 21h10 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians Imagem: Livia Camillo/UOL Esporte O Ministério Público de São Paulo denunciou Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, por supostos crimes relacionados à retirada de materiais esportivos do clube. A acusação tem como base uma auditoria interna e investigações que vinham sendo conduzidas desde 2025. Segundo a denúncia, à qual o UOL teve acesso, os fatos teriam ocorrido entre junho e outubro do ano passado nos almoxarifados do Parque São Jorge e do Centro de Treinamento. O documento afirma que o dirigente utilizou seu acesso ao sistema do clube para retirar itens fornecidos pela Nike. O caso faz parte de uma investigação mais ampla sobre o controle de materiais no Corinthians, acompanhada pelo Ministério Público há mais de um ano. Em maio deste ano, o órgão decidiu manter as apurações mesmo após a Polícia Civil concluir que não havia provas suficientes para apontar a ocorrência de crime naquele momento. Josias de Souza Lula quer conversar com Trump Alexandre Borges Dark Horse: produtora sabe muito e de muita gente Milly Lacombe Patrocínio põe Corinthians em colisão com hipócritas Alicia Klein Suspensão de Paulinho mostra problema do STJD Auditoria deu origem à investigação A apuração teve início a partir de uma auditoria interna solicitada pela própria diretoria do Corinthians. O trabalho analisou o fluxo de entrada e saída de materiais esportivos nos almoxarifados do clube. Reportagens do UOL mostraram, à época, que o relatório apontou falhas na gestão e levantou questionamentos sobre o controle de estoque. Entre os problemas identificados estavam a distribuição irregular de produtos e inconsistências nos registros internos. O documento analisado pelas autoridades também indicou dificuldades no controle dos materiais fornecidos pela Nike. Foram apontadas falhas de registro e ausência de padronização nos procedimentos adotados pelo clube. Como revelou o UOL, o Corinthians ultrapassou a cota de materiais prevista em contrato e, ainda assim, registrava falta de uniformes em setores como as categorias de base. O mesmo relatório apontou a existência de notas fiscais que não haviam sido lançadas no sistema interno, comprometendo o controle contábil e a rastreabilidade dos produtos. A denúncia apresentada pelo Ministério Público menciona a retirada de 131 itens esportivos. A relação inclui camisas, agasalhos, calças, tênis e outros produtos fornecidos ao clube. Continua após a publicidade De acordo com o documento, essas movimentações estavam vinculadas ao nome do dirigente nos registros internos. O MP sustenta que parte dos materiais não teve destinação institucional comprovada. A acusação também cita uma tentativa de retirada de 19 camisas da NFL e a subtração de outras oito peças sem registro formal no sistema. Investigação teve divergência entre Polícia Civil e MP O caso foi alvo de interpretações distintas ao longo das apurações. Enquanto a Polícia Civil encerrou o inquérito sem apontar indícios suficientes de crime, o Ministério Público entendeu que ainda havia elementos a serem aprofundados. Conforme antecipou o UOL, o MP classificou o relatório policial como predominantemente descritivo e avaliou que permaneciam pendentes análises de documentos internos e a realização de novos depoimentos. A auditoria e o processo administrativo instaurado pelo Corinthians foram incorporados ao inquérito apenas na fase final da investigação policial. Esse material acabou se tornando uma das principais bases da denúncia apresentada agora. MP aponta coação de testemunhas Outro ponto incluído na denúncia é uma suposta tentativa de intimidação de pessoas envolvidas na auditoria. Segundo o Ministério Público, o dirigente enviou notificações extrajudiciais solicitando retratações sobre o conteúdo do relatório. Continua após a publicidade À época da auditoria, o UOL já havia mostrado que essas notificações foram encaminhadas a funcionários do clube , com pedidos de acesso às provas utilizadas na auditoria e menção à possibilidade de adoção de medidas judiciais. Para o MP, a conduta pode ter interferido no andamento das investigações. Por isso, o episódio foi incluído na denúncia sob a acusação de coação no curso do processo. Possíveis desdobramentos Na denúncia, o Ministério Público pede a abertura de ação penal contra o dirigente e a adoção de medidas cautelares. Entre os requerimentos estão o afastamento do cargo e restrições de acesso às dependências do clube durante a tramitação do processo. O órgão também solicitou uma perícia no sistema interno do Corinthians e o envio de informações à Receita Federal. A medida busca verificar possíveis irregularidades fiscais apontadas pela auditoria. Agora, caberá à Justiça decidir se aceita ou não a denúncia e instaura a ação penal. O caso poderá ganhar novos capítulos à medida que o processo avance e outras diligências sejam realizadas. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Liga das Nações: Brasil supera apagão e estreia com vitória sobre a Holanda Mulher de 37 anos que fingiu ter 12 segue presa e fará exame de sanidade Conmebol define as datas das oitavas de final da Libertadores; confira Líbano e Israel chegam a um acordo de cessar-fogo Conmebol define datas e horários da repescagem da Sul-Americana; veja