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Guarani anuncia Lucca, e Ponte Preta, em crise, paga um mês dos salários atrasados O goleiro Matheus Kayzer e o preparador físico Leonardo Cupertino entraram com ações contra a Ponte Preta pela falta de pagamentos ao longo de 2025. Juntos, os processos que correm no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região chegam a R$ 1 milhão em cobranças. + ge Ponte Preta no WhatsApp; clique aqui para seguir! A ação de Matheus Kayzer é no valor de R$ 439.338, sendo R$ 200 mil por danos morais devido às situações que os atrasos salariais causaram na vida do atleta. Ele também reivindica o que deixou de receber, incluindo FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), férias, 13º e multas. O goleiro chegou ao Majestoso em março e deixou o clube sem entrar em campo - era a terceira opção na posição, atrás de Diogo Silva e Pedro Rocha. 1 de 3
Matheus Kayzer durante aquecimento da Ponte Preta — Foto: Marcos Ribolli/ PontePress Matheus Kayzer durante aquecimento da Ponte Preta — Foto: Marcos Ribolli/ PontePress Já Leonardo Cupertino estava na Ponte desde o fim de 2024, quando substituiu Thiago Vegette. O preparador físico cobra R$ 587.036,65 do clube na Justiça, entre salários atrasados (seis meses), premiações e também danos morais, entre outras reivindicações. Cupertino saiu da Ponte após a Série C e foi contratado pelo Paysandu. Para 2026, a preparação física alvinegra ficará a cargo de Marco Alejandro, da comissão técnica de Marcelo Fernandes. 2 de 3
Léo Cupertino durante treino da Ponte — Foto: Marcos Ribolli Léo Cupertino durante treino da Ponte — Foto: Marcos Ribolli Outros profissionais já tinham entrado na Justiça contra a Ponte durante 2025 por causa das pendências financeiras, como, por exemplo, Maguinho, Jean Dias, Nilson Júnior, Everton Brito, Wanderson, Lucas Cândido, Jhonny Lucas e também Gustavo Vintecinco. Nos casos de Jean Dias, Everton Brito e Wanderson, eles conseguiram a rescisão contratual por decisão da Justiça diante dos atrasos salariais. Em nota divulgada no dia 20, quando comunicou a suspensão das atividades até que as dívidas sejam regularizadas, o elenco disse que, em alguns casos, os atrasos chegam a sete meses. Na última quarta-feira, 24 de dezembro, a diretoria depositou o pagamento de um mês dos salários atrasados para a maioria dos atletas - integrantes da comissão técnica, do departamento de futebol (até oito meses) e funcionários do clube (sem o pagamento de novembro e também do 13º) não receberam. 3 de 3
Elenco da Ponte paralisou as atividades por falta de pagamento — Foto: Marcos Ribolli/ PontePress Elenco da Ponte paralisou as atividades por falta de pagamento — Foto: Marcos Ribolli/ PontePress A comissão técnica e o departamento de futebol da Ponte colocaram o dia 2 de janeiro como data para retomar a pré-temporada. Segundo apurou a reportagem do ge - antes do Natal - com pessoas ligadas aos jogadores, a ideia do grupo era, caso novos pagamentos não fossem realizados até lá, se reapresentar justamente em 2 de janeiro. + CLIQUE AQUI e leia mais sobre a Ponte Diante do cenário de incertezas, o elenco da Ponte já sofreu seis baixas recentes, com as saídas do zagueiro Wallace, do lateral-direito Gabriel Inocêncio, do lateral-esquerdo Kevyn, dos volantes Léo Oliveira e Luiz Felipe e do atacante Diego Tavares durante a pré-temporada. Desses, Wallace e Inocêncio tinham sido contratados para 2026, mas preferiram deixar o clube em meio à crise financeira.