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Análise dos Times

Motivo: O artigo foca na investigação criminal envolvendo o clube e suspeitas de desvio de dinheiro público, apresentando o time como centro de uma suposta fraude.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Copa do Brasil Polícia Civil Tocantinópolis Tocantinópolis Esporte Clube Prefeitura de Tocantinópolis Leandro Pereira Fabion Gomes TCE/TO Coaf

Conteúdo Original

Operação investiga repasses da Prefeitura de Tocantinópolis para equipe de futebol Repasses recebidos pelo Tocantinópolis estão sendo investigados pela Polícia Civil do Tocantins por suspeita de desvio de recursos públicos. Segundo a investigação, o time tocantinense, que chegou à 3ª fase da Copa do Brasil em 2022, recebeu mais de R$ 5,1 milhões do município desde 2009. Na manhã desta quinta-feira (12), a Operação 2º Tempo cumpriu oito mandados de busca e apreensão em Tocantinópolis, no Bico do Papagaio. Entre os alvos estão o presidente do TEC, Leandro Pereira, e o prefeito Fabion Gomes (PL). Também foram feitas buscas na sede do clube, em secretarias do município e no gabinete do prefeito. Segundo a polícia, a operação tem o objetivo de desarticular um suposto esquema de o desvio de recursos públicos do município de Tocantinópolis. A ação é realizada pela 1ª Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Deic). O esquema é investigado pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. 1 de 1 Estádio Ribeirão, em Tocantinópolis — Foto: Gustavo Cavalcante Estádio Ribeirão, em Tocantinópolis — Foto: Gustavo Cavalcante O presidente do Tocantinópolis, Leandro Pereira informou, que o clube não tem convênio e não recebe repasses da prefeitura desde que assumiu a presidência em janeiro de 2025 (veja posicionamento abaixo). O Tocantinópolis Esporte Clube ainda não se manifestou. O prefeito Fabion Gomes (PL) informou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que os pagamentos ao time foram cancelados durante sua gestão por ordem judicial, mas os repasses de gestões anteriores foram feitos com base em uma legislação do município. Entenda o esquema Segundo a polícia, o fluxo de repasses investigado ocorre de forma contínua desde 2009, estendendo-se até 2024. As irregularidades eram de conhecimento das autoridades desde 2007, quando o TCE/TO julgou irregular a prestação de contas daquele ano devido à ausência de autorização legal para as transferências. As apurações da Polícia Civil foram fundamentadas em relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A investigação apontou que desvio de verbas era estruturado em três eixos principais: Repasses irregulares: Gestores municipais autorizavam a transferência de recursos públicos ao clube, ignorando decisões do Tribunal de Contas do Estado (TCE/TO) que já haviam apontado a ilegalidade de tais atos. Entidade de fachada: Para a polícia, o clube era utilizado como uma estrutura de fachada, com a falsificação de documentos, como atas e recibos, para simular a legalidade das transferências, que não possuíam relação com o interesse público ou atividades esportivas reais. Lavagem de dinheiro: Após chegarem às contas do clube, os valores eram redistribuídos para contas pessoais de dirigentes e terceiros, além da realização de saques em espécie para dificultar o rastreamento do dinheiro. Para o cumprimento das diligências, foram mobilizados 34 policiais civis, entre investigadores e peritos. Os mandados foram cumpridos em locais estratégicos, incluindo setores da Prefeitura Municipal de Tocantinópolis. Entre os investigados está um policial militar da ativa, o que levou a Polícia Militar do Tocantins a prestar apoio durante a operação. Documentos administrativos, dispositivos eletrônicos e registros contábeis foram apreendidos para subsidiar a continuidade das investigações. O nome da operação faz alusão à continuidade do combate a esquemas ilícitos que utilizam o esporte como instrumento para práticas criminosas. Posicionamento de Leandro Pereira, presidente do Tocantinópolis É, com relação a essa situação aí e do que que está sendo investigado, é um possível repasse que o Tocantinópolis receba da Prefeitura de Tocantinópolis através de uma lei municipal, lei essa que vem desde a fundação do clube, em que a prefeitura municipal, autorizada pela Câmara Municipal, fazia um repasse mensal de 30 salários mínimos para o Tocantinópolis Esporte Clube. Com relação a esses repasses, essa lei em dezembro, mais especificamente dezembro de 2024, antes de eu ser presidente, ter a eleição para presidente, tinha uma liminar aonde suspende esse repasse. E dali então não foi mais feito repasse. Depois que eu assumi a presidência e o prefeito Fabion Gomes, que assumiu também em janeiro de 2025, a prefeitura não teve repasse. O Tocantinópolis Esporte Clube, nesse um ano e três meses que estão fazendo agora de mandato, não teve nenhum repasse público de nada. Hoje, o Tocantinópolis não tem convênio nenhum com a prefeitura municipal de Tocantinópolis.