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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Oscar foi gigante como esportista e também como pessoa Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 17/04/2026 18h14 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Oscar Schmidt fez mais de mil pontos na carreira Imagem: David Madison/Getty Images Conheci o Oscar há muitos anos, lá nos anos 80, quando eu acompanhava de perto o basquete do Corinthians. Mas gostava muito dos duelos entre Monte Líbano x Sírio, que eram duas grandes equipes do basquete brasileiro. Era um fã incondicional da seleção brasileira de basquete, porque tinha muitos ídolos naquele time e, ainda, um primo distante, mas parceiro. O Adilson, irmão do zagueiro Ditão, era meu primo e, junto com ele, uma legião de caras de quem eu curtia muito: Marquinhos, Ubiratan, Carioquinha, Hélio Rubens, Paulinho Villas Boas, Israel e muitos outros, além, obviamente, de Marcel e Oscar, a grande dupla da jogada "ponte aérea". Já o conhecia antes de ele saber quem eu era, mas, quando virei profissional do futebol, nos encontramos num voo para a Itália, porque, na mesma época em que eu jogava no Ascoli e depois no Torino, ele jogava no Caserta. Juca Kfouri Jamais houve um cestinha como Mão Santa no Brasil Casagrande Oscar foi gigante como pessoa e como esportista Sakamoto Fim do 6x1 virou tsunami eleitoral Josias de Souza Ex-chefe do BRB oscila entre neurose e psicose Além dele, também cruzava, às vezes, nessas viagens, com Marcel e o Israel, que jogavam no Fabriano, e vários outros atletas que atuavam na Itália naquela época. As jogadoras de vôlei Isabel, Fernanda, Heloísa, Ivonete e Dulce, que também jogava vôlei no Ascoli... enfim, éramos uma turma. Em 1987, quando o Brasil fez a proeza de ser o primeiro time a ganhar dos Estados Unidos na terra do Tio Sam, ficando com a medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, eu assisti a esse jogo da minha casa, em Ascoli Piceno, e vibrei muito com aquilo. Aqui em São Paulo, no tempo em que morei em Alphaville, meus filhos jogavam futebol no clube aos sábados pela manhã, e o Oscar estava sempre jogando também. Sempre muito gentil, educado, solícito e de fácil acesso. Tive muitas boas conversas com Oscar Imagem: Arquivo pessoal Conversamos diversas vezes, mas a última foi no meu podcast "Casão Pod Tudo", em 2025, e foi um barato a nossa troca de ideias. Quando falei que havia jogado basquete no colégio e que gostava do esporte, ele ficou surpreso e muito feliz. Continua após a publicidade Falamos muito sobre Magic Johnson, Kareem Abdul-Jabbar, Larry Bird, Michael Jordan e tantos outros caras que tínhamos admiração. Um cara bacana de se ter como amigo, muito bom de papo, inclusive sobre futebol. Me contou sobre seu começo no Palmeiras e como conheceu sua esposa, Maria Cristina Victorino, que sempre esteve ao seu lado em todos os momentos, principalmente neste dia muito triste para todos. Bom, Oscar, foi uma grande honra e um grande prazer ter te conhecido, conversado com você, principalmente porque você era um cara legal e genial no seu esporte. Suas marcas são eternas, assim como a sua simpatia. Boa viagem, Oscar. Beijo, obrigado por tudo que fez pelo esporte brasileiro. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Lei de SP fará PM envolvida em morte de mulher receber aumento de salário Por unanimidade, STF derruba lei que proíbe cotas em universidades de SC 'Safado estava sem cueca': peguei o barbeiro com meu namorado ao lado Família faz funeral de Oscar Schmidt, agradece carinho e pede privacidade BBB 26 - Enquete UOL: quem você quer eliminar no último Paredão?