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Futebol São Paulo: Comissão ouve conselheiros envolvidos com áudio de camarote Do UOL, em São Paulo 11/03/2026 12h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Vista aérea do Morumbis, em São Paulo Imagem: Marlon Costa/AGIF A Comissão de Ética do São Paulo marcou para hoje uma audiência com Vinicius Pinotti e Fabio Mariz, conselheiros envolvidos na compra do áudio que deflagrou o caso do camarote 3A do Morumbis. Audiência marcada O UOL apurou que ambos serão ouvidos às 19h (de Brasília) desta quarta-feira. O comitê busca entender se houve de fato envolvimento da dupla por compra do áudio que deflagrou o escândalo do camarote 3A, no fim do ano passado. Um áudio subsequente, divulgado pelo R7, aponta que opositores do então presidente Julio Casares discutiram a aquisição da gravação por R$ 400 mil e a utilização do material para atingir a gestão tricolor. Segundo a publicação, a conversa indicaria ainda estratégias para justificar a origem do vazamento, incluindo hipóteses como simular assalto ou alegar invasão ao celular de uma das envolvidas. Daniela Lima Lula escolhe caminho mais difícil para Senado em SP Wálter Maierovitch Após ser sorteado, Toffoli sai pela tangente PVC Valverde faz gol de Pelé, e Real vence City Helio de La Peña Daniel Vorcaro, o rei do camarote 2.0 A audiência desta quarta-feira faz parte do processo interno aberto pelo clube para apurar as circunstâncias da obtenção e divulgação dos áudios que desencadearam o caso do camarote. Protagonista do caso, Rita de Cássia Adriana Prado teria vendido o áudio a Pinotti e Mariz, que faziam parte de um grupo de opositores a Julio Casares. O material envolve uma conversa telefônica entre dois diretores, Douglas Schwartzmann e Mara Casares, ex-esposa do então presidente, na qual ambos se referem ao camarote como clandestino e afirmam que o negócio não foi 'normal'. Após a divulgação, os dois pediram afastamento dos cargos. Segundo relatos do caso, houve registros de pagamentos e negociações envolvendo terceiros ligados a conselheiros do clube. Depois da venda do áudio, surgiram divergências sobre valores e sobre a estratégia de divulgação do material, e Adriana passou a mudar de posicionamento e adotar uma linha de defesa dos dirigentes. Paralelamente às apurações internas, o caso também avança na esfera criminal. Adriana compareceu à delegacia na semana passada, mas optou por permanecer em silêncio e não respondeu às perguntas. Ela chegou a desmaiar na saída . A investigação é conduzida pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e pela 3ª delegacia especializada em lavagem de dinheiro , em atuação conjunta com o Ministério Público, e apura, além do uso irregular de camarotes, suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção no clube social. Continua após a publicidade O São Paulo é tratado como vítima e ainda deve informar oficialmente o prejuízo financeiro estimado. Relembre o caso Schwartzmann e Mara Casares protagonizaram um áudio no qual falam de uma suposta comercialização ilegal de ingressos de um camarote para o show da cantora Shakira , que ocorreu em fevereiro do ano passado, no Morumbis. Ambos seguem afastados e alvos de sindicância interna. O nome do Marcio Carlomagno, considerado internamente o 'braço direito' de Casares , indicado pelo mandatário como superintendente geral do clube no CT da Barra Funda e até então principal nome da situação política para a eleição presidencial do clube em 2026, também foi citado no áudio. Douglas reconhece que a operação foi clandestina , afirma que Carlomagno tinha conhecimento dos fatos e demonstra preocupação com os reflexos internos no clube, incluindo o risco de punições e desgaste político para os envolvidos. O camarote envolvido é o 3A, localizado no setor leste do estádio e registrado nos sistemas internos como "sala da presidência". Continua após a publicidade Mara Casares teria recebido de Carlomagno o direito de uso do camarote 3A do estádio e repassado o espaço para exploração comercial no show de Shakira, em fevereiro. A venda dos ingressos ficou a cargo de Rita de Cássia Adriana Prado, que faturou cerca de R$ 132 mil com entradas de até R$ 2.100. O caso avançou para a esfera judicial após Adriana acionar uma empresa parceira por suposta apropriação de ingressos sem pagamento. Com o boletim de ocorrência e o processo em andamento, Douglas Schwartzmann e Mara passaram a pressioná-la para retirar a ação. O escândalo foi o que fomentou o afastamento dos diretores, alvos de auditorias interna e externa, bem como o processo de impeachment que culminou na renúncia de Casares à cadeira de presidente. Carlomagno acabou tendo demissão encaminhada dois dias depois de Harry Massis Júnior assumir a presidência do clube. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Lingard sobre Flaco comemorar do jeito que ele inventou: 'Pode me imitar' Flávio Bolsonaro agradece a Milei por 'asilo' a condenado pelo 8 de Janeiro Ceci Ribeiro diz ter se sentido desconfortável ao entrevistar Babu Cowboy e Jonas barram Ana Paula de sua Festa do Líder dupla no BBB Nunca a vida do Coritiba foi tão fácil em Itaquera