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Ontem a contabilidade do futebol brasileiro voltou a falar alto: as dívidas dos clubes atingiram 17,3 bilhões de reais em 2025, e três gigantes puxaram a fila — Atlético-MG, Botafogo e Corinthians. No topo dessa lista, o Botafogo aparece entre os endividados, um lembrete de que gestão financeira é assunto tão decisivo quanto a bola em campo [ ]. O estudo Convocados 2026, citado pela reportagem, aponta que 43% do endividamento total vem de três clubes tradicionais: Atlético-MG, Botafogo e Corinthians, com Botafogo figurando entre as situações em que o endividamento cresce em função de contratações e de investimentos em arenas. Grafietti aponta: "O exemplo do Botafogo mostra uma série de situações que fomos postergando no processo das SAFs: feito às pressas, com decisões questionáveis que se empilharam até estourar essa bomba de agora" [ ]. Segundo o relatório, o peso dos gastos com infraestrutura, como construção de arenas, aparece entre as principais causas de endividamento de Botafogo e de outros grandes do futebol, enquanto custos operacionais e salários continuam pressionando o caixa. "Gastos acima da capacidade real de geração de caixa, inflação salarial de elencos e contratações de atletas sem o devido lastro financeiro" compõem o retrato de asfixia financeira, que também envolve o Corinthians e o Atlético-MG; a comparação entre esses casos ajuda a entender o ciclo vicioso. [ ]. Em síntese, o texto lembra que um título ou uma temporada vitoriosa não resolve o problema estrutural de geração de receitas, e que a gestão de SAFs precisa equilibrar ambição esportiva e responsabilidade financeira — lição que Botafogo, Atlético-MG e Corinthians parecem ainda estar aprendendo. [ ].