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Futebol Além do Vasco: oposição do Palmeiras lista conflitos de interesse de Leila Do UOL, em São Paulo (SP) 01/11/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Leila Pereira, presidente do Palmeiras, antes de partida contra o Fluminense, pela Libertadores Imagem: VINICIUS NUNES/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO Palmeiras e Vasco se enfrentam hoje, às 16h (de Brasília), no Nubank Parque, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil . Fora de campo, a negociação da SAF vascaína reacendeu uma série de questionamentos da oposição alviverde sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo a presidente Leila Pereira e os negócios de sua família. Patrocínio, avião e Vasco Em junho de 2023, um grupo de 27 membros do Conselho Deliberativo do Palmeiras cobrou explicações de Leila Pereira sobre os valores pagos pelo patrocínio máster, o processo de concorrência e a falta de transparência da gestão. Posteriormente, o UOL revelou detalhes do contrato: Crefisa e FAM pagavam R$ 81 milhões fixos por ano ao clube para ter exclusividade na exposição das marcas em todo o uniforme alviverde. O acordo previa espaços que iam das camisas dos jogadores e dos gandulas até o carrinho da maca utilizado no atendimento em campo. No mês seguinte, a oposição voltou a apontar um possível conflito de interesses envolvendo Leila, desta vez pelo uso da aeronave da Placar Linhas Aéreas para transportar a delegação palmeirense. A empresa foi fundada pela presidente e seu marido, José Roberto Lamacchia. A cobrança foi levada ao COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), e os conselheiros pediram esclarecimentos sobre a relação entre o clube e a companhia, incluindo a formalização do serviço por meio de um contrato. O acordo é verbal até hoje. Ruy Castro Paixão cega, mas IA faz da pessoa otário completo Tostão Neymar e Willian José vivem fora da realidade Sakamoto Imagina se o bolsonarismo tivesse vencido Josias de Souza Flávio trocou terra natal por terra mortal nos EUA A relação entre a Crefisa e o Vasco já preocupava a oposição do Palmeiras em maio de 2024, quando veio à tona uma negociação entre a empresa e a 777 Partners para a compra de 70% da SAF cruz-maltina. Na ocasião, o grupo Palmeiras Avante divulgou uma nota classificando o episódio como um "novo e alarmante capítulo dos conflitos de interesse" envolvendo Leila Pereira. Os conselheiros cobraram que os dirigentes priorizassem os interesses do Palmeiras e também mencionaram outras atividades empresariais da presidente, como o patrocínio ao clube, os serviços de transporte aéreo e a concessão da Arena Barueri. Classificação e jogos Copa do Brasil Agora, a negociação avançou por meio de outra empresa. A Almirante Participações, controlada pelo empresário Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira e filho de José Roberto Lamacchia, venceu o leilão judicial pela SAF do Vasco em setembro de 2026, com proposta para adquirir 90% das ações do clube. A oferta prevê investimento mínimo de R$ 500 milhões no futebol, dividido em cinco parcelas anuais de R$ 100 milhões. Em 23 de outubro, os sócios vascaínos aprovaram a venda, mas a operação ainda está sob análise dos órgãos reguladores, que apuram possíveis conflitos de interesse. A empresa compradora, vale lembrar, foi criada em 2024 com o nome de Top Gol e teve participação inicial de empresas ligadas a Leila e José Roberto Lamacchia. A presidente palmeirense deixou a sociedade em abril daquele ano, enquanto seu marido permaneceu até agosto de 2025, quando o controle passou para o filho. Os problemas "invisíveis" que a oposição enxerga Da esq. para dir.: Mário Junqueira, Admar Lopes (diretor de futebol do Vasco), Leila Pereira e Marcos Lamacchia Imagem: Reprodução/TV Globo A oposição do Palmeiras demonstra preocupação com a possibilidade de o Vasco se beneficiar do conhecimento institucional acumulado pelo rival nos últimos anos. Os opositores avaliam que o clube construiu uma estrutura de gestão e desenvolveu métodos de trabalho em diferentes áreas, como os departamentos financeiro e de formação de atletas. Esse patrimônio não está restrito aos dirigentes mais conhecidos: também envolve profissionais que ocupam cargos estratégicos e poderiam levar a experiência adquirida no Palmeiras para o projeto vascaíno. Continua após a publicidade Relacionadas Raphael Veiga deve voltar ao Palmeiras em 2027 Palmeiras x Estudiantes: Conmebol anuncia horário da final da Libertadores Palmeiras quer resolver na ida, e Abel prepara time ofensivo contra Vasco Os conselheiros apontam ainda a falta de mecanismos para proteger esse conhecimento. Como exemplo, citam as cláusulas de não concorrência adotadas por algumas empresas, que impedem executivos de assumir cargos em concorrentes por determinado período após deixarem a companhia. Na avaliação do grupo, o Palmeiras não dispõe de mecanismos que impeçam ou dificultem a transferência de profissionais com acesso a informações estratégicas e métodos de trabalho do clube para o Vasco. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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