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Futebol São Paulo: Olten discute com Massis e pede reprovação das contas de 2025 Gabriel Sá Colaboração para o UOL 26/03/2026 11h18 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Olten Ayres de Abreu Jr, presidente do conselho deliberativo do São Paulo Imagem: Divulgação/São Paulo FC Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, se posicionou de maneira contraria à aprovação do balanço financeiro de 2025, o último da gestão Julio Casares. A reunião da última quarta-feira (25) foi marcada por tensão nos bastidores e a tendência é de reprovação das contas. A votação foi iniciada às 22h (de Brasília) e segue até 17h desta quinta-feira, com participação de 254 conselheiros. O quórum necessário é de maioria simples, e os votos são abertos. Discussão com Massis Fontes ouvidas pelo UOL presentes na reunião confirmaram que Olten Ayres teve uma pequena discussão com Harry Massis Júnior, presidente do São Paulo. Durante o episódio, Massis alertou sobre a necessidade de aprovação das contas para evitar riscos institucionais e financeiros ao São Paulo, pedindo apoio ao tema. Letícia Casado PL define grupo de Michelle no palanque do DF Casagrande Romário e suas tentativas de censurar quem o critica Amanda Klein STF pode derrubar decisão de prorrogar CPMI do INSS Mônica Bergamo Para Faria Lima, prisão de Vorcaro é desproporcional Pelos relatos colhidos pela reportagem, Olten Ayres, por sua vez, respondeu que enquanto Marcelo Pupo, considerado braço direito de Massis na gestão, estiver "no caminho", não ajudará o presidente em nenhuma pauta. Marcelo Pupo não esteve presente na reunião. Procurado pela reportagem do UOL , Olten esclarece que, de fato, se posicionou de forma contrária à aprovação do balanço na reunião, por entender que "o tema exige maior aprofundamento e análise criteriosa, em linha com as melhores práticas de governança". Sobre eventuais desentendimentos, Olten nega qualquer discussão ou divergência pessoal com o presidente Harry Massis durante o encontro, e afirma que "o ambiente da reunião transcorreu dentro da normalidade institucional, com debates próprios de um órgão colegiado". Por fim, o presidente do Conselho informa que, a pedido do presidente, "foi agendada para o dia 06/04 uma nova reunião para deliberação de contratos relevantes, desde que estes estejam acompanhados dos respectivos relatórios de compliance do clube, reforçando o compromisso com transparência e responsabilidade na tomada de decisões". Ainda segundo relatos, Massis reforçou aos conselheiros que uma eventual reprovação poderia trazer consequências graves, como o fechamento de linhas de crédito, a liquidação antecipada de financiamentos e até a perda de parcelamentos tributários. O cenário, no entanto, foi classificado como "exagerado" e "pra assustar" por conselheiros favoráveis à reprovação ouvidos pela reportagem. Rejeição ganhou força Diversos grupos políticos do São Paulo marcaram reunião emergencial após a reunião extraordinária do Conselho Deliberativo e mudaram seu posicionamento, recomendando a rejeição das contas. Continua após a publicidade Apesar do balanço apresentar um superávit de R$ 56,8 milhões, sendo impulsionado por arrecadação recorde próxima de R$ 1 bilhão, o principal ponto de divergência é a falta de explicações sobre saques realizados pela gestão anterior. Durante a apresentação conduzida por Sérgio Pimenta, diretor financeiro do clube, foi informado que o departamento identificou R$ 11 milhões em saques ligados à antiga presidência de Julio Casares. Desse total, R$ 4 milhões possuem justificativas detalhadas, como despesas com arbitragem e premiações. Por outro lado, R$ 6,95 milhões foram classificados como "fundo promocional da presidência", sem documentação ou explicação clara sobre o destino dos recursos, o que gerou forte incômodo entre conselheiros. Na reunião, apenas os conselheiros Jaime Franco e Leandro Alvarenga defenderam a aprovação das contas no púlpito. Pivôs de polêmicas recentes no clube, o ex-presidente Julio Casares, o ex-diretor social Antônio Donizete Gonçalves, o Dedé, e o ex-diretor adjunto da base Douglas Schwartzmann não estiveram presentes. Olten ganha força? Fontes ouvidas pelo UOL afirmam que uma eventual rejeição das contas representaria um grande baque à gestão de Harry Massis, que cumpre mandato até o final do ano. Pensando na eleição presidencial que ocorre em novembro, a leitura interna é que a votação mistura discussões orçamentárias e políticas, e que Olten Ayres "voltaria ao jogo" em uma eventual disputa à presidência do clube no próximo triênio. Até o momento, nenhum conselheiro oficializou campanha para a presidência do São Paulo no próximo triênio. Nos bastidores, nomes como Vinícius Pinotti e Adilson Alves Martins ganham força para a disputa. 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